O que foi a Revolução Cognitiva?

Revolução Cognitiva se refere ao fenômeno histórico que gerou o surgimento de novas formas de pensar e se comunicar, entre 70 mil anos atrás a 30 mil anos atrás.

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Ainda não se sabe ao certo os motivos para essa mudança na capacidade comunicativa do ser humano que mudou os rumos da nossa história e permitiu o desenvolvimento das nossas sociedades.

A teoria mais aceita afirma que mutações genéticas acidentais mudaram as conexões internas do cérebro dos homo sapiens.

Isso possibilitou que o ser humano passasse a pensar de maneira sem precedentes e se comunicar usando um tipo de linguagem totalmente novo. 

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Impactos da Revolução Cognitiva na evolução humana

Desde a Revolução Cognitiva o Homo Sapiens tem sido capaz de revisar seu comportamento rapidamente de acordo com necessidades e as mudanças do ambiente.

Isso abriu caminhos para a evolução cultural, institucional e tecnológica, fazendo com que o Homo Sapiens logo ultrapassasse todas as outras espécies humanas em sua capacidade de cooperar.

Desde a Revolução Cognitiva, os sapiens têm sido capazes de mudar seu comportamento rapidamente, transmitindo novos comportamentos a gerações futuras sem necessidade de qualquer mudança genética.

Yuval Noah Harari, autor de “Sapiens, Uma Breve História da Humanidade”, mostra que vários tipos de comportamentos foram transmitidos ao longo do tempo sem a necessidade de adaptação ou seleção biológica. 

Por exemplo, a Igreja Católica sobreviveu por séculos não por transmitir um “gene do celibato” de um papa ao seguinte, mas por transmitir as histórias do Novo Testamento e do direito canônico católico. 

Isso porque as instituições permitem que ideias, comportamentos e hábitos de pensamentos, derivados da Revolução Cognitiva, sejam passadas e enraizadas na mente da sociedade.

A importância da Revolução Cognitiva pode ser verificada a partir da comparação entre os humanos arcaicos e os homo sapiens.

Os padrões de comportamento dos humanos arcaicos permaneceram inalterados por dezenas de milhares de anos.

Já os sapiens conseguiram transformar suas estruturas sociais, a natureza de suas relações interpessoais, suas atividades econômicas e uma série de outros comportamentos no intervalo de uma ou duas décadas.

Para Yuval, a Revolução Cognitiva determina o ponto em que a história declarou independência da biologia. Ou seja, até a Revolução Cognitiva, os feitos de todas as espécies humanas pertenciam ao reino da biologia.

Ainda segundo Yuval, com a Revolução Cognitiva as narrativas históricas substituem as narrativas biológicas como nosso principal meio de explicar o desenvolvimento do Homo sapiens. 

Nas palavras do autor, “Para entender a ascensão do cristianismo ou a Revolução Francesa, não basta compreender a interação entre genes, hormônios e organismos”. 

“É necessário, também, levar em consideração a interação entre ideias, imagens e fantasias.”

Revolução Cognitiva na psicologia

O termo “Revolução Cognitiva” também é encontrado na psicologia, mas com significado diferente do que foi visto na área de biologia evolutiva.

Na psicologia, a Revolução Cognitiva é entendida como um movimento que colocou a abordagem da psicologia cognitiva em evidência.

Esse movimento emergiu com o avanço das tecnologias que permitiram a análise de imagens cerebrais.

A revolução cognitiva foi um período durante os anos 1950-1960, quando a psicologia cognitiva substituiu o Behaviorismo e a Psicanálise como a abordagem principal no campo da psicologia.

O foco crescente foi colocado em comportamentos observáveis ​​em conjunto com a análise da atividade e estrutura do cérebro.

Durante a revolução cognitiva, mais importância foi colocada na percepção e na memória, como a capacidade de tamanho da memória de trabalho (que é o que estamos pensando ativamente no momento). 

Uma das primeiras disputas entre behavioristas e psicólogos cognitivos foi sobre a aquisição da linguagem.

Os behavioristas acreditavam que os humanos nasceram como "lousas em branco", e que toda a capacidade de comunicação e aquisição da linguagem foram aprendidas em nosso ambiente. 

os autores da psicologia cognitiva teorizaram que temos uma capacidade inata para a linguagem em nossos cérebros com a qual todos nascemos.

Sendo assim, a conclusão dessa abordagem é que nossa capacidade para a linguagem era inerente, embora também haja a participação do aprendizado.