O que é reserva de emergência?

Reserva de emergência se refere ao dinheiro guardado para ser usado em tempos de imprevistos ou dificuldade financeira.

O objetivo de uma reserva de emergência é melhorar a segurança financeira criando um fundo de proteção que pode ser usado para cobrir despesas imprevistas, como doenças, roubos ou acidentes.

Para isso, a reserva de emergência deve estar disposta em ativos de alta liquidez e baixo risco. 

Geralmente, os ativos de um fundo de emergência tendem a ser títulos públicos, dinheiro depositado em caderneta de poupança ou mesmo dinheiro em espécie. 

Embora esses recursos geram pouco retorno financeiro, a sua disposição é interessante por diminuir o risco de recorrer a opções de dívida com juros altos, como cartões de crédito ou empréstimo no cheque especial.

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Como funciona a reserva de emergência?

A reserva de emergência funciona de uma maneira muito simples. Ela é basicamente o dinheiro guardado em opção de mais rápido resgate e com menor risco.

O mais indicado é o uso de poupança ou títulos de renda fixa de liquidez diária, que podem ser resgatados instantaneamente, como alguns CDBs.

Outra indicação de aplicação para a criação de uma reserva de emergência são as contas de bancos digitais.

Essas instituições têm oferecido ótimas oportunidades de aplicação ao público, em alternativa aos bancos tradicionais.

Há algumas fintechs que oferecem um rendimento de 100% do CDI, ou até mais, para quem depositar dinheiro. 

Esse recurso é seguro, pois são aplicados em títulos públicos ou outras aplicações garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Antigamente, quando os bancos não eram uma opção disponível para a maioria da população, e também menos confiáveis, a reserva de emergência era feita através da famosa expressão “dinheiro debaixo do colchão”

Seja como for, o importante para se constituir uma reserva de emergência é dispor de uma quantia que seja facilmente utilizável, ou seja, tenha liquidez, e que ofereça o mínimo de risco possível.

Porém, há outro fator fundamental que a pessoa deve ter em mente na hora de formar sua reserva de emergência.

Mais importante do que saber onde aplicar a reserva de emergência é definir qual o tamanho da reserva de emergência.

Qual o tamanho ideal da reserva de emergência?

O melhor tamanho para uma reserva de emergência depende de vários fatores, incluindo sua situação financeira, despesas, estilo de vida e dívidas. 

Muitos consultores financeiros recomendam economizar o suficiente para cobrir despesas de três a seis meses, o que pode ajudá-lo a enfrentar uma modesta conta de saúde ou curto período de desemprego.

Entretanto, o tamanho ideal da reserva de emergência depende de cada contexto.

Circunstâncias individuais podem ditar o nível de economia específico com o qual você se sente confortável. 

Um adulto solteiro sem filhos, por exemplo, pode se contentar em cobrir três meses de despesas, enquanto uma família inteira pode preferir optar por uma reserva suficiente para cobrir meio ano ou mais.

Seja como for, o importante é se planejar para eventos improváveis, como doenças, desemprego e crises. 

Estas são ocasiões muito comuns mas sempre nos pegam de surpresa. 

Reserva de emergência VS reserva de oportunidade

É importante lembrar que a reserva de emergência não é o mesmo do que reserva de oportunidade.

Esta última é utilizada para aproveitar momentos específicos no mercado para adquirir ativos com preços atrativos.

Um exemplo é deixar aquele dinheiro em uma aplicação simples, como Tesouro Selic, e utilizá-lo para comprar uma determinada ação que caiu de preço.

Já a reserva de emergência é exclusivamente utilizada para imprevistos e urgências reais.

Portanto, cuidado para não gastar sua reserva de emergência de maneira equivocada, como comprar bens supérfluos ou se aventurar no mercado financeiro. 

Os imprevistos sempre vêm em momentos pouco prováveis.