Relação Risco x Retorno nos Investimentos
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Qual a Relação entre Risco e Retorno de um Investimento?

Conheça a relação Risco e Retorno nos investimentos e como criar uma fronteira eficiente para montar sua carteira de investimentos.

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Atualizado em 14/04/2020

A relação entre Risco e Retorno nos investimentos é uma excelente ferramenta para os investidores que buscam por ações com rentabilidades acima da média do mercado.

Entender qual o binômio Risco e retorno nos investimentos é essencial para os investidores que desejam montar uma carteira de investimentos eficiente.

Isto porque a relação entre Risco e Retorno nos investimentos apresenta uma correlação direta, demonstrando que os investimentos que apresentam maiores riscos podem apresentar maiores retornos.

Neste artigo, eu vou te explicar qual a relação entre Risco e Retorno na prática, vou mostrar como criar uma fronteira eficiente de acordo com a teoria de Harry M. Markowitz para buscar as melhores ações da bolsa de valores.

Ao final do artigo, você será capaz de montar sua carteira de investimentos por conta própria, para tomar a melhor decisão de investimento, de acordo com o seu perfil de investidor. 

Vamos lá?

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Qual a função da relação Risco x Retorno?

Uma carteira de investimentos é uma combinação de ativos, como Títulos Públicos Federais, Ações, Commodities, Fundo de investimentos que pertence a um investidor, pessoa física ou pessoa jurídica.

Umas das principais funcionalidades de uma carteira de investimentos é reduzir o risco por meio da diversificação, e pela aplicação da relação entre Risco x Retorno é possível diluir o risco envolvido além de obter um maior retorno.

Desta forma, relação Risco x Retorno pode ser um ótimo instrumento para os investidores maximizar a rentabilidade das suas carteiras de investimentos, minimizando o risco do portfólio.

Teoria Moderna do Portfólio de Harry M. Markowitz

Nos anos 90, Harry M. Markowitz ganhou o Prêmio Nobel da Economia após ter criado a Teoria Moderna do Portfólio.

O prêmio foi um reconhecimento do trabalho desenvolvido em 1952, após a publicação do seu artigo “Portfolio Selection”, pelo Journal of Finance.

Seu trabalho foi o primeiro passo para a Teoria Moderna do Portfólio e análise de investimentos.

Sendo o conjunto de algumas das técnicas mais utilizadas nas decisões de investimentos nos dias de hoje.

Sua teoria é utilizada para construir portfólios que otimizem ou maximizem o seu retorno esperado de acordo com um determinado nível de risco.

Desta forma a teoria criada por Harry M. Markowitz tem como base a aversão a riscos e maiores retornos nos investimentos.

Por exemplo, caso o investidor estiver indeciso entre 2 investimentos com o mesmo nível de retorno, ele escolherá o investimento de menor risco.

Assim o investidor só investiria em um ativo com maior risco se fosse remunerado, compensando a porcentagem de risco.

De acordo com a Teoria Moderna do Portfólio, é possível construir uma fronteira eficiente de portfólios otimizados que oferecem um maior retorno esperado possível para cada nível de risco.

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Fronteira Eficiente

De acordo com a teoria de Harry M. Markowitz se analisarmos os investimentos que oferecem maior retorno ao investidor em relação a um determinado nível de risco, é possível criar uma fronteira eficiente.

Buscamos os dados na ferramenta Gi Score Line System, e chegamos a conclusão que quanto maior a pontuação de avaliação de risco das ações, maior é o potencial de retorno.

Através da fronteira eficiente podemos observar que as empresas Fleury e CVC apresentam uma melhor pontuação de avaliação de risco, ou seja o potencial retorno nos investimentos nestas ações compensam seu risco.

Fronteira Eficiente
Gráfico: Fronteira Eficiente
LetraEmpresaTicketGanhoPerdaAvaliação de risco (GI LINE)
AAES Tietê TIET114,2%28,2%13
BPetrobras PETR367,1%99,9%40
CLojas Renner LREN3196,0%1,4%99
DFleury FLRY3251,4%100
ECVCCVCB3492,3%100

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Risco de Mercado x Risco Diversificável

Geralmente as ações ou uma carteira de ações têm seu risco de mercado dividido entre risco não diversificável e risco diversificável.

O risco diversificável compreende ao risco ligado às empresas, como por exemplo o desempenho do setor ou da empresa, novos produtos, eficiência em sua gestão, transparência na relação com investidores.

Por sua vez o risco não diversificável compreende ao risco que atinge todo o mercado ou a um setor específico, como por exemplo o movimento das taxas de juros, nível de crescimento econômico.

Relação Risco e Retorno da AES Tietê (TIET11)

As ações TIET11 apresentaram uma relação de 0,1 na avaliação de risco demonstrando que para a porcentagem de potencial de ganho de 4,2% existe uma porcentagem de potencial de perda de 28,2% em um período de 5 anos.

Confira a porcentagem de ganho e de perda das ações da AES Tietê:

Avaliação de Risco GI Line AES Tietê
Avaliação de Risco GI Line da AES Tietê. Fonte: GuiaInvest

Relação Risco e Retorno da Petrobras (PETR3)

As ações PETR3 apresentaram uma relação de 0,7 na avaliação de risco demonstrando que para a porcentagem de potencial de ganho de 67,1% existe uma porcentagem de potencial de perda de 99,9% em um período de 5 anos.

Confira a porcentagem de ganho e de perda das ações da Petrobras:

Avaliação de Risco GI Line Petrobras
Avaliação de Risco GI Line da Petrobras. Fonte: GuiaInvest

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Relação Risco e Retorno da Lojas Renner (LREN3)

As ações LREN3 apresentaram uma relação de 144,8 na avaliação de risco demonstrando que para a porcentagem de potencial de ganho de 67,1% existe uma porcentagem de potencial de perda de 1,4% em um período de 5 anos.

Confira a porcentagem de ganho e de perda das ações da Lojas Renner:

Avaliação de Risco GI Line Lojas Renner
Avaliação de Risco GI Line da Lojas Renner. Fonte: GuiaInvest

Relação Risco e Retorno da Fleury (FLRY3)

As ações FLRY3 não apresentaram uma relação na avaliação de risco demonstrando que a porcentagem de potencial de ganho de 251,4% cobre todo o potencial do percentual de perda em um período de 5 anos.

Confira a porcentagem de ganho e de perda das ações da Fleury:

Avaliação de Risco GI Line Fleury
Avaliação de Risco GI Line da Fleury. Fonte: GuiaInvest

Relação Risco e Retorno da CVC (CVCB3)

As ações CVCB3 não apresentaram uma relação na avaliação de risco demonstrando que a porcentagem de potencial de ganho de 492,3% cobre todo o potencial do percentual de perda em um período de 5 anos.

Confira a porcentagem de ganho e de perda das ações da CVC:

Avaliação de Risco GI Line CVC
Avaliação de Risco GI Line da CVC. Fonte: GuiaInvest

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Rebalanceamento da carteira de investimentos

O rebalanceamento de uma carteira de investimentos é bastante utilizado pelos investidores, através dela é possível realizar a alocação de ativos, com o objetivo de equilibrar a carteira e mantê-la de acordo com a estratégia do investidor.

Sua principal finalidade é diversificar os ativos da carteira de investimentos de acordo com o perfil do investidor de objetivos.

Através da aplicação do binômio Risco e Retorno o investidor pode rebalancear sua carteira, de uma forma que o investidor considera aceitável.

Podendo adicionar ações que sejam extremamente rentáveis com descontos e vender aquelas ações que estão bastantes valorizadas, realizando seu lucro.

O rebalanceamento de carteiras tem diversos benefícios como minimizar perdas, potencializa os ganhos além de manter a carteira de investimentos saudável.

Benefícios da relação entre Risco e Retorno nos investimentos

Confira os benefícios da relação entre Risco e Retorno aplicada nos investimentos:

  • Melhorar a eficiência em sua carteira de investimentos;
  • Método eficaz para somar as vantagens de cada investimento e neutralizar sua deficiências;
  • Escolher as características de sua carteira em relação às sua necessidades e objetivos;
  • Diversificar seus investimentos por setores específicos, ramos econômicos;
  • Aumentar o retorno de uma carteira de investimento mantendo o risco a níveis iguais ou menores que o risco individual de cada ativo.

Conclusão

A aplicação da relação entre Risco e Retorno nos investimentos, pode ser uma ótima estratégia com o intuito de escolher as melhores ações para compor sua carteira de investimentos.

Pois, através desta relação e da fronteira eficiente você será capaz de identificar os melhores ativos que apresentam um maior potencial de retorno para investir no longo prazo.

A utilização da fronteira eficiente em seus investimentos poderão ser também uma ótima alternativa para realizar o rebalanceamento de sua carteira de investimentos.

Podendo ajustar o percentual dos ativos da sua carteira para percentuais determinados em uma estratégia de alocação, visando retomar o equilíbrio inicial de sua carteira e investimentos.

Desta forma você estará minimizando o risco de seus investimentos, ou seja, excluindo aquelas ações que no momento pode te trazer prejuízo ao invés de rentabilidade.

Antes de começar a investir nas melhores ações da bolsa de valores e seu apetite a risco, descubra o seu perfil de investidor e faça uma melhor alocação dos seus ativos em sua carteira de investimentos.

Através da aplicação da relação entre Risco e Retorno em seus investimentos você irá investir melhor, contribuindo para encontrar as ações com potencial de valorização no longo prazo.

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Disclaimer: Declaro que as informações contidas neste texto são públicas e que refletem única e exclusivamente a minha visão independente sobre a companhia, sem refletir a opinião do The Capital Advisor ou de seus controladores.

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