O que é regime de competência?

Regime de competência é um regime contábil no qual o registro de entradas e saídas de uma empresa é feito quando o contrato é de negociação é realizado.

Neste tipo de regime não é preciso esperar o dinheiro entrar no caixa da empresa para contabilizar as receitas ou despesas. 

Esse regime é diferente do regime de caixa, no qual as contas de receita e despesa só são contabilizadas quando o dinheiro efetivamente entra ou sai do caixa da empresa.

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Como funciona o regime de competência?

Na prática, o regime de competência significa que o registro da transação na contabilidade da empresa independe da data de pagamento da negociação, mas sim da data em que o acordo foi fechado.

Por exemplo, caso uma empresa tenha feito uma despesa no mês de janeiro para pagar apenas em agosto, o registro contábil será efetuado em janeiro, sendo esse o mês de competência da despesa. 

O mesmo vale para a empresa que aderiu ao regime de competência e que atuou na parte vendedora.

Ou seja, embora esta vá receber o dinheiro apenas em agosto, os valores da venda já são lançados no mês de janeiro.

Para que serve o regime de competência?

O regime de competência é muito importante para uma empresa pois permite organizar as finanças e prever o seu futuro financeiro do negócio.

Os relatórios financeiros gerados sob o método de regime de competência proporcionam importantes informações sobre transações passadas e futuras.

Isso ajuda a empresa a prever o que terá que pagar ou receber nos próximos meses.

O regime de competência é importante até mesmo para as empresas que aderem formalmente ao regime de caixa, pois isso ajuda muito no planejamento financeiro.

Vantagem do regime de competência

A principal vantagem do regime de competência é permitir à empresa visualizar a sua estrutura financeira, tanto futura quanto do presente, e saber mais claramente como está a situação real do negócio.

Inclusive, o regime de competência permite avaliar se vale a pena continuar produzindo e vendendo os produtos e serviços e se eles geram lucro. 

Tudo isso antes de esperar que o dinheiro efetivamente entre no caixa da empresa.

Desvantagem do regime de competência

Como o demonstrativo de resultado de exercício não leva em consideração o que de fato está acontecendo no caixa da empresa, é possível que a companhia acabe ficando com pouco dinheiro em caixa.

Isso pode levar a empresa a contrair dívidas desnecessárias ou pagar tributos sobre um recurso que ainda não entrou.

Além disso, o regime de competência pode criar uma ilusão para o gestor. Isso porque, nem sempre uma negociação dará certo.

Ou seja, pode ocorrer de um contrato fechado não ser realizado. 

Em outras palavras, o comprador do produto ou serviço pode simplesmente não pagar pela compra, o que se configura como calote.

Neste caso, a empresa ficaria em maus lençóis, pois aquele dinheiro que está contabilizado não entrará de fato no caixa.

Trabalhando com regime de competência e regime de caixa

Diante do apresentado até o momento, é importante a empresa que adere ao regime de competência também fazer uso do regime de caixa, pois cada um deles possui pontos fortes e pontos fracos.

O Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) e o Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) são relatórios complementares e cada um deles possui propósitos diferentes. 

Muitas vezes a companhia pode ter um grande volume de vendas, e produtos com boas margens, apresentando lucro no DRE. 

Porém pode ter seus prazos de pagamento e recebimentos mal dimensionados, ficando assim sem disponibilidade de dinheiro em caixa, e isso é obtido exatamente pela leitura do DFC.

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