O que vale mais a pena: quitar o financiamento imobiliário ou investir o dinheiro? 

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Essa é uma dúvida recorrente entre as pessoas que dispõe de um dinheiro extra e estão pagando a prestação de um imóvel, mas a resposta não é tão óbvia.

Um dos maiores desejos de quem possui um financiamento é quitar a dívida o quanto antes.

Mesmo com taxas relativamente baixas, ninguém gosta de pagar juros e ter que dedicar uma parte do salário para o financiamento todo mês.

Por isso, sempre que aparece um dinheiro inesperado, a primeira intenção que vem à cabeça é quitar o financiamento imobiliário para se livrar dessa obrigação. 

No entanto, essa pode não ser a melhor decisão.

Tudo vai depender da taxa de retorno dos investimentos disponíveis.

Mas uma pergunta como essa não teria uma resposta tão óbvia.

É preciso que o caso seja analisado de forma individual, já que muitos fatores estão envolvidos na questão. Como o tipo de contrato de financiamento, prazo, modalidade, juros.

Depois, olhando para o mercado financeiro, saber qual o momento financeiro, o perfil de investidor, valor que pretende investir, disposição para fazer aportes mensais, os juros e os prazos de aplicação.

Uma avaliação criteriosa pode trazer um ganho relevante nas finanças de quem tem um imóvel financiado.

Para saber qual das duas opções é a mais vantajosa e o que é preciso analisar, continue a leitura e descubra se vale mais quitar um financiamento imobiliário ou investir o dinheiro.

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Quando quitar o financiamento imobiliário

Antes de optar por quitar o financiamento ou investir o dinheiro, analise o seu perfil

  • Você já investe ou tem algum conhecimento de mercado?
  • Qual a sua tolerância ao risco? Se você ainda não conhece seu perfil de investidor, faça o teste online.
  • Possui uma reserva financeira?
  • Tem a capacidade de ter uma despesa mensal?

Primeiro é preciso saber se investir faz sentido para você. Por mais que seja uma excelente ferramenta para geração de dinheiro, em alguns casos o investimento não valerá a pena.

Por exemplo, se as opções para seu perfil de risco renderem menos do que o juros que paga no financiamento, não faz sentido investir. Nesse caso, é melhor quitar o financiamento.

Se você tiver que arriscar demais para conseguir uma boa rentabilidade, também não fará sentido, pois correrá o risco de perder esse dinheiro extra e sua dívida ficará lá em aberto.

Além disso, também é necessário avaliar se você tem a capacidade de manter uma despesa mensal, pois há quem se incomode em saber que possui uma dívida ou quem esteja com o orçamento muito apertado e que corre o risco de não honrar com o pagamento.

Por isso, não há uma resposta única para essa questão. 

Quando vale a pena investir

De forma simples, só valerá a pena investir se o juros do investimento superar a taxa efetiva total do financiamento.

Assim, se a taxa efetiva do seu financiamento é de 8%, só valerá a investir se encontrar investimento com um retorno maior do que esse. 

No seu cálculo, analise o quanto o investimento renderia a longo prazo, para que os juros compostos trabalhem a seu favor. 

Por exemplo, em um financiamento imobiliário de R$ 500 mil a uma taxa efetiva de 8% você pagará de juros ao banco cerca de R$ 40 mil no primeiro ano.

Por outro lado, se você  investir os mesmos R$ 500 mil a uma taxa prefixada de 10%, renderia cerca de R$ 42 mil líquidos por ano até o vencimento.

Ou seja, o que você receberia de juros do investimento anualmente paga os juros devidos ao banco e ainda sobra.

Nesse caso, seria mais vantajoso não quitar o financiamento imobiliário e investir.

O investimento deve estar alinhado ao seu perfil de investidor e ao horizonte de tempo do prazo restante de seu financiamento imobiliário.

Atendidos os quesitos risco e prazo, compare o investimento com o custo do financiamento imobiliário.

Para isso, avalie todas as variáveis envolvidas em ambas as situações.

No caso do financiamento imobiliário, olhe o CET (Custo Efetivo Total) do contrato de financiamento. Isso inclui a taxa de juros, encargos, tributos, IOF, seguro e demais despesas que podem estar embutidas na prestação.

Com o valor do CET e da taxa anual de juros esperada dos seus investimentos, caso algum investimento projete taxas maiores que o CET, invista nele. 

Se os investimentos projetarem taxas menores que o CET, amortize o saldo devedor ou o quite. 

Por exemplo, se sua taxa de financiamento está em 8% ao ano e a taxa Selic em 4,25%, será difícil encontrar um investimento que renda mais, exceto aqueles de alto risco.

Nesse caso, abater a dívida torna-se mais vantajoso do que investir o dinheiro.

Com a alta da Selic, os investimentos de renda fixa estão rendendo mais, por isso, olhe atentamente que poderá encontrar algum que esteja pagando mais do que seu financiamento imobiliário.

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Use o FGTS

Se você está pensando em quitar um financiamento imobiliário, uma opção é usar o dinheiro do FGTS.

É possível tanto liquidar ou amortizar as parcelas do financiamento imobiliário seja reduzindo o número de parcelas devidas, encurtando o prazo ou reduzindo o valor da parcela. 

Agora, se você optou por usar o dinheiro extra e quitar o financiamento, use o valor da parcela que liberou mensalmente do seu orçamento para investir.

Essa é uma forma de fazer seu dinheiro render e não precisar mais recorrer a financiamentos no futuro.

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