Fred DeLuca queria ser médico, mas acabou construindo a rede de franquias Subway e se tornando o bilionário dos sanduíches.

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Aos 17 anos, DeLuca precisava arrumar uma forma de pagar os estudos da faculdade de Medicina. Ele então recorreu ao amigo da sua família, Peter Buck, que sugeriu que ele abrisse uma lanchonete de sanduíches.

Buck contribuiu com US$ 1.000 para começar o negócio e se tornou sócio na empresa que abriu sua primeira loja de sanduíches, em 1965.

Fred logo aprendeu os passos básicos para tocar um negócio, assim como a importância de servir um produto de qualidade, bem feito e com ótimo atendimento ao consumidor, mantendo os custos operacionais baixos, com pontos bem localizados, diz a empresa, em texto de apresentação institucional.

Embora a história de sucesso de DeLuca tenha sido frequentemente retratada como inspiradora, o crescimento extraordinário do Subway foi alcançado com táticas agressivas, às vezes questionáveis, relatam fontes.

Conheça a verdadeira história de Fred DeLuca, o cofundador do Subway.

Quem foi Fred DeLuca?

Fred DeLuca (1947 - 2015) foi um empresário americano, co-fundador e presidente da franquia de restaurantes fast food Subway.

Durante sua gestão, Subway se tornou a maior franquia do mundo.

Vida e carreira

Frederick Adrian DeLuca nasceu dia 3 de outubro de 1947 no Brooklyn, Nova York , filho de pais ítalo-americanos, Salvatore e Carmela Ombres DeLuca. Ele morava em um alojamento público com os pais e a irmã mais nova.

Quando tinha 10 anos, sua família mudou-se para Schenectady e depois para Bridgeport, Connecticut, onde se formou na Central High School em 1965.

A história de DeLuca mostra que sua veia empreendedora vem desde muito jovem, quando ele coletava garrafas de refrigerante para entregá-las no depósito. Com o dinheiro, comprava revistas em quadrinhos. Depois de ler, ele as vendia para outras crianças e comprava revistas novas com os lucros. 

Sua biografia no site institucional do Subway, conta que o pequeno Fred DeLuca se tornou membro da Junior Achievement, uma organização sem fins lucrativos com a missão de inspirar e preparar jovens para o sucesso através da alfabetização financeira, preparação para o trabalho, empreendedorismo e muito mais. 

No entanto, o grande sonho de DeLuca era se tornar médico.

Na época, ele trabalhava com um salário mínimo na loja de ferragens local, mas sabia que isso não seria suficiente para pagar as mensalidades da faculdade de medicina.

Fred DeLuca, com então 17 anos, foi pedir conselhos ao amigo da família, Dr. Peter Buck, um físico nuclear, sobre como pagar as mensalidades.

Como Buck estava bem financeiramente e tinha uma bela casa, DeLuca esperava que ele se propusesse a ajudá-lo com as mensalidades, mas Buck, com 35 anos na época, propôs que eles abrissem uma lanchonete juntos.

Com um investimento inicial de US$ 1.000, os dois formaram uma parceria comercial que acabaria mudando o cenário da indústria de fast food.

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Em agosto de 1965, DeLuca alugou uma pequena loja no centro de Bridgeport por US$ 165 por mês e abriu o empreendimento com o nome de "Pete’s Super Submarines" em reconhecimento ao capital inicial de Buck. 

Mais tarde, DeLuca mudou o nome porque quando leu "Pete's Submarines" em anúncios de rádio com seu sotaque do Brooklyn, os ouvintes pensaram que ele estava dizendo "Pizza Marines". O nome se tornou Pete's Subway antes de ser abreviado, em 1968, para apenas Subway.

O primeiro restaurante surgiu como uma empresa familiar, com sua mãe administrando a primeira loja, sua irmã trabalhando como "artista de sanduíches" e sua esposa Elisabeth trabalhando no escritório corporativo.

O primeiro ano de negócios foi um desafio, pois a localização da loja não era das melhores. No ano seguinte, ele abriu a sua segunda localização e percebeu que a visibilidade e o marketing eram fatores-chave para o sucesso. 

À medida que o Subway ganhava força, DeLuca desistiu dos planos de uma carreira médica e se formou em psicologia pela Universidade de Bridgeport em 1971. 

Em 1974, Fred e Buck operavam 16 lanchonetes, mas para atingir a meta de possuir 32 lojas na primeira década da empresa, a dupla decidiu começar o modelo de franquia.

Funcionou. Em 1978, a 100ª loja do Subway foi inaugurada e atingiu a marca de 1.000 lojas em 1987 e não parou mais de crescer não apenas nos Estados Unidos, mas mundialmente.

Em 1997, foi criada a Fundação Frederick A. DeLuca que apoia programas de caridade que capacitam indivíduos a levar vidas saudáveis ​​e produtivas através da educação e conscientização.

Durante todo o tempo, DeLuca acompanhava de perto as operações do Subway e de seus franqueados.

Em julho de 2013, DeLuca anunciou que estava em tratamento para leucemia, mas mantinha contato constante com a equipe de gerenciamento, embora tenha reduzido o ritmo por causa da doença.

Semanas após o 50º aniversário da franquia em 2015, DeLuca faleceu aos 67 anos de leucemia, em 14 de setembro de 2015, em Lauderdale Lakes, Flórida.

Táticas questionáveis e assédio

Embora a história de sucesso de DeLuca tenha sido frequentemente retratada como inspiradora, o crescimento extraordinário da Subway foi alcançado com táticas agressivas, às vezes questionáveis, e até relatos de assédio às esposas de seus franqueados.

Segundo informações do The New York Times,  as táticas de negócios do Subway geraram ações judiciais, investigações governamentais, desentendimentos com agências reguladoras, disputas com proprietários e reclamações de franqueados por terem sido enganados ou fraudados.

Investigadores federais descobriram que muitos franqueados eram casais jovens, novatos em negócios ou imigrantes que investiram as economias de uma vida inteira, embora alguns não conseguissem entender os contratos do Subway que exigiam investimentos mínimos, pagamentos de royalties sobre vendas brutas e taxas de publicidade e outros serviços. 

A Subway ofereceu poucas garantias, mesmo contra outras franquias que se mudassem nas proximidades. Reguladores e ações judiciais contestaram as reivindicações dos produtos Subway e disseram que sua equipe de vendas de franquias enganou alguns proprietários sobre suas perspectivas.

Ao longo dos anos, a Subway resolveu muitas reclamações, pagou multas e revisou e modificou algumas de suas práticas comerciais. 

Mas também produziu milhares de histórias de sucesso entre proprietários de franquias, muitos sem experiência comercial anterior, que lucraram com o treinamento, marketing e orientação comercial da empresa.

Durante o reinado de DeLuca como líder do Subway, ele era conhecido por ter poucos limites. Um parceiro de negócios disse ao Insider : “Se você usasse saia e tivesse pulso, ele iria persegui-lo”. O associado continuou dizendo: “Ele sempre sentiu que poderia ir e abordar qualquer mulher” nas convenções do Subway, “porque era o responsável pelo sucesso do marido nas lojas”.

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Em 2000, o calendário da empresa apresentava executivos do sexo masculino seminus posando em vários locais, como um chuveiro e uma sala de conferências. O próprio DeLuca foi o modelo de janeiro; em sua foto, ele está sentado sem camisa em seu escritório segurando uma taça de champanhe e uma placa que diz “escritório executivo”.

A ex-nora de DeLuca, Ana DeLuca, relembrou seu hábito de trazer namoradas assim que sua esposa, Elisabeth, partia. Ela acrescentou: “Fred poderia fazer qualquer coisa que Fred quisesse e todos simplesmente concordariam, virariam a cabeça para o outro lado”, devido ao poder e à riqueza que ele exercia na família e na empresa.

Seu conhecido porta-voz, Jared Fogle, foi preso após uma investigação de pornografia infantil, levando a Subway a encerrar seu relacionamento com ele.

Fogle, que ganhou fama por perder mais de 90 quilos com sua chamada dieta Subway, se declarou culpado de atos sexuais com menores e distribuição de pornografia infantil.

A irmã de DeLuca, Suzanne Greco, atuou como CEO até ser forçada a sair em 2018, com um franqueado a chamando de “uma cópia patética e pobre de Fred”.

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