O que é Quantative Easing

Quantative Easing é uma estratégia realizada pelo Banco Central, através de operações de compra de ativos em larga escala, sejam eles públicos ou privados, visando aumentar a circulação de dinheiro.

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Quantative Easing, então, tem a função de estimular a maior circulação de dinheiro, ampliando as reservas bancárias ou aumentando a liquidez do setor privado.

Quantative Easing é uma estratégia comumente usada para auxiliar em crises econômicas, ajudando o Banco Central dos países a controlar a deflação do período.

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Histórico de Quantative Easing 

Quantative Easing foi utilizada pela primeira vez no Japão, pelo Bank of Japan (BoJ), para auxiliar na crise financeira de 1989 que abalou o país.

O Bank of Japan agiu comprando os títulos do governo japonês com prazos maiores, depois que os juros haviam decrescido para uma taxa praticamente nula em um curto prazo.

Quantative Easing também foi uma estratégia utilizada, posteriormente, por outros países, como Estados Unidos, além dos países da União Europeia.

De um modo geral, Quantative Easing é aplicada por países cuja política monetária consiste no estabelecimento de metas de inflação e controle de taxas de juros a curto prazo.

Esse controle é realizado por um órgão regulador do Estado. Por outro lado, as taxas de juros a longo prazo são reguladas pelo mercado. 

Porém, há uma limitação em relação à efetividade da taxa de juros que, caso um valor mínimo seja atingido, o país deve adotar medidas alternativas de política monetária.

Historicamente, os países que têm essa política monetária atuaram diferentemente, quando buscaram por alternativas à política monetária e aplicaram o Quantative Easing.

No Japão, por exemplo, o Bank of Japan aplicou tal estratégia adotando as taxas de juros tendendo a zero ou, de fato, a nível zero.

Já o Banco Central Europeu e o Bank of England preferiram utilizar o Quantative Easing adotando juros maiores do que zero.

Mesmo adotando taxas de juros a níveis distintos, a intenção dos países era a mesma, ou seja, resgatar e fortalecer suas economias após uma crise econômica através do Quantative Easing.

Outra crise em que se fez uso do Quantative Easing foi a de 2008, que teve início nos Estados Unidos - a também chamada crise do Subprime. 

O Banco Central estadunidense - Federal Reserve -, ao fazer uso do Quantative Easing, atuou de algumas formas, como comprar 500 bilhões de dólares em títulos do Tesouro americano.

Como a crise do Subprime acabou influenciando e atingindo o mundo todo, bancos centrais de outros países também adotaram a medida para tentar reverter a situação de crise financeira instaurada.

Por exemplo, Bank of Japan também adquiriu grande quantidade de títulos do seu governo, realizando uma compra mensal igual a 1,8 trilhões de ienes, aproximadamente 86 trilhões de reais.

Mais recentemente, devido à crise gerada pela pandemia do coronavírus, a estratégia de Quantative Easing continua sendo aplicada, como visto no Banco Central Europeu.

O Banco Central Europeu estima comprar 1,3 bilhão de euros em títulos bancários públicos e privados, sendo um estímulo de compra de ativos pelo bloco, aplicado há alguns anos.

Desvantagens de Quantative Easing 

Algumas desvantagens podem ser geradas através da estratégia de Quantative Easing, haja vista que não é a única estratégia para combater uma crise. São elas:

  • Hiperinflação;
  • Desvalorização de moeda local;
  • Excesso de liquidez.

A primeira desvantagem de Quantative Easing é a desvalorização da moeda local, especialmente em relação ao dólar e ao euro - que são moedas-padrão de negociação internacional.

Também, é possível a ocorrência de hiperinflação, caso o Banco Central invista um valor maior que o necessário sobre a compra dos títulos, devido a uma análise errada de demanda.

Ainda, em decorrência de programas de Quantative Easing para países em desenvolvimento, é possível que haja uma grande injeção de capital, provocando excesso de liquidez e alta da inflação (IPCA).