O melhor banco para financiamento imobiliário é aquele que possui boas taxas, mas principalmente, o melhor custo efetivo total (CET).

O crédito imobiliário tem muitas variáveis, por isso, é muito comum ocorrerem erros na hora de escolher o melhor banco. Além disso, algumas instituições podem usar de artifícios para confundir o cliente.

Por isso, pesquise bem e recorra ao simulador de financiamento imobiliário que os sites das instituições geralmente oferecem para basear sua decisão. 

Mesmo com as taxas do financiamento de imóveis dando sinais de alta, o mercado imobiliário segue aquecido.

O setor foi um dos que mais se recuperou da crise causada pela pandemia da Covid-19 e foi favorecido pela queda da Selic no último ano. 

Segundo dados da Abecip - Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança - a concessão de crédito atingiu recordes este ano.

Somente em junho de 2021 os valores financiados atingiram R$ 19,66 bilhões, o maior volume mensal da série histórica iniciada em 1994. 

Com a nova alta da Selic, os bancos começam a fazer ajustes nas taxas de crédito. Com isso, o financiamento imobiliário ficou, em média, 20% mais caro.

Como boa parte dos principais bancos trabalham com taxas de juros bem parecidas, é preciso prestar atenção aos detalhes e demais benefícios que eles oferecem. Além disso, é preciso eliminar alguns mitos.

Para fazer um financiamento de imóveis sem erro, o melhor é não fechar negócio na primeira proposta. Faça uma ampla pesquisa, simule valores em diversos bancos até que encontre a melhor alternativa.

Para te ajudar na escolha do melhor banco para financiamento imobiliário hoje, comparamos as taxas de juros dos principais bancos do país.

Juros do financiamento imobiliário em diferentes bancos

O cenário para o financiamento imobiliário vem de uma época favorável, com preços e taxas de juros na mínima histórica.

Porém, com o recente aumento da taxa referencial de juros, a Selic, o ambiente começa a mudar.

Após a quarta alta da Selic, que saiu de 2% ao ano em janeiro para os atuais 5,25%, os bancos iniciaram o repasse para o tomador de crédito.

O Santander (SANB11) foi o primeiro a aumentar as taxas mínimas do financiamento imobiliário. Para o residencial, a taxa foi de 6,99% para 7,99% ao ano + Taxa Referencial (TR) e pode chegar até 9,99% ao ano + TR. 

As operações possuem ainda taxas administrativas e seguros obrigatórios. 

O Bradesco (BBDC4) veio em seguida, saindo dos 6,70% para 7,30% + TR ao ano. Já na modalidade pós-fixada atrelada à poupança o banco fez o inverso e reduziu a taxa que era de 3,95% para 2,99% ao ano.

O Itaú Unibanco (ITUB4) também elevou as taxas na linha prefixada para novos contratos de crédito imobiliário que deixou de ser a partir de 6,90% ao ano + TR e subiu para 7,30% ao ano + TR. Para os contratos vigentes, o banco reforça que não sofrerão alterações.

Para o crédito imobiliário com juros da poupança, passou de 3,95% para 3,45% ao ano.

No Banco do Brasil (BBAS3) as taxas que antes eram a partir de 6,29% + TR, agora partem de 6,55% + TR ao ano. 

Em nota, o banco informou que promoveu "ajustes pontuais em algumas de suas linhas de crédito" e que as condições variam conforme perfil do cliente, prazo do financiamento e relacionamento com o BB.

A Caixa Econômica Federal, banco que lidera o segmento, informou que não reajustou suas taxas e que não pretende reajustá-las no curto prazo. A taxa mínima informada atualmente é de 7% ao ano + TR.

Ainda na contramão dos bancos privados, o Banrisul (BRSR6) também informou que não alterou a taxa mínima que é de 6,99% ao ano + TR.

O Banco Inter (BIDI11) é outro que resolveu congelar as tarifas, mas só até o fim do mês de agosto, oferecendo taxas a partir de 7,00% a.a. + TR.

Taxas mínimas anunciadas pelas principais instituições financeiras 

Instituição FinanceiraTR + jurosPoupançaIPCALimite Financiado
Banco do Brasil6,55% a.a + TRnão possuinão possuiaté 80% valor do imóvel
Banco Inter7,00% a.a + TR3,90% a.a + TR + variação da taxa da poupança*não possuiaté 70% valor do imóvel
Banrisul6,99% a.a + TRnão possuinão possuiaté 90% valor do imóvel
Bradesco7,30% a.a + TR2,99% a.a + TR + variação da taxa da poupança*não possuiaté 80% valor do imóvel
Caixa Econômica7,00% a.a + TR3,35% a.a + TR +variação da taxa da poupança*3,55% a.a + IPCAaté 80% valor do imóvel
Itaú7,30% a.a + TR3,45% a.a + TR + variação da taxa da poupança*não possuiaté 90% valor do imóvel
Santander7,99% a.a + TRnão possuinão possuiaté 80% valor do imóvel

*Rendimento da poupança é calculado da seguinte forma: 70% da Selic, quando esta for igual ou menor 8,5% a.a; 6,17% ao ano quando superior a 8,5%.

Financiamento Imobiliário no Bradesco

O Bradesco oferece linha de crédito no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) com prazo de pagamento de até 30 anos e comprometimento de renda de até 30% na tabela SAC e 15% na Tabela Price.

É permitido o uso do FGTS para imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão.

Financiamento Imobiliário no Itaú 

Na linha de crédito imobiliário do Itaú com taxa prefixada a partir de 7,30% + Taxa Referencial (TR) ao ano, é possível financiar até 90% do valor do imóvel, com prazo de até 30 anos. 

Independente da configuração, é possível usar o FGTS desde que a operação se enquadre nas regras.

Financiamento Imobiliário no Banco do Brasil

No Banco do Brasil você pode financiar até 80% do valor de avaliação do imóvel, sendo o montante mínimo de financiamento de R$ 20 mil, e o máximo, de R$ 5 milhões. O banco oferece o prazo de até 420 meses.

No caso de imóveis residenciais, o FGTS pode ser usado para abater o valor do financiamento.

O banco também oferece o chamado “mês-pula”, em que o contratante pode escolher um mês por ano sem cobrança da parcela, que é diluída ao longo do cronograma da operação.

Financiamento Imobiliário no Santander 

No Santander é possível financiar até 80% do seu imóvel em até 35 anos em parcelas fixas com Sistema de Amortização PRICE ou atualizáveis com Sistema de Amortização Constante - SAC.

O comprometimento de renda é de até 35% e pode utilizar o seu FGTS na compra de imóveis residenciais de acordo com as regras vigentes.

Financiamento Imobiliário na Caixa 

A Caixa Econômica Federal disponibiliza 4 modalidades de financiamento habitacional com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos - SBPE.

São elas: Crédito Imobiliário Poupança CAIXA, Crédito Imobiliário com TR, Crédito Imobiliário com Taxa de Juros Fixa e Crédito Imobiliário com IPCA.

O percentual de financiamento varia entre 70% e 90% dependendo da modalidade e do sistema de amortização escolhido.

O prazo máximo de financiamento também pode variar entre 120 a 420 meses de acordo com o indexador escolhido ou taxa fixa.

Financiamento Imobiliário no Banco Inter 

O Banco Inter oferece financiamento imobiliário atrelado à TR e a poupança onde é possível financiar até 70% do imóvel em até 30 anos.

Financiamento Imobiliário no Banrisul 

O Banrisul oferece financiamento em até 35 anos para adquirir casa própria, imóvel de lazer e estabelecimento comercial, novos ou usados. 

O percentual de financiamento varia de acordo com o perfil do cliente, podendo chegar a 90% do valor do imóvel. Oferece ainda condições diferenciadas de Financiamento Imobiliário para os Servidores Estaduais.

Financiamento Imobiliário na XP 

A XP Investimentos oferece a modalidade de crédito colateralizado, na qual o tomador oferece uma garantia real ou financeira para a credora. Como diminui os riscos, as taxas também costumam ser menores.

No caso da XP, o Banco XP oferece taxa de 3,5% + CDI ao ano para crédito partindo de R$ 50 mil, usando como garantia os investimentos feitos pela conta na XP Investimentos.

Os prazos variam de 12, 24, 36, 48 ou 60 meses.

Selic x Taxas Financiamento Imobiliário

A taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic, influencia todas as operações de crédito do mercado, inclusive o financiamento imobiliário.

A correlação da Selic com os juros praticados no crédito imobiliário existe uma vez que ela define o custo de captação de recursos pelas instituições.

A Selic nunca esteve tão baixa quanto no último ano. Ela chegou a cair para apenas 2% em 2020. Com isso, os juros do crédito imobiliário também chegaram às suas mínimas, chegando próximo a 6% ao ano.

Com o avanço da inflação (IPCA), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vem subindo a Selic, que atualmente está em 5,25% ao ano.

Com isso, os juros dos financiamentos de imóveis também foram reajustados para uma média de 7% ao ano.

Evolução da taxa Selic e dos juros médios do crédito imobiliário (% ao ano)

Evolução da taxa Selic e dos juros médios do crédito imobiliário (% ao ano)
Evolução da taxa Selic e dos juros médios do crédito imobiliário. Fonte: Melhor Taxa - Valor Investe.

Quanto mais a Selic sobe, mais caro se torna arrecadar o dinheiro e, consequentemente, isso é repassado para o consumidor através do aumento da taxa do crédito imobiliário.

Boa parte dos economistas já projetam a Selic na faixa dos 7% a 8% ainda este ou no próximo ano.

Embora não dê para prever com exatidão onde vão parar os juros para a compra de imóveis, pelo histórico, acredita-se que pode chegar na casa dos 11% ou 12%.

O que se sabe é que com a tendência de alta nos juros, quem deseja financiar a casa própria deve ficar atento e pesquisar para encontrar as melhores taxas.

Afinal, como o financiamento imobiliário é uma dívida de longo prazo, uma pequena mudança nos juros pode ter um efeito enorme no valor final.

Conforme simulação realizada pelo portal Imovelweb para o CNN Business, um aumento nos juros de 7% para 11% ao ano eleva o valor da parcela mensal em 46%, considerado um financiamento de R$ 100 mil, por 30 anos. 

Veja a diferença nos valores mensais do financiamento de R$ 100 mil pelo prazo de 30 anos, com diferentes taxas de juros:

Diferença da taxa de juros nos valores do financiamento
Diferença da taxa de juros nos valores do financiamento. Fonte: CNN Brasil 

Melhor banco para financiamento de imóveis

Comparar a taxa de juros é uma das primeiras coisas para escolher o melhor banco para financiamento imobiliário, mas não deve ser a única.

Ela é apenas uma referência e não inclui outros custos como os seguros habitacionais obrigatórios que fazem uma grande diferença no valor final. 

Por isso, para não fechar negócio com um banco que não oferece as melhores condições considere sempre o custo efetivo total (CET) permite uma comparação mais precisa

Mesmo assim, ele não é garantia de bom negócio. Até o CET pode induzir o cliente ao erro. 

Para ter certeza de que você está fazendo o melhor negócio, compare a soma das prestações mensais de todo o financiamento fazendo a simulação do financiamento imobiliário.

Vale lembrar que as taxas anunciadas pelos bancos são as mínimas praticadas. Fica a critério de cada instituição financeira avaliar o perfil de risco do cliente e definir a taxa para aquele perfil.

Para conseguir juros mais baixos, o tomador do crédito precisa ter uma boa nota de crédito. Além disso, o tempo de relacionamento com o banco, valor do imóvel e renda do consumidor também costumam influenciar diretamente.

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