Profarma (PFRM3) Considera Atípica Margem da D1000 no 3º Tri
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Profarma (PFRM3) Considera Atípica Margem da D1000 no 3º Tri

A Profarma avalia forte margem bruta no terceiro trimestre da Drogasmil como algo fora da curva.

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Atualizado em 05/11/2020

O presidente da Profarma (PFRM3), Sammy Birmarcker, considerou algo “fora da curva” a forte margem bruta de 32% no 3t20 da Drogasmil – D1000 (DMVF3), marca de varejo da companhia.

A empresa, dona das redes Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário, fez nesta quarta-feira (4) a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2020.

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Nesta quinta-feira (5), na teleconferência com analistas, Birmarcker afirmou que entre as razões para essa margem estão impactos positivos de aumento de preços de medicamentos, a política de precificação da companhia e um peso maior de produtos de higiene e beleza no mix de vendas deste trimestre.

“Mas nossa briga é para trabalhar com margens no limite de 30%, algo entre 28% e 30%. Margem de 32% é um outline.”

A receita bruta da D1000 caiu 13,5% em relação ao terceiro trimestre de 2019, para R$ 263 milhões.

Segundo o presidente e diretor financeiro da D1000, Marcus Santos, a queda se deve especialmente ao desempenho inferior das lojas em shoppings, que respondem por 17% do total de lojas.

Se excluídas, a receita bruta teria um recuo de 2,7%.

“O terceiro trimestre pode não ter sido tão bom em vendas como gostaríamos, mas houve melhora em relação ao segundo trimestre e quarto trimestre segue com melhora”, disse Birmarcker.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 10% em relação a um ano antes, para R$ 23,6 milhões, mostrando ganho de eficiência, de acordo com Santos.

Ele destacou haver uma tendência de redução das despesas de lojas na participação da receita, que chegou a 18,9%.

“Também tivemos um resultado financeiro melhor, que entre os fatores para isso estão a redução da dívida, juros mais baixos ao longo do período e geração de caixa”.

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“Isso ajudou a chegar ao lucro líquido de R$ 1,5 milhão”, acrescentou Santos, apontando que os recursos obtidos com a abertura de capital permitiram a D1000 sair da posição de dívida líquida de R$ 160,9 milhões ao fim do terceiro trimestre de 2019 para caixa líquido de R$ 142,5 milhões.

“Nos dá robustez para as operações”, acrescentou.

Por robustez, a empresa conta com mais investimentos em abertura de lojas e em tecnologia

Sobre o primeiro ponto, a D1000 divulgou ontem que planeja a abertura de 30 novas lojas em 2021.

“Desde que fizemos a abertura de capital, estabelecemos que a abertura líquida de lojas vai ser crescente. Quando olhamos a maioria dos nossos concorrentes, o crescimento traz embutido um grande número de lojas novas, o que ajuda no crescimento.”

“Acreditamos que a partir do primeiro trimestre de 2021, com mais lojas abertas, apresentaremos maior crescimento”, diz o presidente.

Já sobre os investimentos em tecnologia, a D1000 criou neste trimestre a diretoria de transformação digital, que se soma ao lançamento de quatro aplicativos e quatro sites de comércio on-line.

A empresa também firmou parceria com a AME, da Lojas Americanas (LAME4), tornando-se a primeira rede de farmácias a oferecer cashback.

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Fonte: Valor Econômico

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