O que é Private Label

Private Label é o desenvolvimento de algum serviço ou produto, feito de maneira terceirizada, para uma determinada empresa.

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Uma empresa cria, através de terceiros, uma marca própria de produtos ou de serviços de cartões de créditos. É uma prática comum entre grandes mercados varejistas no Brasil, por exemplo.

No caso de produtos, as empresas terceirizadas produzem os itens, criando uma marca própria. Já em relação aos cartões, são instituições financeiras que comandam esses serviços.

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Como funciona Private Label 

Private Label é uma prática muito recorrente no setor varejista de supermercados e hipermercados brasileiros e em empresas da área têxtil.

No setor varejista, essa prática se tornou comum a partir das grandes redes de supermercados como Carrefour e Extra, mas há também em outras, como o supermercado Pão de Açúcar.

Através de uma empresa terceirizada, criam-se os produtos de marca própria, com intuito de aumentar a concorrência com outras marcas.

Esses supermercados ou hipermercados não participam da fase de confecção dos produtos, mas participam da idealização dos itens e, posteriormente, do marketing e da condução da marca.

A tendência é que Private Label tenha preços mais baixos do que o normal, porque a etapa de produção não é de responsabilidade das redes varejistas, mas das fábricas terceirizadas.

Assim, o comércio varejista consegue diminuir os gastos com produção dessas mercadorias, não precisaram investir em infraestrutura ou mais empregados, por exemplo.

Com isso, em suas próprias lojas, cria-se a competitividade de seus produtos com os mesmos correspondentes àquele setor, seja alimentício ou não. Também, as gôndolas dos mercados terão maior diversificação.

Além disso, é um atrativo a mais para diversos perfis de clientes, pois os preços de Private Label são mais baixos do que o normal, aumentando o público desses supermercados.

Por exemplo, temos os produtos Qualitá, do Grupo Pão de Açúcar, sendo uma marca própria criada em 2008, com diversos tipos de itens, como requeijão, ração para animais, alvejante, etc. 

Outro setor que também faz uso das práticas de Private Label, no Brasil, é o têxtil. Muitas lojas grandes, que possuem diversos pontos de venda pelo país, costumam atuar dessa maneira.

Lojas como Renner, C&A, Zara, Farm, entre outras, terceirizam empresas para a produção de suas peças e, no final, etiquetam com o seu nome para vendê-las.

O processo é similar ao das redes de supermercados varejistas, diferenciando-se em relação ao nome da Private Label.

Private Label dessas lojas de roupas é igual ao nome oficial da loja, não é uma linha à parte, de nome diferente, que foi criada.

As empresas contratadas produzem as peças, e a loja de origem fica responsável pelas etapas de planejamento e concepção das coleções, marketing e gerenciamento da marca de um modo geral.

Assim, é muito positivo para as lojas de origem, pois não precisam investir na concepção de uma indústria têxtil, algo que demanda aplicação de alto capital. 

Cartões de crédito Private Label 

Muitas lojas do setor têxtil e dos supermercados varejistas possuem acordos com instituições financeiras para oferecer cartões de crédito aos seus clientes.

Essa é uma prática que emergiu nos anos 2000, como alternativa para o esquema de crediário. São cartões de crédito Private Label que auxiliam nas compras dos clientes.

Direcionada especialmente aos de baixa renda, mas não somente a eles, é oferecido crédito e condições amplas de parcelamento, sem ter que pagar por anuidade, por exemplo.

É uma maneira de fidelizar os clientes às lojas, porém há um ponto negativo, que são as altas taxas de juros cobradas caso a fatura não seja paga.

A taxa de juros sobre o crédito rotativo costuma variar conforme a taxa Selic. Quanto menor ela for, menor é a taxa mensal cobrada no cartão.

Assim, o cliente precisa atentar-se às variações das taxas de cartão de crédito Private Label, pois o crédito pode causar endividamento. Recomenda-se que sempre seja feito o planejamento financeiro pessoal.