O que é Primeira Revolução Industrial

Primeira Revolução Industrial é um período de mudança de sistema econômico que caracterizou um grande marco do desenvolvimento tecnológico, ocorrendo inicialmente na Europa e, depois, em todo o mundo.

Primeira Revolução Industrial foi importante, pois marcou a transição do sistema feudal para o capitalista, no qual mudou enormemente as características sociais e econômicas a partir do século XVIII.

Essa foi a primeira das quatro revoluções industriais que o mundo passou, sendo a Quarta Revolução Industral aquela que vivemos atualmente, desde o início do século XXI.

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História da Primeira Revolução Industrial 

Primeira Revolução Industrial foi, então, uma importante mudança de paradigmas, principalmente econômicos, a partir do século XVIII, na Europa, atingindo posteriormente o mundo todo.

Primeira Revolução Industrial iniciou-se no território da Inglaterra, onde novas grandes tecnologias e aprimoramentos auxiliaram nesse processo de transição de sistema econômico.

Até o século XVIII, o principal sistema produtivo era o feudal, caracterizado pelo trabalho manual de artesãos, feito em oficinas ou na própria propriedade desses trabalhadores.

A partir da Primeira Revolução Industrial, iniciou-se o processo de trabalho em fábricas, com o desenvolvimento de novas máquinas, como aquelas a vapor, que poderiam substituir etapas de produção.

O principal setor industrial que se desenvolveu nessa época foi o da indústria têxtil, muito estimulada pela mecanização do processo, provocando uma crescente exportação de seus produtos.

Com isso, as máquinas foram as grandes responsáveis por aumentar o lucro dos donos de indústrias, principalmente, pois foi possível produzir mais itens em um menor tempo.

Foi nesse momento em que o termo “divisão de trabalho” foi criado. Um trabalhador era responsável por uma etapa específica de todo o processo de trabalho.

Diferentemente era o que ocorria antes da Primeira Revolução Industrial, na qual o trabalho tinha uma característica mais artesanal.

Nesse processo anterior à Primeira Revolução Industrial, o produtor era o responsável desde o primeiro contato com a matéria prima, sua confecção, até a venda final.

Com isso, novas relações de trabalho foram criadas, pois o trabalhador industrial passa a ser pago por aquilo que produz, a ter uma jornada de trabalho, caracterizando-se como trabalhador assalariado.

Os donos dessas indústrias pertenciam a classe em ascensão, desde o final da Idade Média, chamada de burguesia. Eles investiam nas indústrias e detinham o poder dos meios de produção.

A Inglaterra, então, foi o país onde se iniciou todo esse processo, muito devido ao fato de boa parte de seu território ser cercado por mar, privilegiando o comércio marítimo.

Com isso, era possível estabelecer relações comerciais com outros países e, consequentemente, outros mercados, o que fez com que seu acúmulo de capital aumentasse.

Além disso, no século XVIII, a Inglaterra beneficiava-se por alguns outros fatores que foram responsáveis pelo estímulo de sua indústria, como:

  • Grande quantidade de recursos naturais em seu território, como a lã, carvão e ferro;
  • Política de cercamentos, que exigia dos proprietários rurais os títulos de suas terras, provocando grande êxodo rural e futura oferta de mão de obra para a indústria;

Primeira Revolução Industrial e Bolsas de Valores 

Primeira Revolução Industrial auxiliou no crescimento de negociação de títulos, investimentos  em qualquer bolsa de valores e de commodities em bolsas de mercadorias.

Antes da Primeira Revolução Industrial, isto é, durante a Idade Média e até o século XVII, as bolsas negociavam, principalmente, compras de metais preciosos, Letra de Câmbio e compra e vendas de moedas.

Em 1602, foi criada a primeira bolsa de valores, chamada Amsterdam Stock Exchange, em que fortaleceu negócios, principalmente, devido aos recursos financeiros vindos da Companhia Holandesa das Índias Orientais.

Na época da Primeira Revolução Industrial, as bolsas de valores e mercadorias desenvolveram-se bastante, pois havia a obrigação dos banqueiros dividirem os empréstimos em títulos de participação.

Também, as bolsas caracterizaram-se como importante influenciador das ofertas e demandas de capital, cujo progresso aconteceu, também, pelo desenvolvimento crescente das companhias mercantis desde o século XVII - como a Companhias das Índias.