Semana passada falei aqui que maio poderia ser um mês de virada de chave.

E falo isso dentro de um aspecto geral de avanço na vacinação, melhora do quadro pandêmico e início de um processo vigoroso de retomada econômica, tal qual vimos em outros lugares que já imunizaram pouco mais que um quarto da população.

Sim, não poderia discordar de Luis Stuhlberger, que mesmo receoso com o futuro, acredita que teremos um breve período de euforia nos meses que se sucedem.

É natural, tem demanda reprimida, as pessoas querem voltar a vida normal e querem se sentir seguras e, em algum grau, isso será possível logo mais.

Mesmo que previsões pouco importem, não dá para ignorar que as projeções para o Ibovespa ao fim de 2021 estão sendo revisadas para cima de forma generalizada.

Gosto de lembrar que no Brasil nenhum otimismo pode ser romantizado, até porque não teremos nenhum céu de brigadeiro quando a bolsa se aproximar dos 150 mil pontos.

O recado que fica é “don’t sell in may and don’t go away”. Não venda todos os ativos em maio.

Sim, maio é historicamente o pior mês da bolsa de valores, mas isso não passa de uma questão aleatória, até porque se fosse uma questão sistemática seria arbitrada.

Assim como ganhos passados não são garantia de ganhos futuros, essa máxima vale para as perdas também.

Em 2019 e 2020 tivemos maio fechando no verde.

Gosto de lembrar: tem uma enxurrada de dinheiro lá fora despejada pelos bancos centrais e veremos Estados Unidos e China com força total daqui para frente.

A Europa começa a se recuperar mais tardiamente.

O consumo de matérias-primas básicas já vem crescendo e os preços de commodities já estão em seu nível máximo desde 2018.

E isso tende a se intensificar em um cenário de taxa de juros ainda muito baixa.

Esse vento forte está a favor do Brasil.

Já iremos muito bem se não fizermos nada.

Além de tudo, a bolsa de valores brasileira, em termos de múltiplos, é a mais barata dentre uma cesta de pares relevantes.

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O retorno potencial está aqui em terras tupiniquins.

Lembrando, não precisamos romantizar nada. Uma simples regressão à média já é o suficiente para vermos ações disparando.

A orientação é simples: invista em bons negócios sendo negociados a preços atrativos.

Tenha uma reserva de liquidez para aproveitar eventuais quedas.

Diversifique seu portfólio em pelo menos 10 ações de setores diferentes.

Faça um esforço de aporte mensalmente e reinvista os dividendos recebidos.

É só e tudo isso.

Tem muita ação barata para você se aproveitar de tudo isso.

Se nada que é bom dura pra sempre, o mesmo vale para o mal.

Tudo passa.