Por Que os Bancos estão Correndo Atrás das Chaves PIX?
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Por Que os Bancos Estão Correndo Atrás das Chaves PIX?

O novo serviço diminui o faturamento vindo das tarifas bancárias e acirra o mercado de serviços financeiros.

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Atualizado em 20/10/2020

Desde o dia 5 não faltam propagandas dos bancos para impulsionar o registro dos correntistas no Pix.

As instituições financeiras não te deixam esquecer o Pix. Desde o último dia 5, quando iniciou o cadastro, os bancos estão em uma espécie de corrida pelas chaves.

O novo meio de pagamento eletrônico instantâneo desenvolvido pelo Banco Central entra em vigor no dia 16 de novembro.

Ele vai permitir que os brasileiros enviem e recebam dinheiro 24 horas por dia, sete dias de semana, de forma gratuita.

Para as pessoas jurídicas, a instituição financeira poderá cobrar taxas, mas com preços melhores do que os atuais TEDs e DOCs.

Para utilizar o serviço é necessário cadastrar uma chave Pix, que nada mais é do que os seus dados, como CPF, e-mail ou número do celular que substituirão sua agência e conta.

Mas se, aparentemente, os bancos não vão lucrar, por que eles parecem desesperados pelas suas chaves?

Perda de receitas e clientes

Se por um lado o Pix promete trazer vários benefícios para as pessoas físicas, por outro, os bancos tradicionais podem perder.

Se eles já vinham sofrendo com os bancos digitais e suas taxas mais atraentes, o Pix coloca de vez os bancos tradicionais e as fintechs em igualdade para competir pelos clientes.

Outra coisa que preocupa os bancos é a queda nas receitas vindas de tarifas de TED e DOC, por exemplo.

Segundo a agência de classificação de risco Moody’s, as instituições financeiras devem sofrer queda de 8% no faturamento vindo de tarifas após a implantação do Pix.

De acordo com levantamento realizado pela consultoria Bain & Company, os bancos vão perder R$ 1 bilhão com o fim das taxas de transferências até 2025.

Embora não seja um valor tão alto em comparação aos lucros bilionários dessas empresas, ninguém gosta de perder dinheiro, nem clientes.

Por isso, a corrida dos bancos pelas chaves Pix nesse momento é muito mais para não perder os atuais correntistas.

As instituições estão tentando convencer os próprios clientes de que permanecer ali é a melhor opção.

Afinal, mesmo que o banco não ganhe com as transações das pessoas físicas pelo novo serviço, ele acaba ganhando de formas relacionadas, com a contratação de outros produtos, por exemplo.

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Desbancarização

A evolução nos pagamentos é inevitável e o processo de desbancarização já vem ocorrendo.

As instituições financeiras devem estar abertas às novas formas de encarar o mercado. O Pix é o primeiro passo para os bancos brasileiros explorarem a transformação digital.

Atualmente, 45 milhões de brasileiros têm contas bancárias e movimentam, juntos, R$ 817 bilhões por ano.

Golpes no cadastro do PIX

A alta procura pelo cadastro PIX mobilizou golpistas a usarem técnicas de roubo de dados para enganar os clientes e terem acesso às contas das vítimas.

Somente a empresa de segurança digital Kaspersky encontrou mais de 60 sites falsos, que usam “iscas” para que a vítima entregue seus dados. 

As técnicas mais comuns são:

  • Instalação de malwares nos computadores e celulares;
  • Promoções falsas para coleta de dados;
  • Indução da entrega de informações em cadastro falso.

Os golpes podem chegar por sites maliciosos, SMS, e-mail, WhatsApp e redes sociais.

Para escapar do golpe a recomendação do Banco Central é que o usuário só realize o cadastramento de chaves PIX por meio das plataformas dos bancos ou financeiras. 

Já as instituições financeiras alertam que nunca pedem senhas ou código de validação de transações fora de seus canais digitais.

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