Logo após se formar, Gwendolyn Merz aderiu ao movimento FIRE (Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada), monitorando suas despesas até o último centavo e economizando 78% de sua renda.

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A decisão foi influenciada pela desilusão que teve em seu primeiro emprego no mundo corporativo.

Passar da “liberdade da faculdade para você ter que ficar com a bunda na cadeira oito horas por dia fazendo as tarefas de outras pessoas” não era o ideal, disse a mulher de 32 anos ao Insider.

Como não gostava do ambiente de trabalho em que estava inserida e, como recém-formada, não tinha outro contexto, pensou que todo trabalho era assim.

Foi então que abraçou o movimento FIRE para poder se aposentar e largar seu emprego o quanto antes. 

“Olhei para essas pessoas e elas eram 10, 15 anos mais velhas que eu, já estavam aposentadas e tinham muito dinheiro”, disse ela. “E eu pensei, ‘legal, eu também quero fazer isso’”.

Ela levou a sério a questão de economizar. Assim como muitos super poupadores, Merz se concentrou em reduzir três despesas principais: moradia, transporte e alimentação.

Ela alugou uma casa no norte de Illinois, onde morava na época, por US$ 900 e encontrou uma colega de quarto para reduzir ainda mais o aluguel, permitindo-lhe economizar para comprar um triplex. 

Ela então se mudou para o triplex e alugou as outras duas unidades por mais do que sua hipoteca mensal. Ela disse: “Peguei uma das maiores despesas que as pessoas têm todos os meses e transformei-a em uma oportunidade de renda”.

Quanto ao transporte, Merz dirigia um carro modesto que comprou na faculdade à vista, por isso não tinha despesas com financiamento e cozinhava a maior parte de suas refeições.

Ela também faz o que chamou de “meses sem gastos” e tentava limitar seus custos apenas ao essencial, chegando a gastar apenas US$ 1.000 por mês.

Merz controlou suas despesas até o último centavo e estava economizando até 78% de sua renda. "Foi quase um jogo para mim ver se conseguia aumentar um pouco minha taxa de poupança," disse ao Insider.

Embora não parecesse que ela estava fazendo sacrifícios no momento, olhando para trás, ela admite que provavelmente perdeu algumas oportunidades. 

“Eu estava namorando na época e isso é muito difícil quando você não quer gastar dinheiro”, disse ela.

Deixando o emprego 

Com US$ 200 mil economizados, Merz se sentiu confortável em deixar seu emprego em TI aos 28 anos.

Ela não planejava parar de trabalhar completamente. Durante sua era de “superpoupança”, ela construiu fontes de receita extras, incluindo redação freelancer e podcasting. Então, decidiu trabalhar por conta própria e sacar de suas economias quando necessário.

No entanto, ela enfrentou vários imprevistos. Primeiro, não conseguia acessar muitas de suas economias, pois elas estavam vinculadas a contas de aposentadoria com vantagens fiscais que normalmente não podem ser acessadas sem penalidade até os 59 anos e meio. 

Ela também não ganhava tanto quanto esperava e pagava muito mais pelo seguro saúde.

“Percebi que trabalhar até os ossos e não me divertir sendo minha própria patroa não valia a pena", não apenas pelo status de dizer que sua própria chefe e não trabalhava mais, disse ela.

Após cerca de seis meses trabalhando por conta própria, ela decidiu começar a procurar outro emprego CTL e nove meses depois de sair, Merz estava de volta à TI, trabalhando para uma empresa diferente.

Ela diz que não se arrepende. Desistir e tentar uma vida mais empreendedora foi um aprendizado.

“Quando você trabalha para outra pessoa durante oito horas por dia, a grama parece muito, muito verde do outro lado de quando você é seu próprio patrão”, disse ela. 

“Mas acontece que não sou um grande chefe para mim mesmo e não me importo de trabalhar para outra pessoa, desde que seja bastante flexível e haja expectativas razoáveis ​​da parte deles.”

Merz aprendeu que prefere ganhar um salário consistente de uma empresa em que gosta de trabalhar do que uma renda variável como empreendedora. 

Ela também aprendeu que a aposentadoria precoce pode não ser para ela.

Para alguns, isso pode parecer loucura, mas para ela é algo que faz sentido. Por isso a importância de seguir um plano conforme seus objetivos e sua realidade.

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Diminuindo sua taxa de poupança de 78% para 10%

Quando Merz voltou ao CLT, ela se mudou do Centro-Oeste para Washington DC, onde o custo de vida era muito mais alto.

“Percebi que não era possível economizar tanto e ainda ter uma qualidade de vida decente”, disse Merz, que agora mora em St. Louis. 

Ela também percebeu que se você encontrar uma cultura empresarial com a qual você se 'entrose', como ela fez em sua segunda empresa, o trabalho não precisa ser miserável.

Ambos os fatores fizeram com que ela reavaliasse seu desejo de se aposentar mais cedo.

“Não tenho planos de trabalhar depois dos 55 ou 56 anos, o que ainda é muito antes do que a maioria das pessoas consegue se aposentar, mas disse adeus à aposentadoria aos 30 ou 40 anos”, disse ela ao Business Insider.

Agora, ela economiza apenas 10% de sua renda e gasta o restante de seu salário como deseja.

Para o seu estilo de vida e objetivos futuros, uma taxa de poupança de 10% ainda lhe permitirá aposentar-se aos 50 e poucos anos, segundo seus cálculos.

Na opinião dela: “Tenho economizado demais para a aposentadoria, então acho mais valioso gastar meu dinheiro hoje em coisas que melhoram a qualidade da minha vida”.

Ela comprou um carro novo, não olha mais as etiquetas de preços no supermercado e não tem medo de sair com o namorado.

Ela não está exagerando e gastando mais do que ganha e ainda monitora seus gastos, apenas com muito menos diligência, mas “o dinheiro não está mais na vanguarda das minhas decisões”, disse ela. 

Às vezes, isso significa tomar uma decisão financeira abaixo do ideal, observou ela, “mas é a melhor decisão para mim, para minha felicidade e para minha saúde mental”.

Se ela pudesse voltar atrás e mudar seus hábitos de poupança aos 20 anos, ela não o faria.

“Eu realmente não me arrependo”, disse ela. “Estou muito grata por não ter desperdiçado meu dinheiro porque muitas pessoas fazem 30 anos e pensam, espere, ganhei todo esse dinheiro aos 20 anos - o que aconteceu com ele? Sei exatamente para onde foi e me sinto muito bem sobre isso."

Ao ver a história de Merz, temos ainda mais certeza que o que funciona para um, não funciona para o outro. Afinal, somos humanos e temos nossas individualidades que precisam ser respeitadas.

É por isso que o trabalho do consultor financeiro vem ganhando destaque. Esse profissional avalia os seus objetivos e realidades específicas para traçar o melhor plano de investimentos para você, de forma individualizada, respeitando seus desejos.

Não perca tempo tentando achar um caminho sozinho e, muitas vezes, realizando investimentos sem liquidez e com baixo rendimento.

Converse com um consultor de investimentos para montar uma carteira ideal para os seus planos de curto, médio e longo prazo. E lembre-se, está tudo bem mudar no meio do caminho.

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