O que é Política de Investimentos

Política de Investimentos é um conjunto de medidas elaboradas, visando a melhor atuação de um fundo ou do processo de investimento de um investidor.

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Na Política de Investimentos, são utilizadas táticas como a alocação de ativos, cuja intenção é projetar, nas metas do investidor, uma maior rentabilidade a longo prazo e diminuição nos riscos.

Para isso, costuma-se, também, identificar o perfil do investidor, para conseguir planejar uma melhor Política de Investimentos.

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Características de Política de Investimentos 

Política de Investimentos pode ser definida em três diretrizes básicas:

  • Objetivos de retorno;
  • Aversão a risco;
  • Restrições.

Como objetivos de retorno, deve-se analisar a partir de perspectivas quantitativas e qualitativas. 

Quantitativamente, calcula-se qual é a taxa de retorno possível sobre o valor que se investiu inicialmente.

Qualitativamente, observa-se quais são as metas de acumulação e preservação a curto, médio e longo prazo, assim como o período de remuneração de capital que será possibilitado. 

Ainda, os objetivos de retorno qualitativo são determinados pela fase de vida que o investidor se encontra.

Caso seja jovem, é mais favorável aumentar o risco de seus investimentos, dando-lhes um caráter mais ambicioso atribuído a um longo prazo.

Porém, se o investidor for mais idoso, ou já estiver aposentado, os prazos costumam ser menores e a tendência é que os investimentos tenham menor risco.

Em relação à aversão ao risco, depende das características do investidor, ou seja, quanto ele pretende investir e qual risco pode submeter-se.

Isso relaciona-se com a capacidade financeira do investidor, ou seja, quanto de dinheiro ele é capaz de perder, sem que isso lhe impacte negativamente.

A avaliação em torno da aversão ao risco pode ser feita a partir de um teste de perfil de investidor.

Ainda, cada perfil de investidor se enquadra em determinadas condições de restrições, a depender de quais são seus objetivos de investimento. Algumas restrições são:

  • Liquidez;
  • Horizonte;
  • Obrigação legal;
  • Impostos.

Em relação à liquidez, determina-se o valor adequado para venda de um ativo. Quando um ativo possui alta liquidez, significa que não é um impedimento mais para o investimento.

O horizonte determina uma certa expectativa de prazo para liquidação total ou parcial. Depende do objetivo desse investimento e do retorno pretendido com ele.

Já a obrigação legal é uma restrição que cada ativo possui em sua Política de Investimentos. Ou seja, são normas e condutas específicas que devem obrigatoriamente ser seguidas.

Também, os impostos são outra restrição em relação à Política de Investimentos, pois cada tipo de investimento possui uma cobrança tributária que será deduzida no retorno final.

Perfis de Investidores na Política de Investimentos 

Política de Investimentos engloba três perfis de investidores. São eles: 

  • Conservador;
  • Moderado;
  • Arrojado.

Para defini-los, pensa-se na alocação de ativos, adequando-se os melhores perfis para cada tipo de investimento. São consideradas a volatilidade, as condições de risco e a tolerância de cada investidor.

Além disso, também são levadas em conta as metas, prazo e quantia de dinheiro disponível para aplicar.

O perfil Conservador engloba, geralmente, pessoas iniciantes, que preferem o baixo risco, além de terem objetivos a curto ou médio prazo.

Recomenda-se ativos em renda fixa, devido à segurança, proteção e manutenção da liquidez. Alguns exemplos de títulos são, por exemplo, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e o Tesouro Direto

O perfil Moderado é aberto a um risco maior, visando uma rentabilidade maior. Perdas e menor liquidez são toleradas, mas ainda visa a proteção patrimonial.

Na carteira de investimentos desse perfil, mesclam-se títulos em renda fixa, mas, também, em renda variável, como ações, debêntures e fundos imobiliários.

Por fim, o perfil Arrojado é aquele que está disposto a sofrer mais riscos, visando maior retorno. Geralmente são investidores com um bom conhecimento sobre o mercado.Visam o aumento do patrimônio a longo prazo e se atraem por investimentos em renda variável, como BDR, por exemplo.

Também é possível fazer o processo inverso, no chamado Prazo de Descotização. Ou seja, é o período em que a cotização é desfeita, com o objetivo de converter as cotas em dinheiro.

Tanto o Prazo de Cotização quanto o Prazo de Descotização variam conforme a liquidez, transparecendo no período denotado em dias úteis (representados pela letra D). 

O D é o dia em que é realizada a operação para resgatar essas cotas ou dinheiro.

Esse tempo varia a partir de D+0, em um fundo de liquidez imediato, por exemplo, um fundo referenciado DI. O prazo é o mesmo em que se realizou a operação.

Também, pode ser D+3, em um fundo multimercado, ou seja, três dias úteis.

Ainda, pode representar-se por D+30, em um fundo de investimento em ações e D+60, também em um fundo de ações, porém de baixo risco.