No decorrer deste ano, as ações da Petrobras (PETR4) apresentaram um expressivo crescimento de 48,91%, despertando a atenção dos investidores sobre a possibilidade de novos ganhos.

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No entanto, um caso em particular tem intrigado o mercado, ligado a uma disputa bilionária no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e seus potenciais efeitos nas ações e dividendos da empresa.

Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, abordou esse assunto em uma entrevista à agência de notícias Bloomberg, exortando a estatal a servir de exemplo para outras empresas endividadas e a buscar um entendimento com a Receita Federal.

A dívida fiscal da Petrobras ultrapassa R$ 100 bilhões, com perspectiva de redução para R$ 30 a R$ 40 bilhões mediante um possível acordo.

Veja neste artigo os principais desdobramentos desse caso e saiba se investir nas ações da Petrobras continua sendo uma escolha vantajosa.

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Vamos lá!

Dividendos da Petrobras em Risco?

Embora haja a possibilidade de um acordo, é provável que os dividendos da petroleira sejam impactados, pois reduziria a quantidade de caixa disponível para eles.

No cenário mais desfavorável, em que a petrolífera precise desembolsar cerca de R$ 40 bilhões,  é provável que os dividendos extraordinários do exercício financeiro de 2023 estejam em risco.

Vale ressaltar, que os membros da equipa econômica do governo argumentaram que a empresa não pode evitar as suas obrigações fiscais, a fim de cobrir os investidores com dividendos adicionais.

De acordo com um relatório do Goldman Sachs, caso os R$ 40 bilhões atualmente em revisão pelo Carf resultem em um parecer desfavorável para a Petrobras, o impacto estimado seria de US$ 6 bilhões no fluxo de caixa livre da empresa, revelando uma possível repercussão financeira significativa.

Petrobras Fora do Ranking da Janus Henderson

A Petrobras (PETR4), que foi a maior pagadora de dividendos no mundo no ano passado, enfrentou o maior corte de dividendos no segundo trimestre deste ano, afetando sua posição no ranking dos maiores distribuidores de proventos.

No Brasil, o trimestre teve uma redução significativa nos lucros, principalmente devido ao corte de dividendos da Petrobras, refletindo um declínio subjacente de 53%, como indicado no relatório JHGDI.

Os dividendos anuais da empresa totalizaram US$ 4,3 bilhões no segundo trimestre deste ano, em comparação com US$ 7,7 bilhões no mesmo período de 2022.

Além disso, no contexto dos mercados emergentes, houve uma alta de 1,9% nos valores anuais de dividendos, impulsionada pelo aumento nos pagamentos dos bancos, embora tenha sido compensada por dividendos substancialmente menores provenientes do setor de petróleo, especialmente no Brasil e na Colômbia.

No total, os valores anuais de dividendos chegaram a US$ 45,2 bilhões, mantendo uma elevação frente ao segundo trimestre de 2022.

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Resultados da Petrobras 2T23

A Petrobras divulgou resultados abaixo das expectativas para o segundo trimestre, registrando um Ebitda ajustado de R$ 56,7 bilhões, representando uma queda de 42,3% em relação ao 2º trimestre de 2023.

O declínio é atribuído principalmente à redução dos preços do petróleo e dos spreads de diesel.

Apesar disso, esses impactos foram parcialmente atenuados pela redução no Custo dos Produtos Vendidos (CPV) consolidado.

A redução se deve principalmente a receitas de refino mais baixas e despesas adicionais nas vendas de refino, superando as expectativas.

O lucro líquido do trimestre apresentou uma queda de 47,0%, totalizando R$ 28,8 bilhões.

No entanto, essa redução foi mitigada devido às despesas financeiras líquidas menores, totalizando R$ 269 milhões no trimestre, refletindo os ganhos cambiais, em comparação com os R$ 15,8 bilhões registrados no 2T22.

O desempenho menos favorável da Petrobras no segundo trimestre está, em grande parte, associado à contração dos spreads nos derivados de petróleo.

A questão em foco agora é como esses spreads se comportarão no futuro, levando em consideração a nova política de preços adotada pela empresa.

Projeção de Dividendos da PETR4

A Petrobras encerrou o ano de 2022 com um dividend yield (DY) de 65,32% para as ações preferenciais e 59,7% para as ordinárias, marcando o maior percentual entre as empresas listadas no Ibovespa.

No entanto, a empresa não tem conseguido manter essa posição de destaque este ano.

Ao analisar o DY das ações individualmente, o título de maior pagadora de dividendos no principal índice da B3, o Ibovespa, foi conquistado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3).

Entretanto, as projeções indicam que a presença da Petrobras como a segunda maior pagadora de dividendos no Ibovespa pode ser temporária.

Estima-se que a estatal retome o topo dessa lista ainda neste ano.

Isso se deve às previsões de um DY de 20,6% para as ações preferenciais (PETR4) e 15,8% para as ações ordinárias (PETR3), conforme uma pesquisa realizada pela EQI Research.

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PETR4 Vale a Pena?

Em meio às expectativas de altos dividendos, é crucial exercer cautela ao considerar investir em ações PETR4.

O risco político persiste, pois a Petrobras permanece sujeita a interferências governamentais em sua política de preços para combustíveis.

Nesse contexto, é essencial adotar uma abordagem criteriosa e estratégica para avaliar se o potencial de dividendos compensa a volatilidade e os desafios associados à empresa.

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