Os conselheiros que representam os acionistas privados da Petrobras (PETR4) votaram contra as mudanças no Estatuto Social da estatal, anunciadas na segunda-feira, 23.

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Segundo fontes com acesso ao assunto, tem sido uma luta diária convencer os representantes dos acionistas do mercado de capitais a desistirem dos altos ganhos praticados pela gestão anterior. “Estão mimados com os ganhos estratosféricos que receberam nos últimos anos”, disse uma fonte, pedindo anonimato.

Segundo as fontes, a tentativa durante a reunião do Conselho de Administração que bateu o martelo sobre a mudança do estatuto foi derrubar a flexibilização da reserva do fluxo de caixa livre, alegando que por não ter destinação seria ilegal de ser feita. A resistência acabou sendo vencida com o voto da maioria dos Conselheiros favoráveis às mudanças.

A estatal divulgou na segunda-feira que vai convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para alterar seu Estatuto a fim de criar uma reserva de capital, flexibilizando a distribuição de dividendos, e suspender a vedação para indicações de administradores.

Segundo entrevista exclusiva concedida ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na segunda-feira pelo diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, Mario Spinelli, a AGE deve ser realizada entre o final de novembro e início de dezembro.

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Ele afirmou que a intenção da empresa é deixar o Estatuto atualizado em relação à Lei das Estatais e que não haverá redução de exigências na contratação de administradores.

“A alteração vai trazer o estatuto para a atualização, qualquer que seja a decisão do Judiciário (sobre a Lei das Estatais)”, disse o diretor, referindo-se à discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre exigências legais para nomeação de administradores.

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Resultado da Petrobras no Segundo Trimestre de 2023 

Os resultados da Petrobras (PETR4) referente a suas operações do 2T23, foram divulgados no dia 04 de agosto, apresentou um lucro líquido de R$ 28,9 bilhões no 1t23, baixa de -47,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ebitda ajustado da Petrobras atingiu R$ 56,7 bilhões no 2T23, apresentando retração de -42,3% na comparação com o 2T22.

A margem Ebitda ajustada da Petrobras totalizou 50,0% no 2T23, apresentando retração de -7,0 pontos percentuais na comparação com o 2T22.

A margem líquida da Petrobras atingiu 25,4% no 2T23, apresentando retração de -6,4 pontos percentuais na comparação com o 2T22.

As ações da Petrobras (PETR4) acumulam queda de 2,81% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e alta de 32,77% nos últimos 12 meses.

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Fonte: Infomoney.