O número de mulheres investidoras vem crescendo nos últimos anos. Já são mais de 600 mil mulheres com conta aberta na B3, a bolsa de valores brasileira. 

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A adesão de pessoas físicas na bolsa de valores no Brasil vem crescendo. São mais de 2,64 milhões de investidores cadastrados.

Impulsionados pela queda da taxa básica de juros (Selic) para os níveis mínimos históricos, o recorde da B3 mostra que o brasileiro está buscando por informações de como investir em ações.

Desde o fim de 2018, o número de CPFs cadastrados na B3 saltou de 700 mil para 2 milhões em abril de 2020.

Embora a presença das mulheres na Bolsa de Valores ainda seja bem menor do que dos investidores homens, elas têm ganhado espaço e confiança no mercado acionário.

As mulheres lideram a alta de investidores na B3.

De janeiro a maio de 2020, o número de mulheres na B3 cresceu 38%. Crescimento maior do que o dos homens no mesmo período.

Veja os dados da presença das mulheres na Bolsa e o que ainda falta para termos mais investidoras no mercado financeiro.

Perfil de gênero dos investidores da B3

No início de 2020 a B3 divulgou dados que traça o perfil do investidor da Bolsa de Valores no Brasil.

Na comparação por sexo, os homens ainda dominam a participação na B3 com 75% dos CPFs cadastrados na Bolsa.

Mesmo as mulheres representando apenas 25% dos investidores do mercado financeiro, elas não perderam participação.

Ao analisarmos a evolução por gênero na B3, a porcentagem média de mulheres na Bolsa de Valores se mantém praticamente a mesma desde 2013, representando 23 a 25% do total.

perfil de gênero dos investidores da B3
Fonte: B3

Porém, essa divisão já foi muito mais desigual. Em 2002 as mulheres representavam apenas 17,63% dos CPFs na bolsa.

De lá para cá, a presença de investidoras na Bolsa é um fato crescente.

Tanto que, do fim de 2019 até agora, o ritmo de abertura de contas do sexo feminino foi maior que o de sexo masculino.

Em dezembro de 2019 as mulheres representavam 23,11% do total de investidores pessoa física, já em maio deste ano, eram 23,81%. 

O avanço parece pouco, mas na prática, significam mais de 209 mil mulheres na B3.

Pessoas FísicasDez/2019Jan/2020Fev/2020Mar/2020Abr/2020Mai/2020
Total1.681.0331.830.7451.945.6072.243.3622.385.2902.511.947
Homens1.292.5361.398.7771.478.6231.710.9731.816.6621.885.196
Mulheres388.497431.968466.984532.389568.628598.090

Mulheres lideram o avanço da B3 em 2020

Desde Janeiro de 2020, a presença de mulheres na B3 teve crescimento maior do que o dos homens no mesmo período.

As investidoras na B3 aumentaram de 431,9 mil, em janeiro, para 598 mil em maio, uma alta de 38%.

No mesmo período, a quantidade de homens teve alta de 34%.

É possível ver um número crescente de mulheres na Bolsa durante os meses de 2020.

O último dado do perfil dos investidores pessoa física na B3 de 30 de junho de 2020 mostra o total de 648.165 mulheres, 24,20% do total dos investidores pessoa física.

Investidores B3 em 30/06/2020Quantidade de Investidores*%
Pessoas Físicas2.648.97598,90%
Homens2.000.81074,70%
Mulheres648.16524,20%
Pessoas Jurídicas29.3781,10%
TOTAL2.678.353 

*Contagem dos CPFs/CNPJs de investidores por Agente de Custódia

Participação das mulheres na Bolsa nas últimas décadas

Desde o final do ano passado, as mulheres lideram a alta de investidores pessoas físicas na B3, mas a maior presença das mulheres na Bolsa não é de agora.

Distribuição da participação de homens e mulheres no total de investidores pessoa física
AnoHomensMulheresTotal
Qtd%Qtd%Qtd
200270.21982,37%15.03017,63%85.249
200369.75381,60%15.72518,40%85.478
200494.43480,77%22.48019,23%116.914
2005122.22078,76%32.96321,24%155.183
2006171.71778,18%47.91721,82%219.634
2007344.17175,38%112.38624,62%456.557
2008411.09876,63%125.38523,37%536.483
2009416.30275,37%136.06224,63%552.364
2010459.64475,24%151.27124,76%610.915
2011437.28774,98%145.91525,02%583.202
2012438.60174,70%148.56425,30%587.165
2013440.72774,79%148.54925,21%589.276
2014426.32275,57%137.79424,43%564.116
2015424.68276,23%132.42723,77%557.109
2016433.75976,90%130.26523,10%564.024
2017477.88777,13%141.73822,87%619.625
2018633.89977,94%179.39222,06%813.291
20191.292.53676,89%388.49723,11%1.681.033
20202.000.81075,53%648.16524,47%2.648.975

*Posição de Junho/2020. Fonte: B3

Nos últimos 18 anos, o número de mulheres que investem na Bolsa de Valores brasileira, saltou de 15 mil, para 648 mil investidoras.

Ainda assim, elas ainda são minoria representando menos de 25% dos investidores do mercado financeiro, enquanto os homens representam 75% dos investidores.

O menor número de mulheres investidoras não é um fato exclusivo do Brasil.

De acordo com Jenny Tooth, diretora executiva da Associação de Business Angels do Reino Unido, apenas 14% dos investidores são mulheres.

Em artigo da Forbes, ela destaca a falta de modelos femininos como uma das principais barreiras que impedem as mulheres de investir.

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Por que as mulheres investem menos?

Embora a participação das mulheres na Bolsa de Valores venha aumentando nas últimas décadas, ainda assim, a diferença na proporção entre homens e mulheres é grande.

Entre os motivos apontados para a baixa adesão feminina na renda variável, estão:

  • Perfil mais conservador;
  • Desigualdade salarial;
  • Falta de modelos femininos;
  • Terceirização de assuntos financeiros. 

O perfil de investidor é uma das principais diferenças entre homens e mulheres.

As mulheres são naturalmente cautelosas e conscientes dos riscos.

Por se preocuparem mais com a estabilidade e com a família, elas tendem serem mais conservadoras que os homens.

Essa característica as faz colocar mais capital na renda fixa.

Isso pode ser percebido na proporção de investidores no Tesouro Direto, composta por 60% de homens e 40% de mulheres.

Outro motivo está no preconceito consciente e inconsciente de que "mulheres não investem". Essas crenças fazem com que, muitas vezes, se deleguem os assuntos financeiros para os homens.

Essa falta de familiaridade com os investimentos pode dar a falsa impressão de que a Bolsa de Valores é algo difícil e intimidador.

Quando, na verdade, é um ótimo gerador de riqueza, desde que bem utilizado.

Qualquer pessoa pode investir e não precisa ser um super entendedor do mercado ou ter muito dinheiro.

O que falta ao brasileiro em geral é o conhecimento. Tudo passa por educação financeira.

O acesso maior a educação financeira é capaz de quebrar preconceitos com tipos de investimentos mais arriscados.

As características comportamentais femininas são fortes aliadas para a construção de patrimônio na renda variável.

A busca por segurança é alcançada com uma boa alocação de ativos.

A visão de longo prazo que é fundamental para a construção de uma carteira diversificada com ações de boas empresas.

E claro, a disposição para aprender, já que para ser um grande investidor é preciso buscar por conhecimento constantemente.

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