O presidente do conselho e sócio do BTG Pactual (BPAC11), André Esteves, afirma ter uma sensação geral de que o Brasil está barato, seja a bolsa, o câmbio e os juros futuros, mas há incertezas que limitam uma melhora.

Quer Aumentar a Rentabilidade dos Investimentos? Receba um Aconselhamento Gratuito.

"Tem todo um ambiente de politização, estamos chegando a 3 meses antes das eleições, com duas propostas muito diferentes de posicionamento ideológico. É natural colocar uma incerteza", afirmou o executivo na abertura de evento do BTG para investidores na tarde desta segunda-feira, 11.

A despeito de Lula e Jair Bolsonaro serem conhecidos do público e, durante suas gestões "terem tocado a economia relativamente bem", e mesmo com o ciclo reformista que já dura 6 anos no Brasil, Esteves disse que há um ambiente mais positivo para a economia.

Um dos reflexos é que Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vai crescer em torno de 2%, mesmo com o ambiente de maior incerteza internacional.

"É pouco para as nossas ambições, e até para nosso potencial, mas no momento em que a taxa de juros vai de 2% para mais de 13%, e tem toda essa volatilidade global, eu diria que é meritório crescer 2%", afirmou Esteves.

Como Investir no Cenário Econômico Atual? Veja as 3 Ações com Maior Potencial de Valorização no Brasil.

O presidente do conselho do BTG Pactual destacou que essa expansão doméstica está sendo puxada pelo investimento privado.

O investimento em relação ao PIB deve ficar em torno de 19%, o mais alto dos últimos 8 anos. Ao mesmo tempo, o investimento público em relação ao PIB está caindo.

Como Investir no Cenário Econômico Atual? Veja as 3 Ações com Maior Potencial de Valorização no Brasil.

"Não é uma expansão artificial de crédito." "Não estamos no voo da galinha. Estamos voando baixo, mas parece um voo com alguma consistência", afirmou Esteves, prevendo que o cenário externo vai se acalmar em algum momento, entre 6 a 18 meses, quando o ciclo de aperto monetário lá fora se encerrar, a disciplina fiscal voltar acontecer e as cadeias de suprimento voltarem a se normalizar. "Não é um horizonte de 5 anos."

Fonte: Estadão Conteúdo.