No último encontro para clientes da GuiaInvest Wealth, serviço de consultoria personalizada, tive o prazer de conversar olho no olho com os nossos clientes.

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Foi uma experiência única e senti o quão bom é ter esse contato próximo e o quão seguros os investidores ficam quando estão em boa companhia.

Isso é apenas o início e ainda temos muito a contribuir nesse sentido.

Mas mais do que isso, ainda queremos atingir mais pessoas nessa nova modalidade de atendimento, já que acreditamos muito nesse modelo de consultoria sem conflitos de interesse.

Isso porque na modalidade Wealth management não há nenhuma ordem vinda de cima para distribuir o produto A ou B e nem sequer há comissionamento pela distribuição dos mesmos.

O foco é o cliente e, no longo prazo, esse modelo tende a ser vencedor em detrimento dos tradicionais modelos de assessoria gratuita que não são tão gratuitos assim.

Dito isso, gostaria de expor um pouco do que foi falado no nosso panorama macroeconômico com os clientes da GI Wealth.

O tema principal da reunião foi o novo paradigma de preços do mercado de ações.

Como Investir no Cenário Econômico Atual? Veja as 3 Ações com Maior Potencial de Valorização no Brasil.

E o que isso quer dizer?

Viemos de mais de uma década de juros negativos e de injeção de liquidez no mundo.

Agora, o cenário está se revertendo, com juros mais altos e, por consequência, uma taxa de desconto maior é exigida na hora de precificar os ativos.

Se muda a taxa de desconto, muda o preço justo das ações.

Esse cenário se mostra desafiador para ativos não geradores de caixa, ações de tecnologia, ações growth e criptoativos.

Um longo inverno chegou para criptomoedas e, agora, mais do que nunca, o desconto no preço dos ativos importa muito.

O Brasil, dentro desse contexto, não é uma ilha. O juro alto lá fora interfere no nosso juro.

A intensidade e o período de duração do ciclo de aperto monetário lá fora pode ter impacto significativo no nosso ciclo.

E quando nos questionamos de até onde pode ir esse juro americano, a realidade parece um pouco mais dura do que comunica o Federal Reserve (Fed).

O mercado de trabalho nos EUA está muito aquecido e os serviços ainda estão muito pujantes. Falta mão-de-obra.

Tudo isso acaba se revertendo em inflação, mais especificamente, na maior inflação dos últimos 40 anos por lá.

O Fed vem dando sinais de que levará o juro para 3%, mas não me parece absurdo esse juro chegar à marca dos 5%.

Se o juro americano de fato for a 5%, isso pode retardar a queda dos juros aqui pelo Brasil.

Por aqui, a inflação e os juros já devem estar fazendo pico. A questão que fica, a depender do cenário externo, é o quanto isso pode perdurar.

De toda forma, vemos o horizonte de forma construtiva para ativos brasileiros.

O cenário de hoje é muito parecido com o de 2002. A eleição, na verdade, é só uma coincidência.

O que quero dizer é que o próximo governo deve pegar um vento muito forte a favor.

A nossa balança comercial (diferença entre exportações e importações) tem melhorado com commodities em alta e o dólar próximo de R$ 5 tem ajudado muito as nossas exportações.

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Com a entrada de dólares no Brasil em decorrência desse saldo positivo, o câmbio tende a apreciar e isso ajuda no processo de redução da inflação e, consequentemente, redução de juros.

Nesse momento, há algum alinhamento de astros positivo:

  • Desglobalização;
  • Lockdowns na China;
  • Guerra no leste europeu, que agravam a alta nos preços de commodities;
  • Neutralidade diplomática do Brasil associada à posição geográfica favorável e às nossas vantagens comparativas no mercado de commodities.

Em todo esse contexto, o Brasil pode surgir como única opção de mercado emergente barato e sob regime democrático. 

Rússia, China, Índia, África do Sul, México ou outros países emergentes relevantes, nesse momento, são considerados caros ou então vivem sob um regime autocrático em que o risco de desrespeito a contratos afasta os investidores.

Resumo da história: a bolsa de valores do Brasil está barata.

No mercado financeiro, o preço da ação converge para os fundamentos da empresa.

A incerteza está no tempo. Há de se ter paciência para esperar isso acontecer.