Ouro Fecha em Alta com Aumento das Tensões Entre EUA e China
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Ouro Fecha em Alta com Aumento das Tensões Entre EUA e China

Os contratos futuros de ouro registraram alta, nesta sexta-feira, com aumento nas tensões entre EUA e China.

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Atualizado em 24/05/2020
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Os contratos futuros de ouro registraram alta, nesta sexta-feira, 22.

Com aumento nas tensões entre Estados Unidos e China, enquanto acontece a maior reunião legislativa do país asiático, o Congresso Nacional do Povo, que começou hoje e traça metas econômicas para os próximos meses.

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A China pretende assumir todo o controle sobre Hong Kong e Taiwan, em clara oposição aos interesses americanos.

Com instabilidade no cenário do comércio global, os investidores mostraram cautela, voltando à segurança do ouro.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 0,96%, a US$ 1.753,50 a onça-troy. Na comparação semanal, no entanto, houve perda de 1,2%.

Declarações recentes da China e do governo dos EUA elevaram ainda mais a temperatura da frágil relação entre as potências, no que pode ser a reedição de uma guerra comercial.

A Casa Branca ameaçou com novas sanções à China, após o governo de Pequim afirmar que planeja permitir que agências de segurança da China continental operem oficialmente em Hong Kong.

E o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, retirou de seu discurso anual ao Parlamento os pedidos para pacificar as relações ou realizar uma unificação pacífica com Taiwan, pela primeira vez em quase três décadas.

Segundo a HFE, “esse movimento dilui seriamente a ideia de Hong Kong como uma entidade independente do continente”, e o endurecimento do governo central chinês sobre a província trará enormes “consequências para os negócios e investimentos na região”, afirma a instituição.

Neste cenário, aumenta a volatilidade no mercado acionário e cresce a necessidade de busca por segurança dos investidores, beneficiando o ouro.

O CommerzBank considera que a queda no preço do ouro ontem foi “um breve revés” enquanto “crescia o otimismo econômico que pesava sobre seu preço ontem”.

De acordo com o banco alemão, “o sentimento do mercado se tornou consideravelmente mais sombrio da noite para o dia” e um fator que contribui são os planos do governo chinês para Hong Kong.

“Isso pode desencadear protestos renovados na ex-colônia britânica, causando uma deterioração ainda maior do relacionamento já complicado entre a China e os EUA”.

“Os EUA já responderam ao anúncio de Pequim com um alerta severo”, adverte o analista Carsten Fritsch.

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Fonte: Estadão Conteúdo.

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