Onde Investir com a Queda da Selic para 2%
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Onde Investir com a Queda da Selic para 2%

Veja como a queda da taxa Selic impacta os investimentos em renda variável e renda fixa e descubra onde investir hoje.

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Atualizado em 04/09/2020
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As recentes quedas da Taxa Selic aumentam as oportunidades da Bolsa de Valores e tornam a renda fixa cada vez mais inviável para acumular patrimônio.

O ciclo de quedas da Selic está entre os assuntos mais comentados do mercado financeiro. 

A redução da taxa básica de juros impacta diretamente no bolso do investidor, já que a taxa afeta diretamente a remuneração de diversos investimentos.

Se por um lado as sucessivas quedas da Selic retiram a atratividade da Renda Fixa, por outro, abrem-se oportunidades na Renda Variável.

A taxa Selic é o índice que regula os juros básicos da economia brasileira. Com os cortes, os juros de todo o mercado caem.

Isso significa juros mais baixos para empréstimos, mas também, menos juros pagos pelos investimentos de renda fixa, que tem sua remuneração atrelada à Selic e o CDI.

Na prática, esse novo corte deixou as aplicações em renda fixa, como poupança, Tesouro Direto e CDB ainda menos atraentes. Em muitos casos com rentabilidade negativa!

Consequentemente, a migração de recursos para produtos de renda variável, como ações, fundos de ações e fundos imobiliários deve aumentar.

Nesse novo cenário, quem quer rendimentos mais interessantes deve procurar opções na Bolsa de Valores, ainda que estas representem maior risco.

Recentemente o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou novamente a taxa básica de juros (Selic).

A Selic hoje está em 2% ao ano, o menor nível da história.

Com a Selic próxima de um limite, o que fazer com os investimentos?

Continue a leitura e veja onde investir em renda fixa e renda variável com a queda da Selic.

Histórico da Taxa Selic

O ciclo de queda da Selic já dura quase 4  anos e caiu mais uma vez!

No último dia 05 de agosto de 2020, o Comitê de Política Monetária (COPOM) anunciou mais um corte na taxa Selic.

A redução foi de 0,25 ponto percentual, indo de 2,25% para 2,00% ao ano, a nova mínima histórica da taxa no país.

Mas nem sempre foi assim.

Histórico Selic 1996 – 2020

No final dos anos 1990, por exemplo, a Taxa Selic chegou aos incríveis 45% ao ano.

Ao longo da década seguinte, a taxa de juros foi caindo gradativamente. No entanto, se manteve em dois dígitos até o fim de 2009.

Entre 2010 e 2017, ainda oscilava entre 7% e 14,25% a.a.

Desde então, a Selic só vem caindo e alcançou seu patamar mais baixo de 2% ao ano. Foi a quinta redução apenas em 2020.

Antes o retorno em qualquer artigo de renda fixa era atraente e pagava o percentual de dois dígitos ao ano.

Agora, cada vez mais o investidor precisa recorrer a alternativas mais rentáveis se quiser ter um retorno acima da inflação.

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Como fica a Renda Fixa com a queda da Selic?

A renda fixa é diretamente impactada pela queda da Selic, pois o rendimento de grande parte dos investimentos está atrelado a indicadores, sendo o principal o CDI.

A Taxa CDI, por sua vez, fica muito próxima da Selic e costuma seguir suas oscilações.

Isso significa que com a Selic mais baixa o CDI também cai, tornando os investimentos de renda fixa menos rentáveis.

Com a queda da Selic, investimentos como o CDB, LCA (Letra de Crédito Agrícola), LCI (Letra de Crédito Imobiliários) e poupança não são mais uma alternativa para acumular patrimônio.

Apesar de muitos dizerem que a renda fixa morreu, é importante frisar que ela continua necessária para a construção de qualquer portfólio de investimentos.

De forma geral, a Renda Fixa deve compor parte da carteira de qualquer tipo de perfil.

Desde o investidor conservador que precisa de um porto seguro aos mais arrojados que se arriscam mais para obter rentabilidades mais atrativas.

A renda fixa também continua importante para compor a reserva de emergência, aquela parte dos investimentos que precisa estar disponível para cobrir imprevistos.

A crise da Covid-19 mostrou aos brasileiros a importância de uma reserva de emergência.

O que fazer com a reserva de emergência?

Apesar da baixa rentabilidade dos produtos tradicionais de renda fixa, eles ainda funcionam para a reserva de emergência, principalmente o Tesouro Selic.

Mesmo não trazendo bons retornos, a principal preocupação ao formar a reserva de emergência é a segurança e a liquidez.

Fundo de emergência não é rentabilidade, mas sim liquidez!

Ou seja, uma aplicação segura que seja facilmente convertida em dinheiro, caso necessário.

Um bom produto para isso continua sendo o Tesouro Selic.

Contas de bancos digitais que pagam 100% do CDI também podem ser uma alternativa.

Reserva de emergência serve para dar segurança e a tranquilidade de poder contar com esse dinheiro a qualquer momento que precisar. O foco não é arriscar.

Com a reserva financeira formada, é hora de buscar rendimentos melhores, atrelados a maiores riscos e menor liquidez.

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Melhores opções em Renda Fixa

Os ganhos fáceis na renda fixa são coisa do passado. 

Investir em renda fixa com a queda da Selic exige abrir mão da liquidez e diversificar os investimentos.

Com a reserva de segurança feita é preciso buscar títulos com um pouco mais de risco, mas com rendimentos melhores.

Para ter um retorno acima da inflação (taxa real) o investidor precisa estar atento às taxas e tributos, buscando eliminá-las ao máximo.

Os melhores investimentos na renda fixa em época de juros baixos são os CRIs, CRAs e as debêntures incentivadas, que são isentas de Imposto de Renda e podem render acima do CDI

Títulos do Tesouro com prazos mais longos, como o Tesouro IPCA+ também podem oferecer retorno real acima da inflação.

Alguns títulos prefixados, como o Tesouro Prefixado e CDBs de bancos pequenos ainda podem ser encontrados com alternativa de diversificação na renda fixa.

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Como fica a Bolsa de Valores com a queda da Selic?

Os cortes na taxa Selic beneficiam indiretamente a Bolsa de Valores brasileira.

Os juros baixos tendem a estimular o consumo e, por consequência, aumentar a atividade produtiva e o lucro das empresas.

Com os investimentos de Renda Fixa menos atrativos, a tendência é que haja um maior fluxo de investidores migrando para a renda variável em busca de retornos maiores.

Estamos vendo há algum tempo o aumento do número de investidores pessoas físicas na Bolsa brasileira. Porém, este ainda é um número muito baixo.

Somente 1,1% da população brasileira investe em Bolsa, enquanto nos Estados Unidos, esse percentual é de cerca de 50% da população.

A nova queda da Selic pode aumentar ainda mais o número de investidores na Bolsa de Valores.

O brasileiro está vivendo um cenário nunca visto no país e está aprendendo que é preciso diversificar os investimentos.

A Bolsa de Valores pode estar cara frente ao dólar, mas está barata frente ao CDI.

Por isso, vale a pena começar a estudar investimentos em ações, fundos imobiliários, fundos multimercado e fundos de ações para buscar por retornos maiores.

Os fundos internacionais também estão ganhando cada vez mais espaço.

Porém, é importante alinhar estes investimentos aos prazos que você traçou para usá-lo e com o seu perfil de investidor.

Antes de investir em um novo produto, entenda a que risco estará exposto e se tolera as oscilações.

Faça o teste de perfil de investidor e conheça os investimentos que se adequam melhor ao seu perfil e objetivos.

Melhores opções na Renda Variável

As baixas taxas de juros tendem a beneficiar os ativos de alto crescimento, como as ações.

Com os juros mais baixos, não só o consumo tende a aumentar, como também as empresas conseguem empréstimos mais baratos para se financiarem.

Isso significa aumento dos lucros para as empresas, consequentemente a valorização das ações e maior distribuição de lucros por meio de dividendos.

Para o investidor que não conhece bem o funcionamento da Bolsa de Valores, pode começar suas aplicações por meio de um fundo de ações ou fundos multimercados.

Essa é uma maneira de diversificar os investimentos sem precisar acompanhar escolher os ativos, já que um gestor profissional fará isso por você.

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Onde investir com a Queda da Selic

Para saber onde investir, primeiro você precisa ter claro quais são seus objetivos, em quanto tempo pretende usar o dinheiro investido e quanto risco está disposto a correr.

O primeiro passo do seu planejamento financeiro é a reserva de emergência. Nesse caso não terá como fugir da renda fixa.

Mesmo com a baixíssima rentabilidade, você precisa da segurança e liquidez que esses títulos podem proporcionar.

Quem já tem sua reserva, deve buscar opções mais rentáveis.

Uma carteira de investimentos eficiente deve contar tanto com a renda fixa quanto com a renda variável.

A alocação de ativos entre as duas modalidades, deve seguir seu planejamento e perfil de investidor.

Para objetivos de curto prazo, de um a dois anos, permanecer na renda fixa significa abrir mão de liquidez para obter uma rentabilidade real acima da inflação.

Alguns exemplos são os Títulos do Tesouro Direto IPCA ou CDBs de bancos médios ou pequenos pós-fixados, que pagam em torno de 130% do CDI.

Para objetivos de médio a longo prazo, produtos de renda fixa com menor liquidez como Debêntures, CRAs/CRIs são boas opções.

No longo prazo a renda variável é uma ótima opção.

Para quem está começando a diversificar seus investimentos, os fundos de ações e ETFs são sugeridos.

O recomendado é alocar de 5% a 10% do patrimônio e, a partir daí, ir aumentando a parcela em renda variável, sempre diversificando.

Para quem quer comprar ações diretamente, deve-se investir em papéis de empresas sólidas, negociadas abaixo do seu valor intrínseco.

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Conclusão

A queda na Taxa Selic não é motivo de grande preocupação, pois sempre existem bons investimentos no mercado para melhorar a rentabilidade.

Mesmo com os investimentos da renda fixa cada vez menos atraentes, devemos sempre manter nossa reserva de emergência, assim como aplicações para objetivos de curto/médio prazo em renda fixa.

Para buscar maiores rentabilidades, é necessário migrar parte dos investimentos para títulos menor liquidez.

O investimento em renda variável, também é componente importante para alcançar melhores rendimentos no longo prazo.

Assim como todos devem ter uma parcela na renda fixa, no cenário atual, até o mais conservador dos investidores deveria ter uma pequena porcentagem do seu patrimônio em renda variável.

Mas antes que migrar parte do seu patrimônio para a Bolsa de Valores, avalie sua situação atual, seu grau de tolerância ao risco e objetivos.

Só assim conseguirá montar a sua carteira ideal.

Diversificação é a palavra-chave. Entre classes de ativos, setores e países.

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Segredo da Riqueza

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