Não fique preocupado com o efeito dos aumentos dos preços na sua carteira. Aproveite para saber onde investir para lucrar com a inflação.

A inflação afeta significativamente a vida do consumidor e as decisões de investimentos, pois amortece os ganhos e corrói o valor de suas economias.

A inflação nacional, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), alcançou patamares recordes nos últimos tempos. 

A alta nos preços encontra-se em um acumulado de 8,99% nos últimos 12 meses. 

Com o aumento da inflação os investidores estão mais preocupados com o rendimento de suas aplicações. 

Afinal, quando se investe, o mínimo que se espera é igualar a inflação do período. Ainda melhor quando se consegue lucrar com ela.

No entanto, se a aplicação render menos que a inflação, você está perdendo dinheiro. 

Aplicações que distribuem 100% do CDI, por exemplo, estão perdendo para a inflação. Com o IPCA em praticamente em 9% ao ano, a taxa de referência para esse tipo de investimento é de apenas 5,23%.

Por isso, o investidor que deseja lucrar com a inflação precisa ficar atento ao investimento que ele escolhe. 

Com uma boa estratégia, é possível não só se proteger da alta dos preços e como também lucrar com o aumento da inflação.

Veja onde investir para ganhar dinheiro e se beneficiar da alta da inflação.

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Ações de setores que lucram com a inflação

Uma das melhores maneiras de lucrar com a inflação é investir em ações de empresas que podem repassar facilmente os custos crescentes a seus clientes.

São aqueles setores e indústrias que oferecem produtos ou serviços essenciais, ou seja, que os clientes precisam comprar, não importa o que aconteça.

Esse é o caso de concessionárias de serviços públicos, como energia elétrica, água, saneamento e infraestrutura, além das empresas de bens de consumo.

Essas empresas conseguem repassar mais facilmente a correção da inflação, além de outros ganhos, para quem compra suas ações. 

Isso acontece porque seus preços são ajustados pelo IPCA para o consumidor final e esse ganho é incluído na rentabilidade dos papéis.

Por outro lado, é preciso tomar cuidado na escolha das empresas.

Com ou sem inflação, o investidor de longo prazo precisa seguir uma análise para escolher boas ações e diversificar entre classes de ativos e setores.

Dessa forma, conseguirá obter bons retornos em qualquer momento do mercado.

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Fundo de inflação

Outra opção é investir em um fundo voltado especificamente para se beneficiar da inflação. 

Os fundos de inflação são fundos de investimentos com a rentabilidade atrelada à inflação.

Sua carteira é composta por uma cesta de títulos públicos indexados ao IPCA e tem por objetivo superar um índice, normalmente o “IMA-B” ou o “IMA-B 5”, com prazo de até cinco anos, ou “IMA-B 5+”, com vencimentos dos papéis iguais ou acima de cinco anos.

Diferente de investir sozinho em títulos públicos, nos fundos de inflação, o gestor é quem determina os papéis e vencimentos que farão parte da seleção.

Apesar de cômodo, é importante lembrar que há cobrança de come-cotas, taxa de administração e uma eventual taxa de performance.

Fundos imobiliários com aluguel corrigido pela inflação

Os fundos imobiliários (FIIs) têm ganhado cada vez mais espaço na carteira dos investidores brasileiros. Esta é uma maneira bastante vantajosa de obter renda com aluguel de imóveis e receber remunerações geralmente pagas mensalmente. 

Diante da alta da inflação, os FIIs que possuem no portfólio ativos atrelados ao IPCA e ao IGP-M podem se beneficiar.

Os fundos imobiliários tendem a proteger os investidores dos efeitos da inflação no longo prazo.

Porém, é importante o investidor avaliar a carteira do fundo e entender no que está investindo, afim de escolher o melhor mercado.

Uma vez que no curto prazo podem ocorrer desequilíbrios, principalmente em períodos de inflação elevada e condições econômicas desfavoráveis. 

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Criptomoedas

As criptomoedas, em especial o bitcoin (BTC), podem ser considerados ativos imunes à inflação.

Enquanto a inflação faz com que o dinheiro perca valor ao longo do tempo, o Bitcoin é um ativo "deflacionário", ou seja, capaz de ganhar valor no tempo.

Enquanto o Banco Central pode "criar" mais dinheiro, o bitcoin é um ativo propositalmente escasso e possui um limite de oferta de 21 milhões de unidades, por isso esse caráter deflacionário. 

As criptomoedas nasceram exatamente com a ideia de ser um sistema financeiro autônomo, como uma forma de protesto à forma que os governos manipulam o dinheiro na economia.

Em consequência disso, o bitcoin é visto por muitos como uma possível reserva de valor.

No entanto, as criptomoedas continuam sendo ativos muito arriscados e altamente voláteis.

O aconselhável é manter um percentual baixo de criptomoedas na carteira, algo em torno de 1 a 5%, apenas para diversificar.

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Para se proteger da falta de regulamentação, o investidor pode optar por investir em moedas digitais em um fundo regulado pela CVM.

Atualmente existem ETFs e fundos de criptomoedas disponíveis na bolsa de valores brasileira, B3.

Como se proteger da inflação

Para investidores mais conservadores, principalmente os mais próximos da aposentadoria, o objetivo é proteger o dinheiro contra os efeitos da inflação.

Nesses casos, a opção mais popular e segura de se proteger da inflação é comprar títulos do Tesouro atrelados ao IPCA.

O Tesouro Direto é um investimento disponibilizado pelo próprio governo brasileiro onde o investidor empresta dinheiro para a instituição e, em troca, recebe o valor aplicado mais uma remuneração. 

Dentro desta modalidade existe o Tesouro IPCA +, um título público que está atrelado à inflação.

O Tesouro IPCA+ paga o valor do IPCA mais uma taxa prefixada. Dessa forma, garante que o investidor não perca o poder de compra e ainda ganhe algo a mais.

Ainda na renda fixa, outras opções para proteger o dinheiro da inflação são os títulos privados, como aplicações em CDBs e letras de crédito, como LCI e LCA, atreladas à inflação e com rendimentos calculados em cima do IPCA.

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