A Buildings é uma consultoria imobiliária tradicional que faz o acompanhamento de diversos mercados aqui no Brasil.

Eu gosto de acompanhar sua divulgação trimestral sobre o mercado de lajes corporativas em São Paulo.

O motivo é óbvio: é lá que estão a maioria dos empreendimentos dos fundos imobiliários de escritórios.

Com a pandemia, muito se colocou em xeque o futuro desse tipo de imóvel.

A verdade é que ninguém tem certeza de nada, mas todos nós temos uma opinião do que achamos que vai acontecer.

Daí que para balizar nossa opinião, nada melhor do que acompanhar estes números de perto.

O primeiro dado interessante a se olhar é que houve novas entregas de empreendimentos de alto padrão na cidade. 

Isso influencia a taxa média de vacância, pois mesmo que nada tenha sido desocupado, se o estoque aumentou, então a vacância média sobe, pois, há novas áreas vagas.

A não chegada de novos estoques é sempre positiva para o investidor, pois significa que seu ativo se torna cada vez mais escasso.

Outro dado interessante que chegou é a absorção líquida, que é o resultado das novas locações subtraídas as devoluções ocorridas.

Ou seja, esse é um indicador de quanto o mercado devolveu ou absorveu de área no trimestre.

Esse número veio negativo no trimestre, mostrando que houveram mais devoluções do que novas locações.

A quantidade de área neste indicador, não foi grande. Mas ainda assim mostra que as novas locações não estão com essa força toda.

A absorção líquida tem sido negativa desde o segundo trimestre de 2020, que foi quando apareceram os primeiros efeitos das restrições de circulação e aglomeração geradas pelo coronavírus.

A combinação desses fatores nos explica a variação da vacância média, que subiu de 20,3% no primeiro trimestre para 22,75% no segundo.

Essa alta é mais devido ao novo estoque do que às devoluções, importante que se diga.

Se entrar no detalhe, vai ser possível observar que 1 terço dessa alta é causada pelas devoluções e os outros 2 terços tem como vilão esse tal novo estoque.

Para colocar em perspectiva de mais longo prazo, essa mesma taxa de vacância era de 11,91% no final do primeiro trimestre de 2020, um período ainda pré-pandemia. Portanto ela dobrou de lá para cá.

Quais os Melhores FIIs para 2022? Clique Aqui e Receba Dinheiro na Sua Conta Todos Meses.

O que eu acho disso tudo?

Bem, acredito que as lajes corporativas se recuperam sim disso tudo. 

A questão é: em que tempo? Isso não arrisco responder em formato “cronológico”, mas sim num formato de condição para acontecer, seja quando for.

Na carteira do Aluguel Inteligente já estamos posicionados para surfar a recuperação.

Essa condição é a vacinação de jovens adultos (como esse que vos escreve), que representamos uma parcela relevante da população economicamente ativa e que vai levar as empresas de volta a suas sedes físicas quando estivermos seguros.

Mesmo que isso leve mais tempo do que eu esperava, continuamos acreditando que o desconto nas cotas dos FIIs de lajes é muito elevado e há uma grande oportunidade de ganhar dinheiro para quem tiver paciência de esperar um resultado que não tem data certa para chegar, mas que há de chegar em algum momento.

Só para citar alguns FIIs que atuam no segmento de lajes corporativas, menciono:

Alguns deles estão bem cotados na carteira do Canal Aluguel Inteligente.