Considerada peça-chave do plano estratégico da Nova Oi (OIBR3), a subsidiária de fibra óptica Infraco ganhou um novo nome - V.tal (fala-se Vital) - e uma nova estrutura corporativa para atuar de modo independente.

A subsidiária está entrando no modo de operação solo mesmo antes da chegada dos novos sócios. Em julho, a Oi acertou a venda de uma fatia majoritária de 57,9% da subsidiária para fundos controlados pelo BTG Pactual (BPAC11), por R$ 12,9 bilhões.

A tele permanecerá como sócia minoritária, com 42,1%. A transação aguarda aval de Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com previsão de ser concluída ainda este ano.

A partir daí, serão escolhidos os executivos para a V.tal, como o CEO. Até aqui já foram definidos o diretor comercial - Pedro Arakawa, ex-diretor de atacado da Oi - e o diretor financeiro - Alexandre Wolynec, que estava à frente de redes e tecnologia na TIM (TIMS3) até fevereiro.

A V.tal terá sede em São Paulo e CNPJ próprio. Para evitar confusão entre ativos e transmitir mais segurança ao mercado, está sendo montado um comitê de "neutralidade", que terá profissionais de mercado independentes, sem ligação nenhuma com a operadora, o que vale para a própria Oi.

"Estamos começando a operação de maneira separada, com governança própria", afirmou Arakawa, durante entrevista coletiva à imprensa.

O executivo observou que os provedores regionais estão em franco crescimento e que a V.tal quer fazer parte desse mercado com a oferta de suas redes.

"Os provedores independentes são veículos importantes para levar o acesso à fibra para todo o País. E, com certeza, vamos ajudar a ampliar a sua operação."

O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, também buscou enfatizar a mesma mensagem. "A neutralidade e a independência são garantidas desde já", disse.

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A nova empresa herda uma rede de 400 mil quilômetros de fibra óptica da Oi e contratos de cessão de infraestrutura com 260 provedores de banda larga de todo o País.

A própria Oi é a maior cliente. Ao segregar a subsidiária e buscar um sócio, a Oi buscou obter um alívio nos pesados investimentos para expansão da rede, concentrando-se na prestação do serviço de banda larga para o consumidor final.

A Oi terá algumas vantagens em seu contrato de uso de redes da V.tal pelo fato de ser um cliente- âncora, mas não por ser acionista, apontou Abreu.

Entre as vantagens, está a exclusividade para uso da rede durante um certo período, para lançamento de serviços em novas regiões.

Resultado da Oi no Primeiro Trimestre de 2021

O resultado da Oi (OIBR3) no primeiro trimestre de 2021 (1t21), divulgado no dia 12 de maio, apresentou um prejuízo líquido de R$ 3,5 bilhões no 1T21, apresentando retração no prejuízo de -43,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ebitda da Oi atingiu R$ 2,4 bilhão no 1T21, apresentando crescimento de 24,8% na comparação com o 1T20.

A Margem Ebitda da Oi totalizou 53,2% no 1T21, apresentando crescimento de 13,2 pontos percentuais na comparação com o 1T20. 

A Margem Líquida da Oi atingiu -156,7% no 1T21, apresentando crescimento de 102,2 pontos percentuais na comparação com o 1T20.

As ações da Oi (OIBR3) acumulam queda de 4,96% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e queda de 28,23% nos últimos 12 meses.

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Fonte: Estadão Conteúdo.