A Oi (OIBR3) disse que recebeu mais de uma proposta pelos ativos de telefonica celular, mas não revelou a identidade dos candidatos ou o número de propostas. A empresa, que está em recuperação judicial desde 2016, estabeleceu um preço mínimo de 15 bilhões de reais pelos ativos.

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Telecom Italia, que controla a TIM (TIMP3) no Brasil, Telefônica Brasil (VIVT4), que opera sob a marca Vivo, e América Móvil, dona da Claro, disseram que pediram à Oi o direito de cobrir potenciais propostas que a empresa brasileira possa ter recebido pelos ativos.

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A equipe do BTG Pactual (BPAC11) chamou atenção para a ‘novidade’ que foi a entrada da Claro no consórcio, o que, na visão deles, pode ter reduzido as chances de uma disputa acirrada pelo ativo.

Em um primeiro momento, e ponderando que o valor da oferta ainda é desconhecido, os estrategistas do banco Carlos Sequeira e Osni Carfi avaliam que anúncio de uma oferta conjunta é marginalmente positivo para eles e negativo para a Oi, dada a chance de o preço oferecido ficar abaixo de 15 bilhões de reais.

Os profissionais do BTG também ponderaram que, neste momento, não está claro como os ativos móveis da Oi seriam divididos entre os três participantes, embora estimem que a TIM manterá a maior parte.

A TIM e a Telefônica Brasil disseram, em maio, que planejavam uma proposta conjunta pelos negócios da Oi móvel.

Por volta de 11:15, os papéis da TIM (TIMP3) subiam 8,15% e da Telefônica Brasil (VIVT4) avançavam 5,5% entre as maiores altas do Ibovespa, que avançava 0,4%. Fora do índice, as ações preferenciais da Oi (OIBR4) valorizavam-se 11,56% e os papéis ordinários da Oi (OIBR3) tinham elevação de 9,92%.

No final de junho, a Oi propôs aditamento ao seu plano de recuperação judicial para conseguir segregar de determinados negócios e ativos do grupo e a alienação dos mesmos.

Analistas do Credit Suisse também consideraram a notícia positiva para Telefônica Brasil, Claro e especialmente TIM, e marginalmente negativa para a Oi, calculando que o valor esteja próximo dos 15 bilhões de reais.

Eles avaliam que a geração de valor para os compradores deve vir de arbitragem de preços entre o valor pago pelos ativos e o valor justo quando incorporados nas estruturas existentes, ganhos de escala, que devem levar a maiores margens Ebitda, maior racionalidade de preços, entre outros fatores com redução da competição no mercado nacional.

O cenário do Credit Suisse considera uma configuração em que, se concluída a operação em favor do consórcio, a TIM ficará com 54% da Oi Mobile, enquanto que Vivo deve ficar com 24% e a Claro com 22%. A projeção do banco para as frequências indica cerca de 60% para a TIM, 30% para a Vivo e 10% para a Claro.

“Esta composição deve levar a um melhor balanceamento de assinaturas no mercado”, avaliaram em nota a clientes, no qual elevaram o preço-alvo de TIM de 17 para 20 reais e o de Vivo de 57 para 61 reais, ressaltando que ainda não incorporam contribuição da consolidação de ativos móveis.

Resultado da Oi no Primeiro Trimestre de 2020

O resultado da Oi (OIBR3) no primeiro trimestre de 2020 (1t20), divulgado no dia 15 de junho, apresentou um prejuízo líquido de R$ 6,2 bilhões, contra um lucro líquido de R$ 678,7 milhões no mesmo período do ano anterior.

O Ebitda da Oi atingiu R$ 1,5 milhão no 1t20, apresentando queda de 5,8% na comparação com o 1t19.

A margem ebitda foi de 40,0%, uma retração de -10,9 p.p. quando comparado ao 1t19.

Já a margem líquida da Oi atingiu 131,7% no 1t20, apresentando retração de -144,9 p.p. na comparação com o 1t19.

As ações da Oi (OIBR3) acumulam alta de 9,24% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e queda de 12,16% nos últimos 12 meses.

Fonte: Reuters.