A Oi S.A. (OIBR3) informou na última segunda-feira (08), através de fato relevante, que foram concluídas as negociações havidas entre a Companhia e Telefônica Brasil (VIVT4), TIM (TIMP3) e Claro sobre os principais termos relativos à alienação da operação de telefonia móvel da Oi e de suas subsidiárias.

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A Companhia aceitou a proposta vinculante revisada apresentada em conjunto pelas proponentes.

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De acordo com a proposta vinculante, observadas determinadas condições, as proponentes comprometeram-se a adquirir a UPI Ativos Móveis, caso sejam vencedoras de processo competitivo, pelo valor de R$ 16,5 bilhões, dos quais R$ 756 milhões referem-se a serviços de transição a serem prestados por até 12 meses pela Oi às proponentes.

O acordo é acrescido do compromisso de celebração de contratos de longo prazo de prestação de serviços de capacidade de transmissão junto à Oi, na modalidade take or pay, cujo valor presente líquido (VPL), calculado para fins e na forma prevista no Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial, é de R$ 819 milhões.

Dessa forma, as proponentes serão qualificadas para participarem do processo competitivo de alienação da UPI Ativos Móveis, com sua proposta vinculante na condição de “stalking horse”, o que deverá ser refletido na proposta do Aditamento ao PRJ, a ser deliberada na Assembleia Geral de Credores convocada para o dia 8 de setembro de 2020.

As proponentes terão ainda o direito de, a seu exclusivo critério, cobrir a oferta de maior valor que seja eventualmente apresentada no referido processo competitivo, desde que a nova oferta das proponentes seja no mínimo 1% superior ao montante equivalente à soma do valor proposto a ser pago em dinheiro e do valor presente líquido (VPL) dos contratos de longo prazo de prestação de serviços de capacidade, ambos constantes na melhor oferta.

A Proposta Vinculante está em linha com a implementação do Plano Estratégico de transformação das operações das Empresas Oi, o qual prevê a alienação da UPI Ativos Móveis em processo competitivo na forma da LRF, a ser realizado após aprovação do Aditamento ao PRJ em Assembleia Geral de Credores e posterior homologação pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

A Oi reitera seu compromisso com a execução de seu Plano Estratégico e o foco na sua transformação em maior provedora de infraestrutura de telecomunicações do país, a partir da massificação da fibra ótica e internet de alta velocidade, do provimento de soluções para empresas e de infraestrutura para viabilizar a evolução para o 5G, voltada para negócios de maior valor agregado e com tendência de crescimento e visão de futuro.

Na qualidade de “stalking horse”, as ofertantes terão ainda o direito de, a seu exclusivo critério, cobrir a oferta de maior valor que seja eventualmente apresentada no referido processo competitivo.

Em fato relevante, a Telefônica Brasil reafirma que a transação, se concretizada, trará benefícios a seus acionistas através da aceleração de crescimento e geração de eficiências, a clientes através de melhoria na experiência de uso e qualidade do serviço prestado,

Além do setor como um todo através de reforço em sua capacidade de investimento, inovação tecnológica e competitividade.

Resultado da Oi no Segundo Trimestre de 2020

O resultado da Oi (OIBR3) no segundo trimestre de 2020 (2t20), divulgado no dia 14 de agosto, apresentou um prejuízo líquido de R$ 3,5 bilhões, contra um prejuízo de R$ 3,5 bilhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Ebitda da Oi atingiu R$ 1,3 bilhão no 2t20, apresentando retração de -5,1% na comparação com o 2t19.

A margem Ebitda da Oi totalizou 29,9% no 2t20, apresentando crescimento de 1,8 ponto percentual na comparação com o 2t19. 

A Margem líquida da Oi atingiu -75,0% no 2t20, apresentando retração de -44,4 pontos percentuais na comparação com o 2t19.

As ações da Oi (OIBR3) acumulam alta de 23,15% na bolsa de valores nos últimos 7 dias e queda de 33,58% nos últimos 12 meses.