Se você já tomou qualquer decisão consciente na sua vida, se deparou com o conceito de custo de oportunidade mesmo sem saber o que significa.

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O conceito de custo de oportunidade está embutido em diversas situações do dia-a-dia.

Por exemplo, quando você escolhe entre ir de carro para o trabalho ou usar o transporte público, quais são as vantagens e desvantagens de cada uma dessas opções?

Em um final de semana de sol, o que é mais vantajoso, ir à praia ou estudar? 

Levando para o lado financeiro também calculamos o custo de oportunidade das coisas o tempo todo. 

No mercado você avalia a marca, tamanho e preço de determinado produto.

No restaurante pode avaliar as opções no cardápio e escolher a que lhe traga mais satisfação pessoal, dentro do que acha justo ou pode pagar. 

Esse raciocínio pode parecer simplista, mas considera a viabilidade econômica, física e pessoal de cada escolha.

Nos investimentos, a lógica é a mesma. Você considera o custo de oportunidade ao escolher entre diferentes tipos de investimentos, com rentabilidade, segurança e liquidez diferentes.

É como diz o ditado popular: para cada escolha, uma renúncia. Ou seja, para cada escolha feita, várias outras são deixadas de lado. Essa é a base do conceito de custo de oportunidade.

Entender isso é fundamental para qualquer investidor que pretende alocar bem seu capital e escolher a opção que possa lhe trazer maior satisfação.

O que é custo de oportunidade?

O custo de oportunidade refere-se ao que você perde ao optar por uma opção em detrimento de outra. 

Ou seja, o que "custa" escolher determinada coisa é perder a outra.

Esse conceito é uma parte importante do planejamento econômico, financeiro e de investimento.

Afinal, ninguém consegue investir em tudo. Todas as estratégias, por melhores que sejam, implicam na necessidade de fazer escolhas.

Por exemplo, ao escolher comprar uma ação, você está automaticamente renunciando à compra de todas as demais.

Tomar decisões com os custos de oportunidade em mente ajuda a garantir que os recursos sejam melhor alocados.

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Como calcular o custo de oportunidade nos investimentos

Saber calcular o custo de oportunidade é um passo importante para realizar alocações estratégicas da carteira. 

Entender essa lógica também permite aproveitar oportunidades de investimento.

O investidor calcula o custo de oportunidade comparando os retornos de duas opções. 

A fórmula para calcular o custo de oportunidade é:

Custo de oportunidade = FO − CO

Onde: 

  • FO = Retorno da opção abandonada
  • CO = Retorno da opção escolhida

Custo de oportunidade é a diferença nos benefícios recebidos entre a opção escolhida (CO) e uma opção que você não escolheu (FO). 

Esta fórmula considera o resultado mensurável de duas alternativas de investimentos diferentes para que se possa considerar melhor o custo de oportunidade de diferentes caminhos.

Considere alguém que se depara com as duas opções a seguir:

  • Opção 1: Investir no mercado de ações
  • Opção 2: Deixar o dinheiro em uma conta remunerada

Suponha que o ROI esperado no mercado de ações seja de 10% no próximo ano e a conta de poupança de alto rendimento tenha uma taxa anual de 2%. 

O custo de oportunidade de deixar suas economias em uma conta remunerada é de 8% (10% − 2%). 

Ou seja, ao deixar seu dinheiro na poupança, você abre mão da oportunidade de ganhar mais dinheiro investindo na bolsa de valores.

No entanto, ao calcular os custos de oportunidade entre duas classes de investimento, não se pode simplesmente considerar o que pode proporcionar mais retorno. 

Você também deve pesar o nível de risco envolvido nas escolhas.

Em geral, quanto maior o risco, maiores serão os potenciais de retorno. 

Pode ser difícil comparar os custos de oportunidade entre investimentos mais arriscados, como ações individuais, com investimentos praticamente sem risco, como títulos do Tesouro Direto.

No papel, pode haver um enorme custo de oportunidade de optar por ações, mas a segurança que os títulos oferecem pode torná-los preferíveis dependendo da situação.

Como se você precisasse de acesso a esse dinheiro no curto prazo ou se seu perfil de investidor é mais conservador.

Por isso, essa fórmula é mais útil para comparar dois ativos da mesma classe.

Na renda fixa, a taxa Selic e o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) são os indicadores que costumam guiar o custo de oportunidade.

Já na renda variável, vai depender do ativo. Para as ações, é utilizado o Ibovespa. Para fundos de investimento, o IFIX.

Ao calcular o custo de oportunidade de um investimento, o investidor pode escolher a melhor opção possível disponível para ele no mercado.

Para isso, ele precisará fazer análises das taxas de retorno, liquidez e segurança.

Ou seja, além de usar indicadores fundamentalistas, é também preciso considerar fatores subjetivos, como a tolerância ao risco do investidor e o conhecimento que ele tem sobre determinado investimento.

Por que o custo de oportunidade é importante?

De modo geral, entender o custo de oportunidade fornece informações mais completas para a tomada de decisão. 

Do ponto de vista financeiro, ele pode orientar os indivíduos para uma tomada de decisão mais lucrativa.

Quando falamos do custo de oportunidade nos investimentos, ele está diretamente ligado às vantagens e desvantagens de cada aplicação e como elas se encaixam no seu perfil de investidor e objetivos de vida.

Portanto, não existe um certo ou errado, existe apenas o que você considera ser o melhor para você.

Para isso, você precisa avaliar não só a rentabilidade, mas todos os riscos envolvidos e como isso tudo irá refletir nos seus ganhos futuros.

Portfólios cuidadosamente construídos fornecem diretrizes para a porcentagem de cada tipo de ativo que você deve manter utilizando o cálculo do custo de oportunidade.

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