Os volumes globais de IPO aumentaram 64% e os rendimentos aumentaram 67% com relação ao ano anterior, de acordo com dados da Ernst and Young (EY).

O lançamento da vacina COVID-19, a recuperação econômica e a alta liquidez impulsionaram o otimismo inicial para o mercado de ações em 2021.

O resultado foi o recorde de listagens de novas empresas este ano, com 2.388 companhias abrindo o capital em todo o mundo. 

Ao todo, as empresas arrecadaram US$ 453 bilhões em receitas de seus IPOs, o que representa um aumento de 67% em relação a 2020 e mais do que o dobro dos níveis de 2019.

Em 2021, os mercados globais experimentaram aumentos gerais em volume e receita de IPO, com destaque para as bolsas da Europa, Oriente Médio, Índia e África (EMEIA) que produziram o maior crescimento.

Juntos, a região denominada EMEIA teve um aumento de 158% em número e de 214% em receita de IPOs. Foram 724 IPOs e  US$ 109.4 bilhões levantados.

As Américas também tiveram suas ofertas iniciais aquecidas este ano com 528 IPOs e US$ 174,6 bilhões arrecadados, um aumento de 87% e 78%, respectivamente. 

A região da Ásia-Pacífico experimentou um crescimento relativamente modesto, resultando em 1.136 IPOs (aumento de 28%) e levantando US$ 169,3 bilhões (aumento de 22%) em relação ao ano anterior.

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Empresas de tecnologia lideram os IPOs

O setor de tecnologia foi o que mais teve empresas abrindo o capital este ano.

Com 611 IPOs, o setor viu o maior número de IPOs pelo sexto trimestre consecutivo e arrecadou a maior receita (US$ 147,5 bilhões) pelo sétimo trimestre consecutivo. 

O setor de cuidados de saúde foi o segundo, com 376 IPOs  que arrecadaram US$ 65,4 bilhões. 

O setor industrial vem logo em seguida com 310 IPOs e US$ 63,1 bilhões arrecadados.

A bolsa de valores com maior número de IPOs em 2021 foi a Nasdaq Exchange com 308 IPOs, seguida pela bolsa de valores de Shangai (SSE), com 243.

A bolsa de valores brasileira, B3, não aparece na lista das 12 primeiras por número de IPOs, mas aparece em 11º quando comparado ao valor arrecadado (US$11.9 bilhões) .

IPO no Brasil

Em 2021, o Brasil viu seus maiores números e receitas anuais de negócios de IPO desde 2007, onde teve 64 IPOs com US$ 27,7 bilhões levantados.

Este ano foram 45 IPOs com um valor total de US$ $11.9 bilhões, cerca de 2,6% do valor total de todos os IPOs globais.

No entanto, o número de transações diminuiu durante o segundo semestre do ano devido à volatilidade no mercado brasileiro, destaca o relatório.

Embora ainda existam emissores procurando ir a público, mais empresas estão optando por adiar seus IPOs conforme o final do ano se aproxima e a incerteza com as eleições do próximo ano aumentam.

Segundo a EY, a perspectiva de IPO para o próximo ano no Brasil dependerá da inflação e dos controles fiscais pelo governo brasileiro.

O que esperar de 2022

Olhando para o próximo ano, o relatório espera que a combinação de tensões geopolíticas, riscos de inflação e novas ondas e variantes da atual pandemia COVID-19 provavelmente impactarão a atividade do IPO. 

Apesar de tudo isso, as avaliações relativamente altas e a liquidez do mercado por enquanto estão mantendo a janela IPO aberta em 2022.