Técnica de requalificação que vem recuperando e dando novos usos a imóveis abandonados nas capitais brasileiras, o retrofit vem chamando a atenção de investidores financeiros.

Depois da primeira fase de projetos financiados pelas construtoras e incorporadoras, o conceito arquitetônico de origem europeia tem viabilizado operações financeiras para a reincorporação de imóveis fora de uso, criando uma nova classe de ativos no mercado imobiliário.

Atento a esse movimento, o sócio-fundador da Mogno Capital, Daniel Caldeira, criou em 2018 um fundo imobiliário para adquirir e reformar prédios abandonados no Centro de São Paulo e depois vendê-los.

Ele chegou a arrecadar R$ 70 milhões para o FII Mogno Real Estate Impact (MGIM11), aplicados na compra de quatro imóveis na região da Vila Buarque.

Um deles foi o antigo prédio da Santa Casa, restaurado em parceria com a Planta.Inc.

A nova planta do prédio de cinco andares incluiu lojas no térreo, salas para escritórios, ateliês nos demais pisos e o restaurante Cora no terraço, área que exigiu reformas mais profundas.

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O objetivo inicial, acrescenta Caldeira, era vender as unidades para clientes finais, mas a gestora acabou negociando todos os prédios.

“O sucesso foi tanto que ainda hoje os investidores solicitam a criação de um novo fundo. O imóvel residencial é a maior classe de ativos do mundo, e o investidor mais qualificado, que investe em fundo imobiliário, entende que não terá retorno imediato, mas sabe que ele virá”, afirma Caldeira.

O MGIM11 entregou uma taxa interna de retorno (TIR) de 16% ao ano. Igualmente, a venda do prédio da antiga Santa Casa também teve resultado satisfatório: adquirido pelo valor de R$ 2 mil o metro quadrado, foi negociado a R$ 5,8 mil por metro.

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A aquisição foi feita pela Valora Investimentos, que também adquiriu outros três prédios comerciais da Mogno e deu continuidade ao projeto de retrofit em parceria com a Planta.Inc.

A empresa gerencia um patrimônio de R$ 6,5 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões específicos do setor imobiliário.

A atuação ocorre em duas frentes, segundo o sócio-diretor da Valora, José Eduardo Varandas: no financiamento de projetos de adequação ao uso residencial e na constituição de fundos de investimentos para a compra de prédios inteiros para reforma e posterior venda ou aluguel.

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Fonte: Valor Econômico.