Não Aposte na Queda das Ações das Empresas de Varejo da Bolsa
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Não Aposte na Queda das Ações das Empresas de Varejo da Bolsa

Mesmo com os impactos da pandemia do novo coronavírus, ações das empresas varejistas seguem em alta.

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Atualizado em 07/07/2020
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Em que pese o fato de que a pandemia segue sendo um tema grave tanto do ponto de vista sanitário quanto do ponto de vista de riscos do mercado, vejo algo inevitável:

não dá mais para apostar contra o mercado ou na queda das ações das empresas de varejo da bolsa de valores nesse momento.

Simples assim.

Ray Dalio já falou: o mercado de ações não é mais um livre mercado.

No momento que temos os bancos centrais mundo afora comprando títulos privados e sustentando a liquidez sistêmica em uma magnitude nunca vista, fica muito difícil apostar contra.

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Nas palavras do próprio Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o Banco Central Norte Americano se dispõe a usar “unlimited resources” para garantir a estabilidade da economia americana.

Ele já vinha ocorrendo também na Europa, quando ano passado o então presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi falou que faria “whatever it takes” para defender o Euro.

Eles usaram exatamente esses termos.

O que era moda nas economias avançadas pegou por aqui também.

Já passávamos por um forte processo de queda nas taxas de juros e que acabou sendo aprofundado pela pandemia.

Agora, até o nosso Banco Central já tem a permissão de comprar títulos privados diretamente de empresas.

Ora, isso significa que há muita liquidez no mercado. Há muito dinheiro sobrando no mercado.

Pela simples lei da oferta e da demanda, se há muito dinheiro disputando a compra de uma mesma quantidade de ativos, os preços dos ativos devem subir para que se equilibrem as forças.

Não havendo muitos IPO’s, a variável de ajuste é o preço das ações listadas.

Voltando a Ray Dalio, por ora o mercado de ações não é mais um mercado livre.

Temos os bancos centrais fazendo preço e essa informação não pode ser ignorada.

Claro, os riscos no radar não são poucos.

Soma-se a isso uma taxa de juros que, na prática, nos remunera zero, não há opção.

Temos que estar do lado do mercado financeiro, não contra ele.

Acho que estamos diante de uns cenários mais desafiadores para o investidor pessoa física no Brasil.

A renda fixa já não basta e o cenário para assumir algum risco não é nada trivial.

Onde Investir na Atual Crise Econômica? Baixe Grátis o Relatório “As Melhores Ações para Lucrar na Crise”.

Como ir contra o mercado quando o maior comprador de ações do mundo está comprando tudo o que vem pela frente?

Deduz-se disso que não é um bom momento para estar “vendido” (apostar na queda) em bolsa.

Ora, se é não é para vender, então é para comprar.

Mas o que comprar?

Já disse, não sou analista e não posso recomendar absolutamente nada aqui.

Mas encorajo você a pensar em tendências seculares.

O varejo de e-commerce é algo promissor, algumas empresas do setor como Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3), Lojas Americanas (LAME3), Lojas Renner (LREN3) e por aí vai…

O tempo que permanecemos isolados convenceu os baby-boomers que comprar pela internet pode, sim, ser fácil seguro.

O financial deepening, com as pessoas saindo dos grandes bancos e migrando para plataformas (que podem ser braços dos próprios bancões) é um caminho sem volta.

O número de CPFs na B3 cresce exponencialmente e isso terá consequências não triviais não só para as empresas listadas na bolsa, mas também para o país como um todo.

Por outro lado, também precisamos pensar no que não muda:

continuaremos nos alimentando, usando energia elétrica, consumindo água tratada, tendo hábitos de higiene e cuidando, até mais, da nossa saúde.

Para cada hábito é possível encontrarmos ao menos uma boa empresa listada na bolsa brasileira.

Por aqui segue a recomendação nos investimentos:

  • invista em ações de empresas sólidas;
  • faça aportes mensais se possível;
  • reinvista os dividendos;
  • diversifique entre setores;
  • tenha sempre uma reserva de emergência em renda fixa;
  • mantenha o processo o mais simples possível.

Falar isso bastaria se não fôssemos tão vaidosos ao sempre tentar complicar as coisas.

Fazer o certo de maneira simples pode compensar muito, ainda mais se feito com os ativos corretos.

Seguimos firmes. Tudo passa.

Notícias do Mercado Financeiro

Disclaimer: Declaro que as informações contidas neste texto são públicas e que refletem única e exclusivamente a minha visão independente sobre a companhia, sem refletir a opinião do The Capital Advisor ou de seus controladores.

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