O que é Mutualismo

Mutualismo é um conceito que descreve a reunião de pessoas com interesses e características comuns que objetivam criar um sistema que as protegerá de uma eventualidade.

A eventualidade a qual o Mutualismo pode proteger um indivíduo pode ser tanto de ordem financeira quanto relacionada à segurança e à saúde deste.

No mundo moderno vemos o Mutualismo sendo aplicado no modelo de negócios de uma seguradora, que oferece diversas soluções para diferentes riscos.

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Origem do Mutualismo

A origem do Mutualismo está intrinsecamente relacionada à origem da organização das pessoas em grupos, o que por fim levou a concepção da sociedade.

Todo ser vivo sempre esteve à mercê dos riscos que a natureza proporciona, seja por causa de desastres naturais ou o simples ciclo da cadeia alimentar.

O que fez do ser humano diferente dos outros animais em relação a isso foi a sua capacidade de se organizar de forma a proteger aqueles do seu grupo específico contra estes riscos.

Hoje, o conceito do Mutualismo pode ser observado como um serviço oferecido por empresas privadas, as seguradoras, e pela própria definição do que é o estado.

Basta observar que a contribuição de impostos é uma obrigação dos cidadãos economicamente ativos que deve ser premiada com serviços públicos nas mais diversas áreas.

O princípio do Mutualismo e o do estado é o mesmo, a proteção das pessoas que fazem parte e que contribuem para a existência deste sistema.

Mutualismo e as seguradoras

Com o passar do tempo o Mutualismo se tornou comercializável. Hoje, esse conceito é aplicado principalmente na oferta de seguros por seguradoras.

As seguradoras são instituições privadas especializadas na oferta de seguros para as mais diversas áreas, são estas:

  • Seguros de vida: o seguro mais comum, oferecido por muitos agentes financeiros, desde bancos comerciais até seguradoras especializadas;
  • Seguro de automóvel: considerado um dos seguros mais essenciais, visto que automóveis estão sempre sujeitos a riscos, ainda mais em cidades grandes;
  • Seguro patrimonial: serve para proteger um imóvel seja este residencial ou comercial, e é um seguro indispensável para quem tem bens de valor;
  • Seguro contra acidentes pessoais: indicado principalmente para quem viaja muito, servindo também de seguro de vida, para internações e despesas médicas em geral.

Estes seguros, por sua vez, são muito bem detalhados pelas seguradoras em contrato quanto às suas condições e o que eles de fato asseguram para seus participantes.

Uma seguradora precisa calcular muito bem todos os riscos envolvidos em oferecer um serviço baseado em mutualismo, pois muitos podem querer agir de má fé, agravando o risco.

Condições para o Mutualismo funcionar

Para atuar com mutualismo na intenção de cobrir riscos, uma seguradora deve antes tomar as seguintes precauções:

  • Definir precisamente o risco coberto levando em consideração todas as variáveis, sem esquecer de incluir as exceções;
  • Calcular o risco da negligência dos segurados aumentarem devido ao fator psicológico que se cria em detrimento a proteção oferecida pelo seguro;
  • Considerar que indivíduos mais propensos a contratar um seguro são aqueles mais expostos a riscos, o que se não for bem calculado, pode significar um mau negócio.

Riscos do Mutualismo

Se a seguradora elaborar um contrato mal feito, com muitas brechas para interpretação, ela pode estar pondo sua operação em risco, sujeitando-se a fraudes e usos indevidos.

Um segurado mal intencionado poderia forçar a sua indenização mediante a acusação de uma situação não coberta, prejudicando os outros segurados e a seguradora. 

No pior dos casos, poderia acontecer de vários segurados requererem o prêmio do seguro simultaneamente, e a seguradora não conseguiria pagar a todos, o que a levaria à bancarrota.

Nesse sentido, vemos que o Mutualismo não é um sistema perfeito, pois ele não tem condições de socorrer a todos que contribuem com ele ao mesmo tempo.