O que é moeda fiduciária

Moeda fiduciária é um ativo financeiro não lastreado em bens tangíveis como ouro, prata e metal, mas que possui valor advindo do seu emissor e é aceito como moeda de troca em uma economia.

O exemplo mais comum de moeda fiduciária é o próprio dinheiro em papel e os seus derivados, como cheques, promissórias, títulos de crédito, saldos bancários, dentre outros.

Normalmente as moedas fiduciárias são emitidas pelo Banco Central de cada país, no entanto, algumas moedas fiduciárias também podem ser emitidas por bancos e instituições financeiras.

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História da Moeda Fiduciária

A história da moeda fiduciária tem origem provável na China durante o século XIII, quando o imperador Kublai Khan chegou ao poder e determinou a impressão de papel moeda, ou seja, cédulas que pela primeira vez substituiriam as moedas de ouro, prata e bronze.

Por sua vez, no século XVII, a moeda fiduciária também chegou na Europa, passando a ser utilizada e aceita em países como Espanha, Holanda e Suécia. 

Nos séculos seguintes, Estados Unidos (Dólar Americano), Canadá (Dólar Canadense) e Brasil (Real) também adotaram a moeda fiduciária em papel, em substituição às moedas de ouro, prata e bronze.

A chegada da moeda fiduciária no Brasil, se deu após a saída da corte portuguesa do país. Naquela época, a família Real, levou consigo, todas as reservas em ouro e prata do país, quebrando literalmente a economia.

Como não havia moeda em ouro e prata disponível, o Imperador D. Pedro II, determinou a impressão de cédulas em papel com valor monetário e que a partir de então serviriam de moeda de troca no país.

Desde então, o Brasil passou por diferentes moedas, como o Réis, o Cruzado, o Cruzeiro e o Cruzado Novo, até chegar ao Real, moeda utilizada no país desde 1994.

Autoridade da Moeda Fiduciária

Como não possui lastro em metais preciosos, a moeda fiduciária não possui um valor intrínseco próprio ou lastro, mas é aceita e valorizada em função da autoridade e confiança da economia e dos participantes do mercado no seu emissor.

O primeiro passo para que uma moeda fiduciária seja aceita e receba valor, passa pela autoridade central do governo de um país, que ao instituir uma moeda determina a sua aceitação em todo território nacional.

Logo, a não aceitação de uma moeda instituída pelo governo passa a ser um ato ilegal, ou seja, os participantes da economia ficam obrigados a aceitar a nova moeda como meio de troca e pagamento.

Vale destacar que devido a essa característica, a moeda fiduciária também é amplamente conhecida como moeda de curso forçado ou moeda fiat, com origem no latim "faça-se".

O segundo passo para que uma moeda receba ampla aceitação, tem como base a força da economia do seu país emissor, ou seja, quanto mais poderosa uma economia, maior a aceitação e o poder de compra da sua moeda.

Por fim, a moeda fiduciária conta ainda com o compromisso do seu emissor em controlar e manter o valor e o poder de compra da moeda em circulação no país.

Moeda Fiduciária em circulação no Brasil

A moeda fiduciária em circulação no Brasil é emitida pelo Banco Central e impressa pela Casa da Moeda, nos seguintes valores e unidades monetárias:

Cédulas:

  • R$ 2,00 (dois Reais) - Tartaruga-pente;
  • R$ 5,00 - Garça;
  • R$ 10,00 -  Arara;
  • R$ 20,00 - Mico-leão-dourado;
  • R$ 50,00 - Onça-pintada;
  • R$ 100,00 - Peixe garoupa;
  • R$ 200,00 - Lobo-Guará

Moedas:

  • R$ 0,01 (um centavo) - Pedro Álvares Cabral;
  • R$ 0,05 - Joaquim J´osé da Silva Xavier (Tiradentes);
  • R$ 0,10 - Dom Pedro I;
  • R$ 0,25 - Marechal Manuel Deodoro da Fonseca;
  • R$ 0,50 - José Maria da Silva Paranhos Júnior (Barão de Rio Branco;
  • R$ 1,00 - Figura alegórica feminina que simboliza a Liberdade da República.

A moeda fiduciária brasileira possui aceitação no Brasil e também nas principais casas de câmbio ao redor do mundo.