O que é Mercado Primário e Mercado Secundário
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O que é Mercado Primário e Mercado Secundário

Os mercados primário e secundário operam de maneiras distintas, entenda seu funcionamento e faça bons investimentos.

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Atualizado em 05/05/2020

Os mercados primário e secundário operam de maneiras distintas. Entender cada um deles ajudará você a traçar boas estratégias e investir melhor.

Frequentemente ao falar de investimentos mencionamos o termo “mercado” como se fosse uma coisa só.

Mas na realidade, o Mercado de Capitais é classificado em mercado primário e mercado secundário.

Essa divisão é muito importante sob o ponto de vista econômico e financeiro, pois apresenta como é feito o fluxo de recursos e a dinâmica dos investimentos.

Um dos objetivos do mercado de capitais é a possibilidade de captação de recursos para empresas privadas e governos diretamente dos investidores.

Para os investidores, por sua vez, a vantagem é de diversificar suas aplicações e ser remunerados pelo “empréstimo”.

Além de negociar os títulos e vender a outros investidores.

Quando uma empresa abre capital na bolsa de valores, através de uma oferta pública (IPO), ela negocia suas ações diretamente com os investidores.

Para que estes possam vender essas ações para outras pessoas, foi criado o mercado secundário.

Uma vez que apenas emissões primárias caracterizam o mercado primário, a maioria das negociações acontecem no mercado secundário.

O conhecimento desses dois mercados é um grande aliado para você busque as melhores oportunidades de investimento.

“Só compre algo que você ficaria perfeitamente feliz em segurar caso o mercado fechasse por 10 anos” Warren Buffett

Então, você está pronto para entender a diferença entre mercado primário e mercado secundário?

Leia até o final e veja as melhores oportunidades e como investir em cada mercado.

O que é Mercado Primário

Mercado primário é aquele em que ocorre a negociação direta entre o emissor do ativo financeiro e quem deseja investir nele.

Neste mercado acontece a emissão primária, ou seja, um novo ativo financeiro é criado e vendido diretamente para o investidor.

O objetivo é obter recursos que vão direto para os cofres da empresa e são destinados para financiar investimentos ou pagar contas pendentes.

O exemplo mais comum de mercado primário é a emissão de ações por meio de uma Oferta Pública Inicial (IPO).

O IPO ocorre quando uma empresa disponibiliza suas ações na Bolsa de Valores pela primeira vez, permitindo que qualquer investidor as compre e participe da sociedade.

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Exemplos de mercado primário

Embora a emissão de ações através do IPO seja o exemplo clássico de mercado primário, ele não se limita a estes papéis.

No mercado primário temos também a emissão de títulos de dívida privada, como CDBs e debêntures, além de outros títulos de renda fixa como CRIs e CRAs.

Mas não só as empresas e instituições financeiras que negociam no mercado primário. 

O Governo também realiza emissões de títulos nesse mercado. Um exemplo são os títulos do Tesouro Direto.

Oferta Pública Inicial (IPO)

Um IPO marca o lançamento de uma empresa no mercado acionário, onde a companhia vende pela primeira vez, de maneira pública, suas ações em uma bolsa de valores.

O principal objetivo de uma companhia quando abre seu capital é captar recursos. Uma vez que a Oferta Pública Inicial gera uma grande injeção de capital em um curto período.

Os recursos captados vão direto para a empresa que emitiu as ações e são usados para investir em melhorias, aquisições ou pagamento de dívidas.

Follow-on

Follow-on é uma oferta subsequente primária na qual uma empresa que já emitiu ações retorna ao mercado para ofertar novos papéis.

Assim como no IPO, o principal motivo para uma organização voltar a emitir ações é a captação de novos recursos.

Títulos Privados de Renda Fixa

Os títulos privados de renda fixa são papéis de dívidas emitidos por bancos, financeiras ou empresas privadas.

Na prática, ao investir nesses títulos você emprestará dinheiro para entidade emissora, a qual se compromete a devolver o dinheiro acrescido de juros.

Há algumas diferenças importantes entre cada um dos títulos privados, tais como regras de tributação, níveis de risco, etc. Que devem ser avaliados antes do investimento.

Os títulos bancários são aqueles emitidos por bancos. Os principais são:

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título que os bancos usam para captar dinheiro para suas operações do dia a dia.

Sua rentabilidade está atrelada ao CDI onde cada banco define sua taxa de rentabilidade.

LCI e LCA

A LCI e a LCA são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras que captam recursos para financiamentos imobiliários e de projetos do setor do agronegócio, respectivamente.

A rentabilidade desses investimentos costuma ser próxima ao CDI com a vantagem da isenção de Imposto de Renda para pessoa física.

Letra de Câmbio (LC)

Parecida com o CDB, a Letra de Câmbio é emitida por instituições financeiras para captar recursos.

Já os títulos corporativos são emitidos por empresas para financiar seus projetos. São eles:

CRI e CRA

São títulos emitidos por companhias securitizadoras para captar recursos para o mercado imobiliário e ao agronegócio, respectivamente.

Debêntures

As debêntures são títulos emitidos por empresas de qualquer setor para financiar seus projetos ou pagar dívidas.

Tesouro Direto

O Governo também negocia títulos no mercado primário.

Assim como bancos emitem CDBs e empresas emitem debêntures, o Governo emite títulos públicos para captar recursos.

Por meio do Tesouro Direto, o investidor pode negociar a compra desses títulos diretamente com o Governo Federal, caracterizando, portanto, um investimento do mercado primário.

O Tesouro Direto oferece três tipos de títulos:

O que é Mercado Secundário

Mercado secundário é a parte do mercado financeiro onde os ativos são negociados entre investidores

Nesse mercado, ocorre apenas a transferência de propriedade e de recursos entre os investidores sem a participação do emissor.

Desse modo, o lucro obtido pela negociação vai para o investidor e não para o emissor do papel.

Os acordos de compra e venda do mercado secundário acontecem por meio de uma Bolsa de Valores, como por exemplo, a B3 no Brasil.

Ou em um mercado de balcão, através de uma corretora de valores.

Os preços de compra ou venda são regulados pela oferta e demanda, estando sujeitos à volatilidade.

Ao investir na Bolsa de Valores, você negociará diretamente com outro investidor, sem intervenção do emissor, uma vez que este só participa dos negócios no mercado primário, seja  no IPO ou oferta subsequente primária (follow-on).

Desse modo, o investimento em ações é realizado na esmagadora maioria das vezes, no mercado secundário.

Exemplos de mercado secundário

Todas as compras e vendas de ações que acontecem após um IPO são parte do mercado secundário e têm como função dar liquidez aos papéis.

Assim como existe o mercado secundário para ações, existe também o mercado secundário para dívida e outros ativos financeiros

Apesar dos títulos de dívida preverem o pagamento em datas determinadas, o investidor que busca liquidez antes do prazo pré-estabelecido pode vender para outro investidor disposto a comprar.

O mesmo vale para títulos do governo. É possível negociar o Tesouro Direto com outros investidores.

Essa negociação entre investidores configura um mercado secundário.

Mercado Secundário de Renda Variável

São ações, contratos e minicontratos, Fundos Imobiliários e derivativos negociados em Bolsa de Valores.

Mercado Secundário de Renda Fixa

São títulos públicos do Tesouro Direto. LCI e LCA, CDBs, LC, etc., negociados no mercado aberto e operações realizadas por meio da plataforma de investimentos da corretora de valores.

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Mercados que se complementam

O mercado primário e o mercado secundário de ações se complementam.

Enquanto o primeiro permite ao investidor comprar determinada ação já na primeira oportunidade, o segundo permite vender essa ação a outro investidor e lucrar com isso.

Assim, qualquer operação feita na Bolsa de Valores, independentemente do ativo, faz parte do mercado secundário.

A diferença entre os dois mercados é que no mercado primário a negociação é direta entre os agentes emissores das ações e os investidores em geral.

Sendo que os recursos captados são destinados exclusivamente à empresa.

As ações que já foram lançadas no mercado primário podem ser negociadas entre os investidores no mercado secundário por intermédio da Bolsa de Valores.

Eventuais lucros ou prejuízos da negociação no mercado secundário recaem sobre vendedores e compradores.

Outra vantagem do mercado secundário é a liquidez.

No mercado secundário o investidor não precisa esperar o prazo de vencimento do título para transformá-lo em dinheiro. Ele tem a possibilidade de vender o papel para um terceiro.

Portanto, ambos os mercados são essenciais para o fluxo de negociações.

Como investir no Mercado Primário e no Mercado Secundário de Ações

Em ambos os casos, o investidor precisa ter uma conta aberta em uma corretora de valores.

A diferença entre investir no mercado primário e no mercado secundário está no processo de compra dos papéis.

No mercado primário o investidor vai fazer uma reserva, durante uma oferta pública, definindo qual a quantidade e valor máximo que está disposto a comprar.

Se a oferta sair a um preço igual ou melhor do que o investidor estava disposto a comprar, então ele realiza o negócio.

Caso contrário, ele fica de fora pois não estava disposto a pagar o preço no qual saiu a oferta. 

É comum ocorrer nessas ofertas de a demanda pelas ações ser muito maior do que a oferta.

Nesses casos haverá um rateio entre os investidores de forma que ninguém fique de fora, mesmo que não consiga comprar tudo que desejaria.

A alternativa que o investidor tem, para comprar o restante das ações desejadas é adquirí-las quando sua negociação começar na bolsa de valores, agora no mercado secundário.

O mercado secundário é ditado pela lei de oferta e demanda. Dessa forma, pode operar em ciclos de alta e baixa.

Nele o investidor decide o momento de comprar e vender ações de acordo com o preço praticado.

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Mercado Primário e Secundário: Qual é o melhor?

A decisão de investir no mercado primário ou secundário varia de acordo com seu perfil de investidor e estratégia de investimento.

Ao escolher comprar uma ação no mercado primário o investidor geralmente corre mais riscos, porém, costuma ter uma maior possibilidade de ampliar seus ganhos no curto prazo.

Em uma primeira oferta de ações de uma empresa há um desconhecimento em relação a fatores importantes para análise de uma ação.

Como existe menos histórico, a análise fundamentalista é dificultada e a análise técnica nem pode ser aplicada.

Dessa forma, o investimento em IPO torna-se mais arriscado do que o aporte em empresas com um histórico na Bolsa.

Por outro lado, o investidor que se aproveita dessa incerteza pode se beneficiar com o crescimento da empresa e ver os preços das ações dispararem.

Isso não quer dizer que o investimento no mercado secundário não ofereça boas oportunidades.

Pelo contrário.

É possível obter rentabilidades superiores no mercado secundário desde que feita uma boa análise de ações e a correta alocação de ativos.

Esses dois mercados são seções da bolsa que se complementam. 

Por isso, seja no mercado primário ou no mercado secundário, avalie fatores internos e externos ao emissor antes de decidir comprar os papéis.

Cada um dos mercados pode revelar boas oportunidades de investimento.

Respeite seu perfil de investidor para se expor a um nível adequado de risco e trilhar seu caminho até a independência financeira.

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