Masayoshi Son fundou e dirige o gigante de telecomunicações móveis e investimentos SoftBank Group Corp.

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Seu fundo de investimento em tecnologia, Vision Fund, tem participações em dezenas de negócios, de apps de caronas, desenvolvimento de chips, construção de satélites e robôs até o cultivo de hortaliças em ambientes fechados.

Masayoshi Son conseguiu reunir uma lista de grandes apoiadores para seu fundo, como o príncipe herdeiro da Arábia Saudita e Tim Cook da Apple.

Se para alguns ele é um visionário da tecnologia, para outros, Son não passa de um apostador.

Entre acertos, Son também tropeçou muito. Na explosão da bolha das ponto.com, Son perdeu bilhões com a quebra de empresas.

Mas recentemente, o pedido de falência da WeWork Inc. também fez seu fundo de investimento sangrar. Mais do que dinheiro, bilionário japonês também teve sua reputação profissional prejudicada com especialistas apontando falhas no estilo de investimento.

Mesmo assim, Masayoshi Son não só continua bilionário, como é o terceiro mais rico do Japão e o 69º bilionário no ranking da Forbes de 2023 com fortuna estimada em US$ 29,7 bilhões.

Conheça mais da trajetória da figura controversa de Masayoshi Son.

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Quem é Masayoshi Son

Masayoshi Son é um empresário, investidor e filantropo bilionário japonês de tecnologia. 

Ele é o fundador e diretor do conselho do SoftBank Group Corp., uma holding de investimentos em tecnologia e telecomunicações.

Vida e carreira

Masayoshi Son nasceu em 11 de agosto de 1957, na cidade de Tosu, na ilha de Kyushu, no sul do Japão.

Como o segundo de quatro filhos, sua infância foi pobre e marcada por preconceitos por conta de sua descendência coreana.

O pai de Masayoshi foi seu grande incentivador, idolatrando seu filho e dizendo que ele deveria se sentir um gênio e ter a ambição de ser o homem com maior poder do mundo.

Os conselhos fizeram com que o adolescente Son procurasse por inspirações, que ele primeiramente achou em Den Fujita, presidente e fundador da filial do Mc Donald's no Japão.

Fascinado, leu seu livro em poucos dias e tentou por meses agendar um encontro com ele, mas não teve sucesso. 

Masayoshi não desistiu e resolveu ir até Tóquio e ficar aguardando o executivo na porta da companhia. Sua audácia lhe garantiu 15 minutos de conversa e uma dica preciosa. 

"Fujita me disse que eu deveria apostar em uma empresa com um negócio para o futuro, não para o passado e me aconselhou a entender o mundo dos computadores", disse Masayoshi em uma entrevista para a Bloomberg.

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Son deixou o Japão aos 16 anos para estudar nos Estados Unidos e conhecer de perto o mercado de software.

Em 1980, se formou em economia pela Universidade da Califórnia, em Berkeley. 

Retornando ao Japão, Masayoshi fundou em 1981, o SoftBank Corp., que se transformou na SoftBank Group Corp, operando como fornecedora de software e posteriormente uma holding de investimentos, especialmente em tecnologia.

Durante a bolha das ponto.com, Masayoshi foi por um breve momento o homem mais rico do mundo. 

No entanto, com o estouro, a maioria de suas apostas fracassaram, fazendo com que ele perdesse US$ 70 bilhões.

Nesse momento, sua reputação foi sustentada quase que exclusivamente do seu investimento no Alibaba Group Holding que começou com US$ 20 milhões em 2000, que décadas depois, vale mais de US$ 100 bilhões.

Depois do fracasso, Masayoshi Son decidiu migrar para o mercado de telecomunicações e assumiu a operação sem fio japonesa da Vodafone.

Grande parte dos analistas achavam que o negócio não tinha mais salvação, no entanto, com um acordo com Steve Jobs, Son conseguiu os direitos exclusivos sobre o primeiro iPhone no Japão.

Com o seu negócio em telecomunicações crescendo, ele decidiu retornar para as startups.

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Son criou o Vision Fund do SoftBank em 2017 para ser o maior investidor em tecnologia do mundo.

O bilionário investiu mais de US$ 140 bilhões em empresas voltadas para o campo digital e negócios inovadores, como Uber e WeWork.

Sua abordagem de investimento é bem pessoal. Son muitas vezes convida os fundadores para irem até Tóquio conversarem pessoalmente.

Ele também tem a tendência de aumentar as avaliações e dar aos fundadores mais dinheiro do que eles pediam, o que lhe rendeu recriminações dos rivais.

O poder financeiro da SoftBank parece estar ligado justamente nas relações de amizades de Masayoshi Son.

Segundo relatos, ele precisou de apenas algumas ligações para ter em mãos o cheque do fundo soberano da Arábia Saudita. 

Foi assim também que conseguiu investimentos como a Apple, Qualcomm, Foxconn e o family office do bilionário Larry Ellison para montar o Vision Fund, principal estratégia de investimentos da empresa hoje.

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Outra queda de Son foi quando ele ignorou as objeções e entregou ao fundador da WeWork, Adam Neumann, bilhões de dólares do SoftBank Group Corp. elevando a avaliação do espaço de escritório de coworking. 

Poucos meses depois, profundas perdas e conflitos de interesse foram  revelados pelos registros de IPO da empresa.

Com o declínio público da WeWork, veio também a perda recorde de US$ 32 bilhões do Vision Fund.

As perdas levaram Son a praticamente suspender a atividade de investimento, cortar  empregos e adoptar uma diligência mais rigorosa. 

Na vida pessoal, Son é casado com Masami Ohno, filha de um médico japonês. Os dois se conheceram enquanto ambos eram estudantes da Universidade da Califórnia e se casaram em 1979.

Pai de duas filhas, a família mora em Tóquio, em uma mansão de três andares avaliada em US$ 50 milhões e que possui um campo de golfe. 

Ele também comprou uma casa perto do Vale do Silício, na Califórnia, que lhe custou US$ 117 milhões. 

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Onde investe Masayoshi Son

A visão de futuro sempre foi os guias das escolhas de investimento de Masayoshi Son.

O bilionário fez centenas de investimentos desde que fundou o SoftBank em 1981. Ele foi um dos primeiros investidores em empresas de internet. Comprou ações do Yahoo! em 1995 e uma participação de US$ 20 milhões na Alibaba em 2000.

Mesmo perdendo bilhões quando a bolha do mercado de tecnologia estourou, ele manteve seus investimentos em tecnologia, como financiador de startups.

Em 2017 estabeleceu o veículo de investimento do Grupo SoftBank , o Vision Fund, para investir em tecnologias emergentes como inteligência artificial (IA), robótica e internet das coisas.

Até o final de 2018, ele tinha no portfólio 38 unicórnios, entre elas duas startups brasileiras, a rede de academias Gympass e o serviço de logística Loggi.

Também investiu em empresas, como Coupang, Didi, Doordash, Fanatics, Grab, Oyo, Paytm, Uber e WeWork.

Recentemente também fez apostas em tecnologias de direção autônoma e software de navegação com inteligência artificial em startups como a Stack AV e a Mapbox.

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