Com o mercado financeiro prevendo que 2022 acabe com uma taxa básica de juros a 11,75% a.a., você pode estar preocupado que esses aumentos afetem suas finanças pessoais.

A taxa básica de juros do país é a Taxa Selic, considerada, pelo Banco Central, o principal instrumento de política monetária para combater a inflação.

A Selic é responsável por influenciar todas as taxas de juros do Brasil, como por exemplo, as taxas de juros dos financiamentos, aplicações financeiras, empréstimos e cartões de crédito.

Considerando isso, é natural que você esteja preocupado em como as próximas altas podem afetar o seu planejamento financeiro e o seu caminho rumo à independência financeira.

Enquanto a taxa básica de juros está abaixo dos dois dígitos, você pode aproveitar para recorrer a algumas medidas para proteger o seu dinheiro.

Então, você está pronto para conhecer 4 maneiras de se proteger da alta das taxas de juros?

Leia até o final e descubra como melhorar suas finanças para enfrentar o período de alta dos juros.

Refinanciamento de Crédito Imobiliário

Após segurar as taxas de juros imobiliário por quase todo 2021, a Caixa Econômica Federal, principal instituição de financiamento habitacional, enfim, determinou a alta do seu crédito imobiliário.

O intervalo da taxa cobrada aumentou da faixa de 7% a 8% ao ano para 8% a 8,99% ao ano, o que torna os pagamentos mensais de financiamento imobiliário mais caros

Para um financiamento de 30 anos de uma casa de R$ 300 mil, a diferença entre 3% e 4%, por exemplo, seria um adicional de R$ 147 por mês.

Considerando que a taxa média para um crédito imobiliário é crescente, você pode querer se comprometer com uma taxa mais baixa agora, antes que ela suba ainda mais.

Já se você tem um financiamento de taxa variável que já está no limite do seu orçamento, você pode refinanciá-lo para amenizar a incerteza das taxas crescentes.

Mas certifique-se de pesquisar os prós e os contras do refinanciamento de um crédito imobiliário antes de decidir.

Refinanciamento de Empréstimo Estudantil

Assim como no crédito imobiliário, estudantes com dívidas de financiamento estudantil têm a opção de refinanciar seu empréstimo a uma taxa fixa agora, antes que as taxas de juros subam

Se você tem um financiamento estudantil e está pensando em refinanciar, você “deveria fazê-lo mais cedo ou mais tarde para tentar aproveitar as taxas atuais.

Esse foi o conselho de Betsy Mayotte, presidente do Instituto de Consultores de Empréstimos para Estudantes nos Estados Unidos, em entrevista à CNBC.

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Quite Sua Dívida de Cartão de Crédito

Um passo essencial para melhorar as finanças pessoais é zerar a dívida do cartão de crédito, já que esse pode ser considerado o pior tipo de dívida.

Para entender o porquê disso, basta observar o patamar de juros cobrados em crédito rotativo, que está no maior patamar desde 2017, segundo o BC.

Os números evidenciam que essa é a linha de crédito mais cara que existe no sistema financeiro nacional atual.

De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, o juro médio do rotativo do cartão de crédito foi de 346,1% ao ano em novembro.

Na prática, isso significa que se alguém deixar uma dívida no cartão de crédito de R$ 1 mil, sem ser quitada por 12 meses, esse valor chega a R$ 4.461.

Só em novembro, os brasileiros tinham R$ 48,5 bilhões em dívidas no rotativo do cartão, registrando o maior valor da história.

Por isso, agora pode ser um bom momento para analisar todas as suas opções de dívidas e ver o que pode fazer mais sentido para você.

Busque no seu orçamento maneiras de se organizar para conseguir pagar pelo menos uma parte de sua dívida de cartão de crédito.

Dessa forma, você poderá amenizar mais um efeito das taxas crescentes de juros.

Melhore o Score de Crédito

Essa é uma dica importante, porque os credores usam sua pontuação do score de crédito para determinar quais taxas de juros você pagará em empréstimos.

A maneira mais fácil de compensar os aumentos da taxa básica de juros é melhorar sua pontuação de crédito. 

Os cartões de crédito também são um bom exemplo de como isso funciona, especialmente porque os bancos podem aumentar suas taxas a qualquer momento, com aviso de antecedência.

O score qualifica a qualidade de pagamento de um devedor, com uma nota que vai de 0 (zero) a 1000 (mil) pontos. 

Quanto mais pontos uma pessoa tem melhor é a sua avaliação, pois representa um menor risco de inadimplência.

Consequentemente, quem tem um score elevado consegue maiores chances de ter linhas de crédito aprovadas.

Os scores possuem três faixas principais:

  • alto risco de inadimplência: 0 a 300 pontos
  • risco médio de inadimplência: 300 a 700 pontos
  • baixo risco de inadimplência: 700 a 1000 pontos

Para manter sua pontuação de crédito alta, concentre-se em pagar dívidas e fazer pagamentos em dia todos os meses.

Você pode encontrar mais dicas sobre como melhorar sua pontuação e entender como funciona o score de crédito.

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Além de saber como se proteger da alta dos juros, também é fundamental saber como melhorar suas finanças pessoais através de investimentos.

Então, para ajudar você no seu caminho rumo à independência financeira, baixe gratuitamente o livro digital "Como Começar a Investir do Zero". 

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