Primeiro do varejo alimentar a divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2021, o Carrefour (CRFB3) registrou um lucro líquido ajustado ao controlador de R$ 766 milhões no quarto trimestre de 2021.

Quer Aumentar a Rentabilidade dos Investimentos? Receba um Aconselhamento Gratuito.

O resultado representa uma queda de 13,5% em relação ao mesmo período de 2020. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,757 bilhão, uma alta de 1,4%.

Dentre as razões para a queda do lucro líquido, a companhia elenca o "impacto do aumento das despesas financeiras (maior nível de endividamento e taxas de juros)".

Em 2021 o lucro líquido ajustado totalizou R$ 2,4 bilhões, queda de 13% em relação a 2020.

Na linha do Ebitda ajustado, a empresa afirma que o resultado se deveu à combinação do bom desempenho das lojas do Atacadão e da continuidade da tendência de recuperação do Banco Carrefour.

"Isso mais do que compensou o desempenho da divisão Varejo, que foi negativamente impactada pelo segmento não alimentar", escreveu a companhia em seu documento de balanço.

Melhores Negócios para Investir Hoje? Veja as 3 Empresas com Maior Potencial de Valorização na Bolsa.

A divisão de varejo melhorou a tendência dos trimestres anteriores, com alta de 1,5% no faturamento do segmento alimentar. No entanto, o segmento não alimentício teve queda de 23%.

Assim, houve queda de 3,4% nas vendas brutas totais do varejo, o que puxou o resultado consolidado da companhia para baixo.

Para o CFO do Grupo Carrefour Brasil, David Murciano, a evolução das vendas do segmento não-alimentar no e-commerce foi "uma decepção".

Melhores Negócios para Investir Hoje? Veja as 3 Empresas com Maior Potencial de Valorização na Bolsa.

"Temos de avançar muito mais. No segmento alimentar temos um crescimento muito grande (146,5% de alta no GMV no quarto trimestre, ante o mesmo período de 2020). O não alimentar tem de acompanhar. Ele é parte do ecossistema e é muito importante porque o cliente quer o todo. É também uma oportunidade de entregar os produtos do banco", avalia.

Ele deixa claro que o grupo não pretende abandonar a categoria e que vê vantagens em continuar com produtos não alimentares tanto no digital como no comércio físico, na proposta dos hipermercados.

Fonte: Estadão Conteúdo.