Lucro da Randon (RAPT4) Sobe 121% e Atinge R$ 122,1 Mi no 2t21
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Lucro da Randon (RAPT4) Sobe 121% e Atinge R$ 122,1 Mi no 2t21

O Grupo Randon (RAPT4) reportou lucro de R$ 122,1 milhões no segundo trimestre, mais do que o dobro quando comparado com o 2t20.

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Atualizado em 10/08/2021

No embalo da demanda vinda do transporte da safra agrícola que, somada a aquisições, levou a empresa ao melhor resultado trimestral de sua história em receita líquida, o grupo Randon (RAPT4) reportou lucro de R$ 122,1 milhões no segundo trimestre, mais do que o dobro (alta de 121%) se comparado ao mesmo período de 2020.

Na mesma base comparativa, a receita líquida também mais do que dobrou, marcando crescimento de 126,6% e a cifra recorde de R$ 2,11 bilhões nos três meses.

Já o resultado operacional medido pelo Ebitda marcou R$ 322,6 milhões: alta de 109,6%.

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O desempenho é atribuído ao crescimento de mercados relacionados ao agronegócio, tendo como complemento os sinais de melhora das exportações.

Responsáveis por 8% da receita líquida total, as aquisições realizadas nos últimos doze meses – Fundituba, CNCS e Automm, além da fabricante de amortecedores Nakata – também tiveram peso no resultado.

O faturamento da Randon está em grande parte associado à produção de veículos comerciais pesados, que são equipados com seus implementos rodoviários (reboques e semirreboques) e usarem peças produzidas pelo grupo.

Menos exposta à crise de componentes eletrônicos que vem paralisando as montadoras de carros, a produção de caminhões no Brasil já bate em 2021 o volume de todo o ano passado.

No recorte do primeiro semestre, a Randon teve, no comparativo interanual, crescimento de 91,7% na receita líquida, que somou R$ 4,03 bilhões de janeiro a junho.

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O Ebitda subiu 157,5%, para R$ 671,9 milhões, ao passo que o lucro líquido somou R$ 256,2 milhões, mais de quatro vezes acima do ganho apurado um ano antes. 

Revisão de guidance 

Com os resultados acima das expectativas nos últimos quatro trimestres e a produção de implementos rodoviários vendida até o fim do ano, o grupo Randon elevou as metas de desempenho (guidances) de 2021.

É a primeira revisão de guidance que a Randon faz em cinco anos. Em 2020, por conta do choque da pandemia, a companhia cancelou as metas para o ano.

A previsão de receita líquida no acumulado até dezembro agora é de R$ 8,5 bilhões, 25% a mais do que o prognóstico anterior.

Para atender a esse crescimento, a Randon terá que investir mais, de modo que os investimentos orgânicos, antes previstos em R$ 250 milhões, subiram para R$ 320 milhões – ou seja, um aumento de 28% no orçamento.

Durante entrevista ao Broadcast, os dirigentes da fabricante de implementos rodoviários e autopeças transmitiram visão positiva sobre o retorno de mercados internacionais, continuidade do consumo forte vindo do agronegócio e demanda por bens de capital puxada pelos juros, embora em alta, ainda abaixo da média histórica do Brasil.

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A confiança parte da perspectiva de avanço da imunização, permitindo a reabertura das economias, mas também se deve ao fato de a Randon ter entre 120 e 150 dias de produção de implementos rodoviários contratada, o que permite à empresa assumir novos compromissos de desempenho com investidores.

“Acreditamos que o mercado pode crescer um pouco mais no exterior”, comenta o presidente-executivo (CEO) das Empresas Randon, Daniel Randon.

A previsão com receitas no mercado externo – seja de exportações a partir do Brasil, seja de receitas geradas em operações internacionais – foi elevada em 4%: de US$ 250 milhões para US$ 260 milhões até o fim do ano.

O grupo, segundo seus diretores, conseguiu atravessar a fase mais aguda da crise de fornecimento de materiais como aço e resinas sem deixar faltar peças em suas linhas.

Isso foi possível graças a planejamento prévio e estoques estratégicos que, embora pesem no capital de giro, garantem o abastecimento. Não dá para fugir, contudo, dos reajustes das matérias-primas.

“A inflação tem sido o grande desafio em 2021. Parte do aumento de custo é repasse e parte é absorvida por novos processos que trazem ganhos de eficiência”, diz Daniel Randon.

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Segundo o diretor financeiro (CFO), Paulo Prignolato, o grupo tem condições de cumprir as metas do ano, mesmo já ocupando 90% da capacidade instalada das fábricas.

A revisão de guidance, conta Prignolato, foi uma surpresa, dado que a empresa já tinha começado 2021 com expectativas positivas.

“Os primeiros meses se mostraram ainda melhores do que tínhamos projetado”, afirma o diretor financeiro.

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Fonte: Estadão Conteúdo.

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