A Engie Brasil (EGIE3) registrou lucro líquido de R$ 639 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta 30,4% em comparação com o mesmo período de 2020.

O resultado foi positivamente influenciado pelo reconhecimento de R$ 372 milhões referentes ao acordo do risco hidrológico nas usinas em que a companhia detém 100% do controle.

No trimestre, o Ebitda aumentou 18,5%, para R$ 1,698 bilhão. Sem os ajustes, o Ebitda ficou em R$ 1,749 bilhão, alta de 22,1%.

A receita operacional líquida da Engie no trimestre avançou 5,6% para R$ 3,4 bilhões, refletindo a combinação de preço médio de venda de energia 11,5% maior neste trimestre em relação ao observado um ano antes, para R$ 217,52 por megawatt-hora (MWh), e uma redução de 13,2% nas receitas decorrentes do segmento de transmissão.

Entre julho e setembro, a dívida líquida da companhia aumentou 26,5% para R$ 14,173 bilhões, enquanto a alavancagem medida pelo índice dívida líquida/Ebitda ajustado ficou em 2,0 vezes.

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A posição de caixa da Engie no trimestre foi de R$ 4,6 bilhões. No período, os investimentos da Engie somaram R$ 881 milhões, enquanto no ano a previsão da empresa é que os aportes cheguem a R$ 3,5 bilhões. 

Operacional 

Afetada pela crise hídrica, a produção bruta de energia elétrica caiu 1,8% no terceiro trimestre, para 5.460 megawatts médios (MWm).

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No parque hidrelétrico da companhia, a baixa foi de 7,5% no período, enquanto no segmento de usinas complementares, houve aumento de 20,1% na produção de energia em relação ao mesmo período do ano passado, devido à entrada em operação comercial integral da eólica Campo Largo 2.

O volume de energia vendida no terceiro trimestre foi de 3.745 MWm, queda de 14,6% em base anual de comparação.

Fonte: Estadão Conteúdo.