3 Lições da Crise do Coronavírus para o Investidor
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3 Lições da Crise do Coronavírus para o Investidor Brasileiro

A crise trouxe lições valiosas para o investidor do que fazer e o que não fazer em períodos turbulentos.

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Atualizado em 21/08/2020

Momentos de crise abrem oportunidades para grandes aprendizados. A atual pandemia de coronavírus trouxe lições importantes para o investidor na forma como investe e diversifica seu portfólio.

A crise do coronavírus pegou o mundo de surpresa. Além de milhares de mortes, a perda de renda e a volatilidade do mercado financeiro são efeitos colaterais importantes.

Momentos assim geram grandes riscos, mas também grandes oportunidades para aqueles que estavam, de alguma forma, “preparados”.

Ao entender o comportamento do investidor brasileiro durante a crise do coronavírus podemos tirar lições valiosas para todos os períodos do mercado.

Atualmente, temas como reserva de emergência, caixa e investimentos de longo prazo se tornaram ainda mais relevantes.

Se por um lado temos uma amostra do amadurecimento do investidor brasileiro em termos de educação financeira com o aumento do interesse por ações, mesmo depois de seguidos circuit breakers.

Por outro, vemos a falta que uma reserva financeira fez para muita gente.

Muitos perderam parte ou integralmente a renda durante a crise. O mais preocupante é que a maioria não tem nenhuma aplicação para resgatar.

De acordo com a terceira edição do Raio-X do Investidor Brasileiro da Anbima:

Em 2019, 62% da população brasileira não economizou, deixando essas pessoas em uma situação vulnerável em tempos de crise como a atual.

Continue a leitura e veja como foi o comportamento do investidor brasileiro durante os meses mais turbulentos da crise e as lições que podemos tirar desses tempos difíceis.

Comportamento do investidor pessoa física durante a crise

Nos meses mais tensos e turbulentos da pandemia de coronavírus, o investidor brasileiro aportou recursos em CDBs, poupança, Tesouro Direto, mas também retirou dinheiro dessas aplicações para aproveitar oportunidades em ações.

Segundo levantamento do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGVcef) em parceria com a Toluna Brasil42% dos consultados resgataram algum de seus investimentos.

Destes, 60% retiraram dinheiro da caderneta de poupança, 15% de fundos de renda fixa e DI, 12% de títulos de renda fixa bancária como CDBs, LCIs e LCAs.

Somente 8% dos consultados venderam suas ações. Diferentemente de outros períodos de baixa do mercado, os aportes em renda variável aumentaram.

Tanto que o investidor brasileiro na Bolsa bateu o recorde esse ano.

Ainda segundo a pesquisa, a parcela de maior renda resgatou suas aplicações em fundos DI e renda fixa para aproveitar oportunidades na Bolsa de Valores quando os preços dos ativos estavam mais baixos.

Para entender o comportamento do investidor brasileiro na pandemia precisamos observar o que mudou no cenário econômico nos últimos anos.

A crise atual é diferente das outras quedas do Ibovespa onde sempre que havia turbulência no mercado de ações o investidor corria para a renda fixa.

Em outras épocas, o CDI pagava dois dígitos de retorno ao ano.

Agora, com a taxa básica juros (Selic) a 2,25% ao ano, a renda fixa não é mais atrativa e o investidor que quiser ter retornos melhores precisa recorrer a renda variável.

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Ações

A crise da Covid-19 mostrou um investidor brasileiro mais maduro.

Apesar das fortes desvalorizações registradas no início do ano, seis circuit breakers e o VIX histórico, o investimento em ações continuou atraindo as pessoas físicas.

Muitos seguiram à risca a dica de comprar na baixa e o número de CPFs cadastrados na B3 aumentou e alcançou a marca de 2,39 milhões no final de abril.

O investidor não só não fugiu da bolsa, como até investiu mais dinheiro em ações.

Fundos de investimento

Nos fundos de investimento houve uma forte fuga dos fundos de investimentos de renda fixa entre março e abril.

Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em apenas quatro meses, teve um resgate líquido de R$ 120 bilhões nos fundos de renda fixa.

Isso se justifica pela taxa Selic em suas mínimas históricas, onde os tradicionais fundos de renda fixa e DI mal cobrem a inflação.

Por outro lado, os fundos de ações atraíram os investidores brasileiros.

Dados da Anbima mostram que os fundos de ações tiveram captação líquida de R$ 9,8 bilhões entre 1º de março e 15 de maio.

Patrimônio de bilionários brasileiros cresceu na crise

De acordo com o relatório “Quem Paga a Conta?” da ONG Oxfam, o patrimônio dos bilionários brasileiros cresceu R$ 177 bilhões (US$ 34 bilhões) na pandemia do novo coronavírus.

Os números apresentados levam em consideração dados de março a junho deste ano e foram baseados em dados da Forbes.

Os cálculos foram feitos pelo ranking que acompanha as fortunas em tempo real da lista anual de bilionários.

O comportamento dos bilionários da América Latina e Caribe também seguiu o registrado no Brasil.

Ao analisar a variação das fortunas de 73 bilionários da América Latina e do Caribe, o patrimônio dos super ricos cresceu US$ 48,2 bilhões.

Esse aumento corresponde a um terço do total de recursos previstos em pacotes econômicos adotados pelos países dessa região.

O levantamento da ONG também mostra que oito novos bilionários surgiram em meio à pandemia nos países da América Latina e do Caribe.

Fica claro que o dinheiro em caixa desses bilionários serviu para que eles pudessem aproveitar as oportunidades do mercado durante a crise para ir às compras e aumentar seu patrimônio.

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Desigualdade escancarada pela crise do coronavírus

Que o Brasil é um país desigual todos já sabemos, mas a crise do coronavírus veio escancarar esse fato.

Embora muitos brasileiros tenham aproveitado a crise para fazer bons investimentos, nem todo dinheiro que saiu da renda fixa foi para ações.

Muita gente se viu obrigada a resgatar as aplicações porque ficou sem renda em meio ao isolamento social.

Mas, infelizmente, a maior parte da população nem sequer tinha uma reserva financeira para recorrer.

Com a crise veio a lição da importância do planejamento financeiro e de se ter uma reserva de emergência.

A terceira edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela ANBIMA ( Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostrou que 62% da população não economizou dinheiro no ano passado.

Essa parcela da população entrou em 2020 sem qualquer reserva financeira para emergências e se viu vulnerável em tempos de crise como a atual.

Lições da pandemia para os investidores

A crise financeira causada pela pandemia da Covid-19 pegou todos de surpresa e trouxe lições importantes de como devemos gerenciar nossas economias para passar por tempos difíceis da melhor forma.

Pela análise dos dados do comportamento dos brasileiros é possível entender por que os impactos da crise são mais sérios para uns do que para outros.

Enquanto uns aproveitaram a crise para comprar ações na baixa e aumentar seu patrimônio, outros nem sequer tinham uma reserva financeira para recorrer.

As 3 principais lições da crise no modo como investimos são:

1. Tenha sempre uma reserva de emergência

Uma reserva de emergência nada mais é do que um montante investido em aplicações seguras e com liquidez diária no qual você pode recorrer em situações de emergência.

Quem tinha uma reserva bem estruturada, enfrentou a crise com mais tranquilidade, mesmo em casos de redução ou perda da renda.

Infelizmente, grande parte da população brasileira não teve esse privilégio de possuir um dinheiro guardado e se viu em uma situação difícil durante o isolamento social.

2. Invista com foco no longo prazo

Investir em ações de boas empresas com foco no longo prazo, certamente você já ouviu isso.

Se você fez o seu dever de casa, diversificou seu portfólio, investiu em ações de empresas sólidas que pagam bons dividendos, certamente ficou mais tranquilo em meio à queda repentina de preços.

Mesmo que o cenário de curto prazo tenha passado por períodos de grande volatilidade, no longo prazo o potencial de retorno se mantém.

3. Não subestime a alocação de ativos

Crises são eventos fora do radar, mas acontecem. Por isso, o investidor precisa estar preparado.

Através de uma boa alocação de ativos é possível acomodar as fortes oscilações de determinados investimentos em renda variável e minimizar uma eventual perda.

Investidores que possuem um hedge de carteira, podem até ganhar dinheiro na crise.

Os principais ativos para proteger sua carteira das oscilações do mercado são: dólar e ouro.

A diversificação com ativos de baixa correlação também é importante. Assim, se um setor é mais afetado, outro pode balancear essa oscilação.

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Conclusão

As crises proporcionam um momento de reflexão sobre como o dinheiro está sendo gasto e uma oportunidade de ampliar a educação financeira.

Aqueles investidores que seguiram um dos mantras do planejamento financeiro, que é a importância de se ter uma reserva de emergência pôde contar com o dinheiro guardado nos períodos de turbulência.

Por exemplo, para socorrer em casos como perda do emprego ou da redução da renda a que muitos brasileiros foram submetidos nesse período.

O momento incerto também serviu para reafirmar a importância da diversificação do portfólio para aproveitar ao máximo o que as diferentes categorias podem oferecer. 

Assim como a visão de longo prazo e uma parcela destinada ao caixa para aproveitar as oportunidades de comprar ações abaixo do seu valor intrínseco.

Outra lição importante da crise é que todo investimento, independente do momento do mercado, deve obedecer ao perfil do investidor e aos seus objetivos.

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