Lee Kun-hee ajudou a transformar a pequena empresa de seu pai, que começou vendendo peixes e frutas, em uma potência global com dezenas de afiliadas que vão desde eletrônicos e seguros até construção naval.

Carteira Recomendada? Faça um Diagnóstico Online e Receba uma Carteira Gratuita.

Desde que Lee se tornou presidente da Samsung, em 1987, a empresa se tornou a maior fabricante mundial de smartphones, chips de memória e eletrodomésticos. 

Mas sua história de sucesso está marcada por polêmicas e acusações de sonegação fiscal.

Após sofrer um ataque cardíaco, Lee Kun-hee passou seis anos em coma até sua morte em 2020, aos 78 anos.

Na época, ele era a pessoa mais rica da Coreia do Sul, segundo a revista Forbes, com um patrimônio de US$ 21 bilhões.

Conheça mais da trajetória do falecido presidente da Samsung.

Quem foi Lee Kun-hee

Lee Kun-hee (1942 – 2020) foi um empresário sul-coreano que atuou como presidente do Grupo Samsung de 1987 a 2008 e novamente a partir de 2010 até se afastar, em 2014, decorrente de problemas de saúde.

Vida e carreira

Lee Kun-hee nasceu em 9 de janeiro de 1942 em Daegu, na Coreia do Sul. Ele era o terceiro filho de Lee Byung-chul, que fundou a Samsung em 1938. 

No início, a empresa era basicamente comercial, com vendas de peixes e frutas. Nas três décadas seguintes, o grupo se diversificou em áreas como processamento de alimentos, têxteis e seguros. A entrada da Samsung na indústria eletrônica aconteceu apenas no final da década de 1960.

Lee formou-se em economia pela Universidade Waseda , uma universidade privada em Tóquio , no Japão e fez mestrado em administração pela George Washington University em Washington, DC . 

Em 1968, Lee Kun-hee entrou nos negócios da família e virou o presidente da empresa em 1987, duas semanas após a morte de seu pai.

Carteira Recomendada? Faça um Diagnóstico Online e Receba uma Carteira Gratuita.

Na década de 90, a Samsung era vista pelos consumidores de eletrônicos como uma marca de produtos baratos e de pouca qualidade, mas Lee estava disposto a mudar isso.

Como parte da transformação radical da empresa ele disse sua famosa frase: "Mude tudo, exceto sua esposa e filhos". 

Anos depois, a Samsung Electronics passou de fabricante de TV de segunda linha à maior empresa de tecnologia do mundo em receita, ultrapassando marcas como Sony, Sharp e Panasonic em chips, TVs e monitores.

A empresa também desbancou a supremacia da Nokia nos aparelhos celulares e depois a Apple em smartphones.

Durante sua trajetória na Samsung, Lee foi condenado duas vezes pela Justiça local. 

Primeiro em 1996 e posteriormente em 2008, por acusações de corrupção e evasão fiscal, mas foi perdoado em ambas as instâncias.

A indiciação levou Lee a renunciar de seu cargo de CEO na Samsung em 2008. Ele voltaria ao cargo em 2010, mas se afastou novamente em 2014, após um ataque cardíaco que o deixou em coma.

Ainda em 2010, um livro chamado Think Samsung, escrito pelo ex-chefe jurídico da empresa, Kim Yong-chul, causou grande impacto ao revelar supostos detalhes da corrupção pessoal de Lee.

O autor alega que ele roubou até 10 trilhões de won de subsidiárias da Samsung, destruiu evidências e subornou funcionários do governo para garantir a transferência tranquila de poder para seu filho. 

O livro dividiu a população da Coreia, conforme revela artigo do The Verge.

Carteira Recomendada? Faça um Diagnóstico Online e Receba uma Carteira Gratuita.

Em maio de 2014, Lee foi hospitalizado em Seul após sofrer um ataque cardíaco e entrou em coma, no qual permaneceu até sua morte em 25 de outubro de 2020, aos 78 anos.

Com o afastamento, seu filho, Lee Jae-yong, tornou-se o líder do grupo Samsung. 

A morte de Lee desencadeou a maior lei de imposto sobre herança da história, de 12 trilhões de won, obrigando sua família a se desfazer de algumas ações para pagar.

Lee Kun-hee era casado com Hong Ra-hee e teve quatro filhos, o filho mais velho Lee Jae-yong (nascido em 1968), e as três filhas, Lee Boo-jin (nascido em 1970), Lee Seo-hyun (nascido em 1973) e Lee Yoon-hyung (1979–2005) que morreu por suicídio.

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.