O Banco Central do Brasil confirmou que irá subir mais os juros na próxima reunião do Copom de junho.

O colegiado afirmou que a próxima alta da taxa Selic será de menor magnitude, restando saber se haverá um aumento de 0,5 p.p. (para 13,25% a.a) ou de 0,75 p.p. (para 13,50% a.a).

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Ou mesmo se teremos mais dois aumentos de 0,5 p.p..

Não está claro ainda se o ciclo de alta dos juros será interrompido já na próxima reunião.

Alguns fatores de risco pesam na leitura do Banco Central, como cadeias de produção menos globalizadas e mais regionalizadas.

O aumento de juros nas economias avançadas também é visto como um risco, já que não somos uma ilha.

Um nível de juros global maior pode acabar pressionando nossos juros para cima.

Se os juros lá fora subirem mais do que o consenso espera, poderemos ver um aperto monetário mais duradouro em terras tupiniquins.

Além de tudo, não vemos somente inflação oriundas de choques de custos, mas também um aumento na inflação de serviços.

De toda forma, o BCB deixa claro que não quer antecipar aumentos mais intensos, haja vista que os efeitos aumentos recentes ainda não são conhecidos. 

As medidas de política monetária levam de 6 meses a 1 ano para ter impacto, então acelerar um processo de alta dos juros agora poderia gerar uma desaceleração além da necessária ou até uma recessão.

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Mas quais os riscos que se impõem à frente para o investidor?

Na prática, sabemos que a bolsa brasileira está (bem) barata.

Isso pode não ser novidade. Mas afinal, quando ela vai começar a subir?

É aí que as incertezas chegam.

Para a bolsa de valores subir, precisamos de um gatilho.

E esse gatilho é um só:

a queda dos juros.

E quando a taxa Selic pode cair?

Bom, é aí que a porca torce o rabo. 

Isso só ocorre quando o BC conseguir ancorar expectativas de inflação mais baixa para os próximos anos, e isso depende um pouco de sorte (melhora no quadro global em termos de cadeia de produção) e um pouco de esforço interno (melhora no ambiente fiscal).

Nesse meio tempo, algumas coisas precisam ser ditas sobre seus investimentos...

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O que Fazer com as Ações com a Alta da Selic

1 - a bolsa está barata na média, mas há coisas MUITO caras ainda e outras inacreditavelmente baratas no meio disso.

Tome cuidado com os recentes IPOs e empresas que carregavam múltiplos muito esticados.

É só ver o que ocorre com as ações americanas no atual momento.

2 - a alta estrutural da bolsa de valores irá ocorrer quando os juros baixarem, mas aquela primeira pernada de alta do início de um bull-market geralmente vem sem avisar e vem forte.

Não espere o cenário ficar claro, se posicione.

3 - o juro brasileiro está alto.

Ter reserva de emergência e caixa é bom, mas não tenha demais.

Ficar preso na renda fixa pode fazer com que você perca a oportunidade de ganhar muito mais na bolsa brasileira.

4 - já começou um bear market lá fora.

Pouca coisa vai aguentar. A assimetria é negativa.

Simultaneamente, o mundo das criptomoedas ainda não havia passado por um momento de alta de juros globais.

Seja muito seletivo com esses ativos.

5 - até no Brasil veremos resultados ruins nas próximas temporadas de divulgação de resultados. Mesmo aqui onde estamos baratos na média, compre aquilo que segue bom e está, ainda assim, muito barato.