João Paulo Pacifico é o único multimilionário brasileiro que integra o manifesto global Orgulho de Pagar Mais, junto com outros 250 super ricos, que pedem para que sejam mais tributados pelos governos. 

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O ativista, de 46 anos, ficou conhecido pelo Grupo Gaia, onde criou fundos de investimento em moradias sociais e cooperativas do Movimento Sem Terra, o MST.

Em entrevista ao jornal El País, Pacifico, diz que os impostos são uma das formas de se obter justiça social. 

"Sempre fui muito crítico com relação à concentração de riqueza. Para mim, aquele que acumula muito é, via de regra, um imbecil. Não previ as repercussões de assinar a carta. É muito óbvio para mim que tenho que pagar mais imposto", afirmou.

Como parte de seus valores pessoais, João Pacifico vendeu a parte tradicional do negócio que fundou e doou grande parte do dinheiro da negociação para uma ONG em uma ação semelhante à do fundador da Patagonia

Com anos de mercado financeiro, ele diz ter construído um patrimônio suficiente para dar um padrão de vida confortável para sua família, mas não se sente da mesma forma em revelar quanto possui.

Conheça o que se sabe da trajetória do multimilionário brasileiro que deixou de ser um típico executivo do mercado financeiro para ser um ‘CEO ativista’.

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Quem é João Paulo Pacifico

João Paulo Pacifico é um empresário, escritor e ativista brasileiro, CEO do Grupo Gaia e membro do Conselho Fiscal do Greenpeace Brasil.

Vida e carreira

João Paulo Pacifico nasceu em 27 de outubro de 1978, segundo dados do Wikipedia.

Formado em Engenharia, ele disse que teve os privilégios de uma pessoa de classe média no Brasil e estudou em escola e universidade particulares.

Logo no início da carreira, Pacífico partiu para trabalhar no mercado financeiro. Ele foi diretor de uma subsidiária de um banco de investimentos e trabalhou para o agronegócio.

Em entrevista, ele conta que quando começou no ramo dos investimentos "estava completamente dentro do sistema". Ele diz que começou a mudar de opinião quando viu "a falta de humanidade".

Para se parecer menos com os "membros desse grupo", que ele elenca como homem branco, heterossexual, deixou o cabelo crescer.

Essas e outras decepções no mercado o fizeram fundar sua própria empresa, da sua própria maneira.

A oportunidade que viu foi no ramo de securitização. Com uma sócia, ele comprou uma empresa já regularizada pela Comissão de Valores Mobiliários, mas ainda em fase pré-operacional, a Gaia  Securitizadora, renomeada para GaiaSec, informou reportagem da Veja SP.

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Em 2009 começava a jornada de João Paulo Pacifico com a Gaia. Depois da securitizadora imobiliária, foi aberta a GaiaServ, empresa de gestão de créditos e vários outros braços do grupo, como Gaia Esportes e Gaia Agro.

Em 2014, o grupo criou a Gaia+, uma ONG que incentiva a educação com compaixão entre professores, como descreve o site oficial.

Em 2017, a Gaia realizou seu primeiro investimento de impacto ao financiar a reforma de casas na favela.

Depois, os financiamentos foram expandindo, até que chegou nas cooperativas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), as levando  para o mercado financeiro por meio de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA ) emitido pelo grupo, conforme informações de de Estadão Conteúdo.

A Gaia ascendeu no mercado financeiro chegando a ter um faturamento de mais de R$ 20 bilhões sob gestão quando foi dividida em duas partes: empresas de investimentos de impacto (Gaia Impacto), e a outra de investimentos tradicionais (Planeta).

Em 2022, Pacifico resolveu vender a parte tradicional do negócio, a Planeta.

A empresa seguiu existindo, mas os sócios deixaram seus cargos e permaneceram na companhia como funcionários “normais”, diz a reportagem do Metropoles

Os recursos da venda e as ações da Gaia foram doados para a ONG criada com objetivo de fazer investimentos de impacto, informa o site da empresa.

O movimento feito pelo brasileiro foi semelhante ao do americano Yvon Chouinard que foi destaque na imprensa mundial após doar sua empresa de moda esportiva, a Patagonia, a um fundo de financiamento de ONGs de defesa ambiental. 

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Pacífico reteve a marca Gaia ficando apenas com o braço de impacto social do grupo e passou a se dedicar exclusivamente à estruturar operações de crédito para negócios com impacto social e ambiental, como emissões para financiar a agricultura familiar e orgânica do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ou projetos de moradia popular.

De forma simplificada, Pacífico criou uma operação que capta dinheiro para cooperativas do MST. "As pessoas compraram a partir da B3 títulos para emprestar dinheiro ao MST [e ter rentabilidade com o investimento]", explica Pacífico em entrevista ao Ecoa.

Ativista, Pacifico é um dos integrantes do movimento Proud to Pay More (Orgulho de pagar mais, em português) que entregaram a carta aos líderes do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 2024.

Entre os multimilionários de 17 países estão nomes como Abigail Disney, herdeira do império da Disney, o ator e roteirista Simon Pegg, o músico e compositor Brian Eno e o ator Brian Cox, da série Succession.

João Pacífico é autor dos livros “Onda Azul” e “Seja Líder Como o Mundo Precisa”.

Pai de duas filhas, ele chegou a dizer que não quer deixar a Gaia como herança para que elas tenham total liberdade de escolher o que querem fazer na vida, relatou a Capital Reset.

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