No 2T23, o cenário dos dividendos globais alcançou um novo recorde ao totalizar um impressionante montante de US$ 568,1 bilhões, conforme apontado pela análise da gestora Janus Henderson.

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Em um período marcado por desafios, a estabilidade e o crescimento emergiram como pilares sólidos, com 88% das empresas em escala global optando por elevar ou manter estáveis seus dividendos.

Dentre os fatores impulsionadores desse panorama, os bancos surgiram como elementos-chave, contribuindo com metade do crescimento mundial dos dividendos durante o segundo trimestre.

O Brasil também desempenhou um papel notável, adicionando um significativo valor de US$ 4,3 bilhões ao montante global de dividendos distribuídos ao longo do 2T23.

Contudo, é fundamental observar um declínio subjacente de 53%, diretamente relacionado à redução dos dividendos pela Petrobras.

Além disso, destaca-se a saída da petroleira do ranking das maiores pagadoras de dividendos do mundo.

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Fique conosco até o final para descobrir quem se destacou como a maior pagadora de dividendos do mundo durante o 2T23.

Bancos na Vanguarda dos Dividendos

Os bancos assumiram um papel fundamental no aumento global dos dividendos durante o segundo trimestre, com um notável crescimento de 19,7% em relação ao ano anterior, atingindo um recorde de US$ 85,3 bilhões.

A contribuição dos bancos para esse aumento dos dividendos, representando a metade desse avanço, não apenas é evidente ao longo do trimestre, mas também deve permanecer ao longo do ano.

Segundo o relatório, essa tendência é especialmente marcante nos bancos europeus, que contribuíram com um quarto do aumento global subjacente de US$ 13,6 bilhões nos dividendos bancários.

Um destaque notável é o HSBC (H1SB34) do Reino Unido, que reintroduziu seus pagamentos trimestrais pela primeira vez desde antes da pandemia.

O banco registrou o maior aumento, assumindo um papel potencialmente central no impulso do crescimento global dos dividendos em 2023.

Seu desempenho sugere até a possibilidade de ingressar no grupo dos 15 maiores pagadores globais, algo que não ocorria desde 2019.

O relatório também ressalta que as taxas de juros mais elevadas estão desempenhando um papel importante no aumento significativo da rentabilidade no setor bancário, que agora também concluiu o processo de normalização dos calendários de pagamentos após o período de pandemia.

Maiores Pagadoras de Dividendos do Mundo

Veja a seguir quais empresas lideraram o ranking das maiores distribuidoras de dividendos a nível global durante o 2T23:

PosiçãoEmpresa
Nestlé SA
HSBC Holdings plc
Mercedes-Benz Group
China Mobile Limited
Bayerische Motoren Werke, BMW
BNP Paribas
Microsoft
Allianz
Sanofi
10ºAxa

A Nestlé, gigante suíça da indústria alimentícia, conquistou o topo da lista como a maior distribuidora de dividendos global, seguida de perto pelo banco britânico HSBC e pela montadora alemã Mercedes-Benz.

Os números revelam que as 10 maiores pagadoras de dividendos no cenário mundial somaram impressionantes US$ 57,5 bilhões em pagamentos aos acionistas.

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Corte de Dividendos da Petrobras

A Petrobras (PETR4) efetuou o corte de dividendos mais significativo globalmente durante o período de abril a junho de 2023.

Nesse intervalo, a petroleira distribuiu proventos no valor de US$ 3,4 bilhões, o que representa uma redução de US$ 6,3 bilhões na remuneração dos investidores.

Em continuidade ao cenário testemunhado no primeiro trimestre deste ano, novamente nenhuma empresa brasileira conquistou um lugar entre as 20 maiores distribuidoras de dividendos do mundo.

Olhando para os números subjacentes (aqueles que desconsideram efeitos de dividendos extraordinários, flutuações na taxa de câmbio e outros fatores técnicos), as empresas brasileiras experimentaram uma queda acentuada de 53% nas distribuições.

Adicionalmente, os dividendos extraordinários das companhias locais sofreram uma redução de 3,1% durante o segundo trimestre.

Desempenho por Região

O segundo trimestre revela características marcantes nos pagamentos de dividendos por região, como indicado no relatório da gestora Janus Henderson.

Na Europa, esse período marca o ápice da temporada sazonal para dividendos, uma vez que a maioria das empresas da região realiza um único pagamento anual.

Nos Estados Unidos, o crescimento dos dividendos continuou desacelerando, com um modesto aumento de 2,6% em termos anuais, ou 4,6% considerando fatores especiais e únicos.

Enquanto isso, a Europa (exceto o Reino Unido) atingiu um recorde de US$ 184,5 bilhões em pagamentos totais, com bancos e fabricantes de veículos liderando o crescimento.

O mercado de ações de Paris também desempenhou um papel importante, com empresas francesas elevando seus dividendos para um recorde de US$ 53,9 bilhões no segundo trimestre.

Na Ásia-Pacífico, a divergência foi notável, com força em Cingapura e Austrália, mas fraqueza em outras partes da região.

É relevante mencionar que nos mercados emergentes, os bancos elevaram seus pagamentos em 50% em relação ao ano anterior.

Contudo, esse impacto positivo foi compensado por dividendos no setor petrolífero substancialmente mais baixos, principalmente no Brasil e na Colômbia.

A seguir, confira a distribuição dos dividendos globais por região:

Gráfico dos Dividendos por Região
Gráfico dos dividendos por região: Fonte: Janus Henderson

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Novos Recordes nos Dividendos Globais em 2023?

Ben Lofthouse, head de renda variável global na Janus Henderson, destacou o notável crescimento dos dividendos no segundo trimestre.

Mesmo diante das complexidades decorrentes da situação na Ucrânia e suas reverberações na economia europeia, foram as empresas que desempenharam um papel essencial no impulsionamento do cenário global de crescimento durante o período.

No entanto, Lofthouse, ao dialogar com empresas em diferentes partes do mundo, sublinha a cautela diante das perspectivas futuras.

A prudência é evidente na manutenção da previsão de dividendos para o ano em US$ 1,64 trilhão, representando um aumento de 5,2% em escala global em relação a 2022, com um crescimento subjacente de 5,0%.

Nesse contexto, revelei qual a maior pagadora de dividendos da bolsa de valores, projetando sua capacidade de manter sua distribuição substancial ao longo de 2023.

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