Com números sólidos que envolvem grande engajamento, os eventos esportivos acabam chamando mais a atenção do público e das empresas.

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Esse movimento vem se ampliando desde a década de 2000 quando aumentou o número de empresas que investiram em equipes e atletas.

Enquanto isso, investimentos em cultura diminuem consideravelmente.

Em 2019, por exemplo, a Petrobras cortou o patrocínio de 13 projetos culturais que incluíam apresentações musicais, festivais de cinema (como o Festival do Rio, Brasília e Vitória) e outros.

O que faz uma empresa investir em um ou outro nicho é o retorno que ele traz, e os esportes continuam sendo os que mais atraem fãs.

Em 2012, por exemplo, o sucesso da Copa do Mundo de Futebol e das Olimpíadas aumentou em torno de 51% o número de empresas interessadas.

Leve-se em consideração também o fato de que torcedores buscam adquirir os produtos de sua equipe favorita, fazendo com que marcas queiram se associar ao esporte.

Diferentes investimentos nos esportes da mente

O jogador de poker João Simão
O jogador de poker João Simão. Imagem: reprodução.

As parcerias se estendem aos esportes da mente, como o poker.

Muito em alta em sua modalidade online, o poker vem alcançando números impressionantes em todo o mundo.

Com isso cresce também o interesse de grandes maras que investem tanto em circuitos ao vivo quanto em jogadores que se destacam.

O mineiro João Simão, por exemplo, foi convidado a fazer parte da equipe Partypoker, atuando como embaixador da plataforma online.

Simão representa a empresa nos eventos ao vivo e online.

A parceria vem dando certo, já que enquanto divulgava a marca, Simão já conquistou, dentre tantos outros prêmios, mais de 9 títulos no Powerfest, uma das principais séries de torneios online.

Porém, a mesma sorte não tem os jogadores de outro jogo da mente: o xadrez.

Mesmo que tenha despertado interesse após o surgimento da série da Netflix sobre xadrez (O Gambito da Rainha), a vida desses jogadores continua sendo um maior desafio que a partida em si.

Por não ser tão popular quanto outros esportes, a quantidade de seguidores também segue a mesma tendência, o que não é interessante para o mercado.

Some-se a isso a questão de que poucos enxadristas aparecem na mídia e que os torneios são pouco divulgados.

Porém, assim como no poker, o fator destaque ainda é um diferencial que pode diminuir a distância na hora de conseguir um bom patrocínio.

O enxadrista Rafael Leitão, por exemplo, teve o patrocínio do Grupo Schahin durante um bom tempo, mas somente depois de conseguir várias vitórias em torneios e o título de Grande Mestre.

Atualmente, ele ensina seus conhecimentos através de cursos onde tenta incentivar outros jogadores enquanto patrocínios não vêm.

Futebol continua como um dos principais focos

Liverpool tem como patrocinador master o banco Standard Chartered
Liverpool tem como patrocinador master o banco Standard Chartered. Imagem: Reprodução.

Empresas buscam aquelas equipes que estão tendo maior destaque.

E o futebol é um dos que recebem maiores investimentos, já que seus números impressionam não somente dentro de campo, mas também fora já que a atenção midiática ultrapassa os gramados.

Podemos citar como exemplo o Barcelona, eleito melhor time da década, possui contratos milionários com as empresas Rakuten, Nike e a Cupra.

Os contratos são assinados por temporadas e podem custar cerca de 105 milhões de euros, no caso da Nike.

O time tem contrato firmado com a Nike até 2026 e o que entra em jogo antes da renegociação são os resultados, já que lucros irão ditar se a parceria continua benéfica para ambas as partes.

Tais acordos são fundamentais para manter nomes como Lionel Messi e Gerard Piqué.

Os atletas, por sua vez, também são procurados para contratos milionários.

O argentino Lionel Messi, por exemplo, tem seu rosto estampado em campanhas publicitárias de perfumes, tênis e chegou até mesmo a ser tema de um espetáculo do Cirque de Soleil.

Não é por acaso que seu nome chama a atenção também fora dos campos.

Tomemos por exemplo seu Instagram de Messi:

ele possui mais de 193 milhões de seguidores e sua postagem mais recente quando fizemos esta matéria conta com cerca de 4,3 milhões de curtidas e 45,4 mil comentários.

Trata-se de uma postagem patrocinada pela Adidas, que com certeza está feliz com o engajamento obtido.

Já em termos de Brasil, esses números são menos expressivos.

Este ano 14 clubes grandes conseguiram manter ou renovar contratos com parceiros.

O Flamengo fechou um acordo com o BRB (banco digital), que passou a ser seu patrocinador master enquanto o São Paulo anunciou em seu site oficial, que conseguiu renovar contratos com seus patrocinadores.

Não há como ignorar as tendências e o que está em evidência quando se pensa em mercado.

Conseguir um grande patrocínio é uma tarefa bastante complicada, sobretudo quando disso depende a execução do trabalho e a imagem.

O setor de entretenimento, nisto incluídos a cultura e os esportes, são os que mais dependem deles para um melhor desenvolvimento do trabalho. Porém, quando tem que escolher entre um ou outro, as empresas ainda buscam os lucros obtidos em partidas esportivas.