Investimentos Isentos de Imposto de Renda
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Investimentos Isentos de Imposto de Renda

Veja as alternativas na renda fixa e na renda variável de investimentos sem IR.

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Atualizado em 25/01/2021

Nos investimentos isentos de imposto de renda você vê seu dinheiro render e gerar lucros sem precisar pagar impostos.

As aplicações sem imposto se tornaram vantajosas para quem quer diversificar os investimentos e busca por segurança e rentabilidade, já que o peso dos impostos pode influenciar no valor final.

Principalmente nesse momento de juros baixos, com a Taxa Selic em suas mínimas históricas, cada centavo conta para não prejudicar ainda mais a rentabilidade da renda fixa.

Mas não é só na renda fixa, na renda variável alguns investimentos também são isentos de imposto.

Os investimentos sem imposto de renda estão ao alcance de todos os perfis. São diversas modalidades isentas de tributação.

Portanto, você não precisa ficar na poupança para deixar de pagar imposto e investir dinheiro de forma segura. Existem aplicações bem mais rentáveis que também são isentas de IR.

Por isso, vamos apresentar os melhores investimentos que não pagam imposto de renda, suas vantagens e desvantagens para você decidir qual investir.

O que são investimentos sem IR?

Investimentos isentos de imposto de renda são aqueles em que não é cobrado imposto sobre os rendimentos.

Dessa forma, acabam sendo positivos justamente por não haver desconto e a possibilidade de aumento dos ganhos.

Em geral, esse tipo de benefício de isenção de impostos visa estimular o aporte de recursos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país.

Setores como infraestrutura e agronegócio, por exemplo, possuem aplicações específicas onde o imposto não é cobrado.

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Investimentos Sem Imposto de Renda

Veja as principais alternativas de investimentos isentos de Imposto de Renda que estão à disposição de qualquer investidor.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário)

A LCI é um investimento de renda fixa lastreada em créditos do setor imobiliário.

O título é emitido por bancos para arrecadar recursos que serão oferecidos exclusivamente para o setor imobiliário.

A LCI funciona como um empréstimo de dinheiro para o banco, que então o repassa a seus clientes para conseguir lucros.

Em troca, o banco devolve o seu dinheiro corrigido por uma taxa de juros.

A rentabilidade pode ser pré fixada, pós-fixada ou mista e existe um prazo mínimo para resgate.

Além de ser isenta de Imposto de Renda, a LCI possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira.

LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

A LCA é um investimento muito parecido com a LCI.

A única diferença é que, em vez do banco utilizar o recurso captado no segmento imobiliário, ele usa para financiar o agronegócio.

Já para o investidor, não há grande diferença entre as duas opções.

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários)

O CRI é um título de crédito privado emitido por securitizadoras para captar recursos para financiar transações do mercado imobiliário.

Ao final do contrato, o investidor recebe o valor inicial mais a remuneração acordada que pode ser indexada ao CDI, índices de inflação (IPCA, IGP-M) ou ser prefixada.

O rendimento tende a ser superior aos investimentos comuns de renda fixa.

Ele também é um investimento mais arriscado, pois não possui a garantia do FGC.

Por isso, deve-se ficar atento à segurança e à saúde financeira das instituições na qual você está investindo.

CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)

O CRA funciona de modo semelhante ao CRI, com a diferença que os recursos captados são destinados para o financiamento do agronegócio.

Tanto CRAs e CRIs possuem um prazo de vencimento longo e liquidez baixa. Por isso, esteja preparado para deixar esse dinheiro na aplicação até o prazo de vencimento.

Debêntures Incentivadas

As debêntures são títulos de dívida de empresas que buscam a captação de recursos para o seu caixa. 

Existem três tipos de debêntures: as simples, as conversíveis e as incentivadas. Cada qual com suas características.

As debêntures incentivadas são as que possuem a isenção de Imposto de Renda e IOF para pessoa física.

Esse “incentivo” acontece porque elas são emitidas para financiar projetos de infraestrutura, como, por exemplo, construções, transporte, setor de energia, etc.

Como investimento isento de imposto de renda também podemos citar os fundos de debêntures incentivadas.

Esses fundos investem somente em debêntures incentivadas e, como elas, também ficam livres dos encargos. Porém, fique atento às outras taxas praticadas pelos fundos de investimento para não comprometer a rentabilidade.

Fundos imobiliários

Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) são fundos compostos por investimentos do setor imobiliário, tais como, lajes corporativas, hospitais, shopping centers, prédios comerciais, residenciais, etc.

Os fundos imobiliários geram dividendos mensais, uma espécie de pagamento do dos imóveis sob gestão do fundo. Essa quantia é isenta de imposto de renda para pessoa física.

Vale lembrar que essa isenção é válida para os dividendos dos fundos imobiliários.

Quando você vende sua cota pode haver obrigação de recolhimento de tributo se a venda gerar ganho.

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Dividendos de ações

Quando você compra uma ação, se torna sócio da empresa e passa a ter direito a receber parte do lucro do negócio.

No Brasil, as empresas com ações em Bolsa de Valores devem, obrigatoriamente, distribuir no mínimo 25% do lucro na forma de dividendos.

Algumas empresas oferecem até mais como forma de atrair mais investidores.

Os dividendos distribuídos não possuem a incidência de imposto de renda.

Venda de ações até R$ 20 mil

Negociações de até R$ 20 mil por mês em ações são isentas de imposto de renda. 

Porém, essa isenção só é válida para lucros de operações normais, ou seja, quando a compra e a venda do ativo ocorrem em datas diferentes.

A isenção não é válida para operações day trade.

Para quem negociar mais de R$ 20 mil no mês ou realizar compra e venda no mesmo dia, será devido imposto de renda sobre o ganho de capital das negociações.

Este deve ser pago por meio de DARF (documento de arrecadação das receitas), que o próprio investidor emite pelo site da Receita.

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Poupança

A tradicional poupança também não sofre cobrança de Imposto de Renda, mas isso não significa que você deve correr para colocar seu dinheiro na caderneta.

Mesmo sem cobrança de IR, a poupança tem uma rentabilidade muito baixa, que tem tido dificuldade de até mesmo repor a inflação.

No último ano, a poupança perdeu para a inflação acumulada no mesmo período.

Assim, mesmo não tendo tributação sobre os lucros, seu rendimento é menor do que aplicações financeiras em que há a cobrança de IR.

Declaração dos Investimentos no Imposto de Renda

Mesmo isentos do pagamento de imposto de renda, todos os investimentos acima também devem ser declarados pelos contribuintes que entram na regra de obrigatoriedade de declaração.

Ou seja, mesmo que você não tenha que pagar imposto elas devem ser incluídas na declaração de imposto de renda de pessoa física (IRPF), caso declare.

O objetivo é informar a Receita Federal sobre suas movimentações.

Esses investimentos entram nas fichas de ‘Bens e Direitos’ e na ficha de ‘Rendimentos isentos e não tributados’.

Para saber mais sobre as declarações de IR, veja nosso artigo Como Declarar Imposto de Renda Sobre Investimentos Sem Erro.

Vantagens e desvantagens de investimentos sem Imposto de Renda

Se por um lado os investimentos sem Imposto de Renda se tornam mais atrativos pelo fato de não ter uma parcela do rendimento descontada.

Por outro, o não pagamento de impostos pode acabar escondendo desvantagens na rentabilidade.

A principal vantagem de se aplicar em investimentos isentos de Imposto de Renda é o fato de não ser obrigado a pagar uma fatia dos seus rendimentos.

Dessa forma, o rendimento da aplicação é líquido.

Porém, nem sempre economizar em IR significa maior rendimento.

Não raro um investimento com incidência de o imposto ter uma rentabilidade superior a outro que é isento.

Um exemplo disso é a poupança.

Apesar de não ter a incidência de imposto, possui um rendimento muito baixo que pode ser facilmente ultrapassado por um CDB que possui desconto de IR, por exemplo.

Se você está em dúvida entre investimento com ou sem IR, a resposta vai depender do tipo de investimento, do seu perfil de investidor e dos objetivos para a aplicação.

Existem diferentes investimentos isentos de imposto, desde os mais conservadores com garantia do FGC, até os que possuem um risco considerável como as ações e os fundos imobiliários.

Outro fator a se considerar é o seu perfil de investidor.

Alguns investimentos que possuem isenção de IR como, LCI e LCA, são títulos de renda fixa. Por isso acabam sendo mais indicados para perfis conservadores.

Para o perfil de moderado a agressivo, talvez esses investimentos isentos não sejam a melhor alternativa.

Para estes, o investimento em ações na bolsa de valores, que tem o limite de isenção mensal de R$ 20 mil, pode compensar.

Descubra o quanto de risco está disposto a correr fazendo o teste de perfil online.

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Investimentos isentos de imposto de renda valem a pena?

Estamos acostumados com uma enxurrada de impostos e taxas que acabam corroendo o nosso dinheiro.

Por isso, a possibilidade de não ter parte do rendimento descontado atrai muitos investidores a procurarem por investimentos isentos de Imposto de Renda.

Investir sem IR é uma alternativa para buscar uma rentabilidade real maior e também aproveitar para diversificar a carteira.

Porém, a isenção de impostos não deve ser o único fator a ser analisado na hora de escolher os melhores investimentos.

Diversifique seus investimentos alocando o dinheiro em ativos que estejam de acordo com seu perfil e objetivos.

Em alguns casos, o pagamento de IR pode compensar, como na sua reserva de emergência, por exemplo, onde precisa de uma alternativa com liquidez diária e baixo risco.

Já em outros, o melhor é não pagar e aproveitar ao máximo a rentabilidade, como no caso das ações.

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