Indicador Aponta Queda de 31,8% nas Vendas do Varejo em Abril
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Indicador Aponta Queda de 31,8% nas Vendas do Varejo em Abril

Segundo o Indicador de Atividade do Comércio, com isolamento social, varejo enfrentou a queda mais intensa nas vendas em 20 anos.

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Atualizado em 02/06/2020
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Segundo o Indicador de Atividade do Comércio, com isolamento social, varejo enfrentou a queda mais intensa nas vendas em 20 anos.

O Serasa divulgou o resultado de seu Indicador de Atividade do Comércio para o mês de abril. Os dados mostram uma queda de -31,85 nas vendas do varejo, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

O resultado é o pior desde que o indicador começou a ser calculado, em janeiro de 2001. O segundo pior resultado foi em janeiro de 2002, com uma queda de -16,5 nas vendas.

Recentemente, grandes empresas firmaram acordo para ajudar o pequeno varejo, investindo R$ 370 milhões.

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Queda entre março e abril ficou em 19,4%

A comparação mensal também apontou para uma piora na situação do comércio varejista, com uma queda de -19,4% nas vendas entre março e abril.

No período anterior, entre fevereiro e março, a queda havia sido menor, de -16,2%. O indicador mostra um agravamento do cenário para o setor.

O resultado acumulado entre janeiro e abril de 2020 é de -10,1%.

Maior queda foi sentida no varejo de móveis, eletro e informática

O Indicador de Atividade do Comércio mostrou que comércio varejista de móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática sentiram a maior queda no comparativo anual, uma baixa de -39,9% nas vendas.

O comércio de tecidos, vestuário, calçados e acessórios veio logo atrás, com baixa de -39,6%. Na sequência, veículos, motos e autopeças, com -33,1%, e material de construção, com -32,1%.

Enquanto isso, o melhor desempenho ficou com o comércio ligado a itens essenciais, que, mesmo assim, também apresentou queda. É o caso de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, que tiveram baixa de -24,3%.

Soluções existentes ajudam, mas não o suficiente

Segundo Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, “a internet e os serviços de entrega são uma solução criativa, mas ainda insuficientes para reverter prejuízos, pois não funcionam para qualquer tipo de negócio”.

Mesmo para as empresas que podem adotar esses recursos, eles ainda não garantem os mesmos resultados das vendas presenciais. Recentemente, o presidente da C&A (CEAB3) afirmou, em entrevista, que o e-commerce ainda não segura a companhia.

Justamente por isso, outras alternativas estão sendo criadas. Um exemplo é o drive-thru, que será adotado em 200 lojas de Casas Bahia e Ponto Frio pela Via Varejo (VVAR3); o cliente compra online, mas retira na loja, sem sair do carro.

Rabi também esclarece que a instabilidade e o sentimento de insegurança em relação aos empregos faz com que o brasileiro reduza o consumo não essencial, mesmo entre quem tem maior poder aquisitivo.

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