Incompatibilidade Financeira: 3 Regras para Manter a Paz e Construir Riqueza
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Incompatibilidade Financeira: 3 Regras para Manter a Paz e Construir Riqueza

Um gastador e um poupador vivendo juntos pode ser motivo de brigas, mas três regras ajudam a entrar em sintonia e construir riqueza.

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Atualizado em 17/09/2021

Você e sua/seu parceira/o combinam? A incompatibilidade financeira é a causa recorrente de brigas de casais com personalidades financeiras diferentes. Antes que isso arruine seu relacionamento, descubra 3 regras para manter a paz e construir riqueza juntos.

Escolher um parceiro de vida significa compartilhar os sonhos e, na maioria das vezes, as finanças. Mas a combinação dinheiro e relacionamento é particularmente difícil. 

Tão difícil que 36,1% dos casais citam questões financeiras como a causa do divórcio.

Provavelmente, essa falta de compatibilidade financeira seja o motivo pelo qual 24% dos casais optam por não compartilhar contas bancárias

Porém, a maioria dos casais opta por compartilhar tudo com seus parceiros. 

Foi essa a abordagem que Olivia Christensen e seu marido escolheram antes mesmo de se casar. 

Ela contou ao Business Insider que adotaram a atitude “o que é seu é meu” há 14 anos, logo que o relacionamento ficou sério e as brigas por dinheiro começaram mais ou menos na mesma época. 

Apesar de compartilharem os mesmos objetivos e valores, ela e o marido não compartilham uma estratégia financeira.

Embora os dois valorizem o conforto, isso tem significados diferentes para cada um.

Para Christensen, o conforto significa um estilo de vida, é estar literalmente confortável fisicamente. 

Já para seu marido, conforto significa sentir-se seguro e ele consegue isso economizando dinheiro suficiente para lidar com qualquer coisa que a vida lhe reserve. 

Ou seja, ela é uma gastadora e ele um poupador.

Essa dinâmica gastador / poupador provavelmente soa familiar para qualquer pessoa que compartilha ou já compartilhou as finanças com outra pessoa. 

Para o perfil poupador, verificar a conta bancária e ver um número menor do que o previsto é desmoralizante. 

Já o gastador, apesar de ser um adulto totalmente crescido, pode se deixar levar pelo impulso e gastar além do que o orçamento permite.

No final, a incompatibilidade financeira faz com que todos se sintam mal o tempo todo. A menos, é claro, que você encontre uma maneira de fazer isso funcionar e não prejudicar as finanças e o relacionamento.

Depois de anos aprendendo lições da maneira mais difícil, Christensen e o marido aprenderam como manter a paz e construir riqueza em casal com a ajuda de três princípios simples:

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1. Honestidade

A honestidade deveria ser a base de bons relacionamentos em geral, mas quando se trata de dinheiro, algumas pessoas ficam tentadas a esconder do outro informações sobre dinheiro.

Por mais que isso possa decorrer de “boas intenções”, como o gastador esconder as compras para que o cônjuge não fique bravo ou o poupador esconder dinheiro para proteger seus parceiros de si mesmos, no final, tudo é uma pura e simples mentira. 

A infidelidade financeira é mais comum do que se imagina. Segundo pesquisa da CreditCards.com, 40% dos americanos admitem que são infiéis quando se trata de dinheiro.

Falar sobre dinheiro ainda é visto como um tabu, mas é preciso conversar sobre o assunto e ser sincero com seus parceiros em relação a quanto ganha, se possui dívidas, para juntos possam trabalhar para manter a situação financeira estável.

Christensen conta que as mentiras financeiras não apenas corroeram a confiança como os impediu de compreender totalmente a situação financeira do casal. 

Enquanto ela mantinha seu marido no escuro sobre a maioria de suas compras, ele, por sua vez, começou a dramatizar a visão financeira dos dois para assustá-la e fazê-la parar de gastar. 

Nessa enxurrada de desonestidade, poupar e investir para o futuro do casal ficaram de lado.

Os dois então decidiram ser honestos, mesmo quando isso significa discutir e abrir mão do controle. Essa medida fez com que tivessem uma melhor compreensão de quanto dinheiro tem, quanto gastam e como poderão alcançar os objetivos financeiros comuns. 

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2. Respeito mútuo

Olivia Christensen conta que certa vez, no calor de uma discussão sobre se deviam comprar um colchão de segunda mão, ela chamou seu marido de “Tio Patinhas”. 

Embora tenha sido uma comparação maldosa e boba, ela diz que resume o que sentia sobre suas tendências frugais. 

Ele, por outro lado, achava que ela tinha a perspicácia financeira de uma criança de 7 anos em uma loja de doces com US$ 100 para gastar. 

Embora reconheça que talvez os dois estivessem um pouco certos sobre as narrativas que tinham um do outro, elas eram diretamente responsáveis ​​pela desonestidade mútua em relação ao dinheiro. 

Por isso, a mudança mais importante que fizeram, segundo ela, foi reconhecer que a dinâmica gastador / poupador deles não precisava ser uma batalha de opostos, mas poderia ser um equilíbrio de forças

Para ela, a vigilância financeira do perfil poupador de seu marido permitiu que eles vivessem US$ 10 por hora em seu próprio apartamento, em vez de ficarem presos no porão de seus pais. 

Além disso, ela também reconhece que essa preocupação dele com as finanças será a diferença entre trabalhar até morrer e se aposentar confortavelmente.  

Christensen admite que tem sorte de ter seu marido poupador.

Por outro lado, seu perfil gastador permite que assumam riscos financeiros que, sozinho, seu marido teria medo de correr. 

Ela diz que ao pressioná-lo a vender a casa na alta do mercado, ganharam US$ 120 mil, o que permitiu tornar a vida dos dois mais agradáveis ​​ao insistir em luxos como viagens e colchões novos.

Por isso, seu marido também tem sorte de tê-la ao seu lado.

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3. Humildade

O respeito mútuo requer mais do que reconhecer o que a outra pessoa tem a oferecer. Também significa reconhecer que um estilo financeiro não é necessariamente superior a outro. 

Christensen admite que muitas vezes é difícil controlar o senso de superioridade que cada um de nós tem, mas é preciso ser humilde e reconhecer o esforço e as qualidades do outro.

Ela diz que, internamente, quando chamou seu marido de “Tio Patinhas” seu comentário estava mais próximo de, “Olha, outro pão-duro que pensa que vai se tornar um bilionário dormindo em lençóis de 80 fios e trocando torrada de abacate por uma tigela de mingau”. 

Ela precisa ser humilde, reprimir o sarcasmo e reconhecer que as pessoas que estão economizando dinheiro hoje são sábias porque ninguém sabe o que o futuro nos reserva. 

Já seu marido teve que ser humilde em concordar em vender a casa, embora para seu senso conservador essa não parecesse a escolha mais sábia para ele. 

Para que Christensen e seu marido chegassem a um acordo sobre as finanças o suficiente para construir riqueza juntos, primeiro precisaram reconhecer que suas maneiras individuais de fazer as coisas não eram as únicas corretas. 

As regras de Christensen são simples e deveriam ser a base do relacionamento como um todo, mas o que eles descobriram tentando, fracassando e tentando um pouco mais é que, quando se trata de dinheiro, tudo se torna um pouco mais carregado. 

Por isso, nunca tentaram forçar nada, simplesmente tentaram fazer o melhor um pelo outro. 

Ela diz que quando fazem isso, tudo fica mais fácil, até porque agora eles tem um pouco mais de dinheiro.

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