Iguatemi (IGTA3): Volta da Cobrança de Aluguel Evitou Perdas
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Iguatemi (IGTA3): Volta da Cobrança de Aluguel Evitou Perdas

Segundo CEO do Iguatemi, retomar cobrança de aluguel mais cedo foi estratégia certa para empresa.

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Atualizado em 06/11/2020

O presidente da rede de shoppings Iguatemi (IGTA3), Carlos Jereissati, considerou que foi acertada a estratégia de retomar a cobrança dos aluguéis das lojas já no segundo trimestre de 2020, ainda em fase aguda da pandemia.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), durante teleconferência com investidores para divulgar os resultados da companhia do terceiro trimestre de 2020.

A estratégia mais agressiva que a de outras redes teria resultado em importante contenção de perdas financeiras, disse o executivo.

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A gerente de relações com investidores da empresa, Cristina Betts, observou que, embora a medida tenha impactado as taxas de ocupação das unidades e a taxa de inadimplência dos lojistas, esses índices negativos ficaram em linha com o restante do mercado ao longo do ano.

A taxa de ocupação no terceiro trimestre deste ano ficou em 91,6%, ante 92,4% no mesmo período de 2019.

Já a taxa de inadimplência dos lojistas teve um pico de 13 pontos percentuais na mesma comparação, saltando de 0,4% em 2019 para 13,4% este ano.

“Na verdade estamos comemorando essa inadimplência porque a gente cobrou acima do mercado e ficamos em linha com ele”, disse Betts.

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“Mostramos a resiliência do nosso portfólio porque fomos a única empresa do ramo a cobrar aluguéis em junho, julho e agosto, e tivemos um mês de perda muito próxima dos outros que não cobraram nada”, disse Jereissati.

O executivo lembrou que a empresa foi a primeira a se antecipar e zerar as cobranças no primeiro trimestre.

Para os executivos do Iguatemi, a retomada nas vendas, que teriam se equalizado aos níveis de 2019 em outubro, é um indicador de que a receita com alugueis tende a se normalizar.

Betts afirma que, em muitos casos, o não pagamento por parte do lojista não tem mais a ver com a queda nas vendas, mas sim com um senso de oportunidade de negociação em um contexto de crise.

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Fonte: Valor Econômico

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