HGCR11 Entra na Carteira de Fundos Imobiliários da XP
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HGCR11 Entra na Carteira de Fundos Imobiliários da XP

A XP manteve a composição da carteira devido as preocupações quanto a recuperação da economia após a crise do COVID-19.

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Atualizado em 06/07/2020
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O mês de junho foi marcado pela retomada gradual das atividades no Brasil e no mundo após a flexibilização da quarentena e reabertura do varejo brasileiro.

No entanto, o Brasil ainda enfrenta um momento delicado com o número de casos ainda em trajetória ascendente. Na visão da XP, o cenário ainda está cercado com alto grau de incerteza referente à recuperação da economia e da curva de contaminação do COVID-19

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No lado econômico, os economistas continuaram revisando para baixo suas projeções macroeconômicas. De acordo com o último relatório Focus do Banco Central, o consenso de mercado estima uma queda de -6,5% para o PIB (60 bps abaixo do mês passado) e inflação continua pressionado em patamares baixos com IPCA em 1,6% e IGP-M em 5,5% para 2020.

Mais uma vez, o número de investidores em fundos imobiliários atingiu o patamar de 848 mil investidores pessoas físicas em maio de 2020 (+3,7% contra o mês passado e 34,2% desde o começo do ano). Apesar da taxa de crescimento menor no mês de maio, o número continua revelando o interesse nessa classe de ativo de renda variável.

Pesos da Carteira Recomendada

A XP manteve a composição da carteira devido as preocupações quanto a recuperação da economia após a crise do COVID-19.

Dada as incertezas quanto ao crescimento econômico e da restrição de fluxo de pessoas a corretora continua conservadores com o segmento de shopping centers e alta exposição em papéis mais defensivos, de menor risco e volatilidade como o segmento de recebíveis e galpões logísticos.

Desse modo, a distribuição entre os segmentos segue com as maiores alocações em Recebíveis (32,5%), Logística (30,0%), Híbridos (15,0%), Shopping Centers (10,0%), Lajes Corporativos (7,5%) e Fundo de Fundos (5,0%).

Fundos de Recebíveis (32,5% da carteira): Bom rendimento e menor risco de perda de patrimônio, são uma ótima alternativa para diversificação e mitigação de risco, principalmente em períodos de alta volatilidade do mercado.

Apesar da perspectiva de uma inflação e juros menores no curto e  médio prazo, continuamos vendo a relação de risco-retorno ainda atrativos nesse tipo de fundo.

Ativos logísticos (30,0% da carteira): Menor volatilidade é justificada pelo tempo curto de construção, reduzindo o risco de execução e volatilidade nos preços.

Por isso, a renda trazida por esses ativos apresenta estabilidade e um menor risco no curto prazo.

Adicionalmente, esse segmento apresenta uma perspectiva muito favorável devido ao forte crescimento do e-commerce, demandando volume crescente de ativos logísticos localizados próximos às grandes regiões metropolitanas.

Híbridos (15,0% da carteira): Fundos Imobiliários híbridos são fundos que possuem investimento em mais de uma classe de ativos.

Essa característica se torna interessante dado que os fundos híbridos tendem a ter menor nível de risco dado sua diversificação de tipo de ativos e inquilinos.

Shopping Center (10,0% da carteira): Com a diminuição do fluxo de pessoas decorrente do coronavírus, o segmento de shopping é o mais impactado.

Não descartamos a possibilidade de possíveis concessão aos lojistas como descontos não recorrentes e eventual aumento na inadimplência que podem levar a queda nos rendimentos distribuídos no curto prazo.

Lajes Corporativas (7,5% da carteira): Apesar de otimistas em relação à melhora operacional dos edifícios corporativos de alto padrão, especialmente aqueles localizados nas principais regiões comerciais de São Paulo, vemos esse efeito já sendo precificado em grande parte dos fundos.

Fundo de Fundos (5,0% da carteira): Fundo de fundos apostam em explorar ineficiências de mercado e assimetrias de risco/retorno entre os FIIs listados em bolsa, além de usar sua expertise para balancear a exposição de suas carteiras a segmentos específicos de acordo com o momento e perspectiva de cada setor.

Troca na Carteira de FIIs

Considerando os acontecimentos do mês de junho e o fluxo de notícias, estamos realizando algumas mudanças estratégicas na carteira recomendada para poder continuar a maximizar o seu potencial. Tendo em vista isso, segue as alterações:

ENTROU – CSHG Recebíveis (HGCR11) O CSHG Recebíveis tem por objetivo o investimento em CRIs. Atualmente, o fundo possui 70,6% do seu portfólio alocado em CRI Corporativo, 11,7% em ativos de renda fixa e 17,2% em FIIs (BARI11, SPVJ11, entre outros).

Apesar da grande alocação em ativos considerados não alvos, a gestão vem trabalhando ativamente na alocação dos recursos levantados na última emissão de cotas.

Em nossa opinião, a carteira do fundo possui baixo risco dado o LTV médio de 57,6% e 37% dos credores com rating acima de “A”.

Adicionalmente, o portfólio possui alocação de 40% em IPCA, 57% em CDI e 3% em IGP-M. Por esses motivos, estamos adicionando o fundo HGCR11 na carteira recomendada.

SAIU – Kinea Índice de Preços (KNIP11)O Kinea Índices de Preço é um fundo dedicado aos investimentos em ativos de renda fixa com lastro imobiliário, especialmente CRIs indexados à inflação.

O portfólio do fundo está atualmente alocado em 97,5% em CRIs atreladas à inflação e o restante em caixa.

Devido a combinação de inflação em patamares baixos e controlados (principalmente o IPCA) e alocação do portfólio do fundo majoritariamente em ativos atrelados ao IPCA (95,5% da carteira), acreditamos que a distribuição de dividendos do fundo deve continuar pressionada no curto e médio prazo. Por esses motivos, a XP está retirando o KNIP11 da carteira recomendada.

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